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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

O TESOURO DA CASA VELHA - Cora Coralina

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985) - Cora Coralina. Seu nome já é poesia. Ana, mas optou por Cora Coralina. Soa melódico poético, daqueles que queríamos fosse nosso. 
Sua idade  - 90 anos - não poupou palavras delicadas, de carinho e, acima de tudo, sinceras do poeta  Carlos Drummond de Andrade, ao tomar conhecimento de seus poemas, editados quando então contava 76 anos, muito embora desde jovem escrevia e engavetava, não se importando na edição. Mas, para nosso deleite, eles vieram à lume.    
Seus contos, fala de cada um de nós. A mim as almofadas calaram fundo, pois sempre me via as voltas com elas, por todo canto - ainda elas se fazem presente. Sua fala ritmada, suave, terna, simples cala direto ao gosto das mulheres que se irmanam no ofício do artesanato. E nos juntamos a tantas quantas e nos encantamos e vivemos e sonhamos. 
Deliciosa leitura, encontro significativo, realmente é o tesouro da casa velha, de todas nós.

"De cima das cadeiras e nos encostos, no assoalho, em todas as direções, na entrada e na saída, tolhendo os passos, e atrapalhando as pernas, estiravam-se, quadravam-se, ou arredondavam-se as almofadas da boa senhora".




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Coralina, Cora.  O tesouro da casa velha.   / Cora Coralina.   4ª ed . (Seleção Dalila Teles Veras).  São Paulo: Global, 2001. (obras de Cora Coralina).  

2 comentários:

Anônimo disse...

Fico muito emocionada com a história de vida dessa linda e jovem senhora Cora Coralina. Acompsnhei a linda homenagem q a TV BRAZIL fez a essa escritora. Para mim foi uma viagem no tempo, conheci o local q ela nasceu e onde tudo aconteceu. Gosto de todos os seus poemas e sempre posto no face. Obrigada Cora por vc ter existido , vc foi um exemplo.

Inajá Martins de Almeida disse...

Caro leitor

Feliz por tua visita, pelo comentário. Todos nos emocionamos com esse exemplo de vida. Pudéramos nós nos espelharmos e quem sabe podermos espalhar amor, carinho, poemas a se perderem de vista, até a vista que a vista possa alcançar.

Vamos nos permitir poetas, poetisas. Vamos nos permitir Coras... Coralinas...

Obrigada.