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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019


Desafio deste dia 16/09/2019 - Café do Escritor - Aforisma
Belíssimo trabalho de arte do mestre Robertson Frizero



Um ano sem você meu companheiro... Você me incentivou as frases curtas, de impacto. Esta é uma das que mais aprecio. Esta é para você...

RECOMEÇOS


Por Inajá Martins de Almeida


Espaços vazios brotaram em mim. Há pouco, aquela que me trouxera à vida, entrega a sua. Meu pai, esposo amante, a um canto, abstém-se da realidade; enclausura-se num universo impenetrável. Meu filho e a noiva, fazem planos para um futuro breve. Nesse cenário, quando almejo um ponto final a mim, uma voz sussurra:

_ Você quer ser minha...? Olhares se deixam cruzar.


Eu, que julgara não mais a possibilidade dos recomeços, entrego-me a ele. E ao sim, de livre e espontânea vontade, novos cenários me permitiram um segundo ato, quando passamos a escrever nova história a dois. 


Frizero faz um comentário : excelente texto, apenas algumas palavras diferenciadas no texto, e pontuação, os quais foram revistos e modificados

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Exatos um ano do falecimento daquele que me foi presente nesses últimos anos (maio 2005/setembro 2018).
O desafio do Café do Escritor, descrever um protagonista em exatas 100 palavras.  

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Outro Desafio - desta feita um aforismo

"Transformar sonho em ação requer atitude, a fim de se perceber na vida que pulsa". Inajá Martins de Almeida (16/09/2019) 


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

MOMENTOS CRUCIAIS


Por Inajá Martins de Almeida


Mulheres enfileiradas
Uma a uma amparadas
Aos braços de seus amados
Em breve de si separados.

Mulheres amadas
De esperanças armadas
não se deixam intimidar
Ao seu inteiro doar.

Mulheres irmanadas
Em lágrimas sufocadas
Num silêncio sepulcral
Ante a entrega sacrificial.

Mulheres amarguradas
Logo mais desamparadas
Clamam, harmoniosos seus ais,
_ Clemência! Almejamos paz.

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Novo desafio no "Café do Escritor"

professor Frizero ao analisar me diz:
_ O teu melhor texto publicado aqui até agora. Incrível. 

A proposta era escrever algo sobre a imagem que nos apresentou. Mulheres se despedindo dos seus amados, num navio na Segunda Guerra Mundial.

CIRANDA, CIRANDINHA

Ciranda, cirandinha
Desse tempo, relembrar
E a volta na ciranda
Vamos todos a sonhar


O anel numa caixinha
A menina o guardou
E ao voltar naquele tempo
O amor não se apagou.

A lembrança do passado
A menina resgatou
Na cantiga de criança
Da caixinha se soltou.


Por isso vamos todos
Dar a volta, a volta dar
Nesta doce cirandinha
Que Frizero fez lembrar.

Surpresa todo dia
Desafia a nos encontrar
Na ciranda cirandinha
Gira, volta a cantar.

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Élvio, um ano sem você.
A saudade só aumenta
meu coração lamenta
tanto tempo perdido assim.

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Desafio escrita criativa, grupo "Café do Escritor", 12/09/2019

Frizero assim se expressa:

"Muito doce!
E eu entrando em vários textos como Pilatos no Credum...
Adorei!"

e continua...

"Qualquer dia um vai esquecer e mandar para um concurso literário um texto com e então o Frizero lá no meio... Os jurados não vão entender nada."


sábado, 10 de agosto de 2019

APRENDIZADO


"Acontecimentos desagradáveis, transformam-se em aprendizado, quando se almeja aprender."

por Inajá Martins de Almeida



Este fora o desafio deste dia - 10/08/2091 - "Café do Escritor" - Mestre Robertson Frizero.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

NOITE DE INSÔNIA

por Inajá Martins de Almeida



Noite de insônia
torna-me viajante no tempo.

Distante de ti, de mim, vejo 
se apartarem teus olhos; 

- quiçá, no horizonte, 
saudade de mim, permaneça.

Vazias, minhas mãos, saboreiam a ardência das tuas 


a me buscar, frenéticas,
na noite que se vai insone.

E, ao sentir tua presença, 
em sonho, tão real

a linha divisória, que nos distancia, 
jamais conseguirá, de mim levar 

a tênue lembrança do amor
- aquele que nos fora tão intenso -


e, ainda que a brutal enfermidade
o tenha apartado do nosso convívio,

o cheiro agradável do teu toque
se fará sentir, eternamente,

na distância que nos aproxima, visceral, 
em cada noite de insônia.


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O desafio que o mestre, escritor, poeta e professor nos traz neste dia  31 de julho, com seu desafio criativo, inspirou-me as linhas, tendo como pano de fundo os belíssimos poemas do poeta e a lembrança do marido que me faz companhia no virtual e que tão real a mim. 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

AH! NÃO FORA O TEMPO

por Inajá Martins de Almeida

O tempo insiste em passar...
Passa
Passado passou.

Lembranças deixou:
afáveis
amáveis
adoráveis
vulneráveis.

Passa... Passa... Passado...
Insiste
Persiste
passar.


Lembranças... Lembranças
Quem há de te apagar!

Tempo que leva tempo
Tempo que marca o tempo
Tempo que o tempo registra...



Ah! Se não fora esse tempo
De lembranças passadas
Não haveria registro em tempo.

E, se a memória que o tempo apaga
o registro permanece
eternamente no tempo

o tempo, esse tempo em registro
há de resgatar
e, em  tempo irá contar.






INSPIRAÇÃO

por Inajá Martins de Almeida

Recordar
Recordações
Recordam-me.

Lembrar
Lembranças
Lembram-me.

Saudade
Saudosa
Sauda-me.


Tempo
Passado
Resgata-me


Tempo
Presente
Presenteia-me


Tempo
Futuro
A me inspirar.

foto Elvio - inverno 2010 - Jd.Paulistano (São Carlos)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

LUA CHEIA a NOS PREMIAR

por Inajá Martins de Almeida


A brisa suave da noite
desce com seu manto azulado
e a lua que se apresenta magnífica
preenche de brilho e luz 
o espaço que se abre a mim.

Olho o firmamento  
procuro aquele que me dá sentido à vida
e o gosto da existência
me faz quedar ante a beleza
da natureza que se apresenta toda a mim.

É o momento do encontro
como seres enamorados
a lua me chama e me envolve
na mais tênue paz
momento em que a percebo só para mim.

  E a foto que marca a cena
numa noite que se faz serena,
o verde do jardim,
a mescla ouro prata do luar
reflete no exterior o que sai de dentro de mim...

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Primeira lua cheia neste espaço que está se tornando tão familiar a mim...
Há pouco tempo me transferi para esta casa e já me sinto tão tranquila, num local que Deus preparou para mim.
Minha primeira noite nesta casa aconteceu no dia 30/01/2019.

Inajá Martins de Almeida - 18/02/2019    

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Não pude me apartar das aparições da lua nesta noite - 19/02/2019 - em que ela vem me premiar em espanto, ao abrir a porta da sala e me deparar com aquele cena que me visitava; adentrava o pequeno espaço, mas se agigantava dentro de mim. 
Deixei-me quedar maravilhada. Tentei registrar o momento em foto, muito embora a beleza era ímpar, singular, ciumenta... 
Era a mim que ela se apresentava... 
Era a mim que dividia sua exuberância...   
Era a mim que preenchia de êxtase meu sentir poético...

Eis-me aqui neste instante, a registrar o impacto que a lua sempre me promove.









Era para ser uma noite como tantas outras...
Entretanto... Não o fora!!!

19/02/2019 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

DESPONTA UMA POETISA NO CENÁRIO LITERÁRIO


Eis que uma adolescente escreve como gente grande. 
Ganha o cenário literário a poetisa que nos seus treze anos manifesta a madureza do poeta que já nasceu pronto para as linhas e para as letras.

Ana Clara Martins de Almeida dentro de si carrega o DNA do bisavô, Nelson Martins de Almeida,  que pautara sua vida a escrever, retratar a história em suas inúmeras obras editadas. 

Ana Clara em seu primeiro aniversário com o bisavô Nelson e a tia avó Inajá
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Agora neste espaço, criado pela tia avó Inajá, eis que os poemas se apresentam magistrais em composição de pura inspiração, lirismo e profundidade poética. 
Surpreendeu-me sobremaneira a rica expressão da  adolescente que desponta em poemas



ELA



Ela como as borboletas,

Tão linda e delicada
Mal sabe, Ela,
De sua beleza inexplicada.



Ela
Um oceano inteiro
Tão profunda e complicada
Todos que tentam entende-la
Saem de cabeça rachada.




Ela
Não é qualquer garota
Ela é forte e dedicada
Não sabe abaixar a cabeça
Não gosta de ser rebaixada.

Ela é uma bagunça interna
Que nem ela mesma sabe desfazer
Pois, para isso acontecer
Primeiro precisa se entender.

Ela é insana.
Em suas veias está a correr
Uma leve pitada de loucura,
Engrenagem de todo seu viver.

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VIDA


No começo somos como um livro em branco
Prontos para escrever nossa história,
Nesta longa jornada chamada “vida”
Na qual cada passo é uma subida ou uma descida.


Cada pessoa vive diferente,
Com seu jeito especial
Pois, de uma forma ou de outra
Não existe ninguém igual.





Ana Clara, Inajá e Maris Ester - Casa do Poeta 
Ribeirão Preto novembro 2018


Cada qual segue o próprio caminho,
Colhendo flores, separando espinho
Com um vasto mar de sentimentos
A criar grandes momentos.

O que será então o envelhecer?
Será o bem viver?
Penso eu
seja uma vida marcada por altos e baixos,
emoções  e superações.

É a memória repleta de história,
Vasta sabedoria, 
que a outros pode ajudar;
Pés que já trilharam caminhos

Onde jovens terão de passar.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

PAPÉIS AMARELECIDOS TRANSFORMAM-SE

por Inajá Martins de Almeida

O que foi feito daquele sonho?
Silêncio...
Pausa...

Mãos ágeis tecem
E pensa...
E sonha...

E a mente traz o poeta fingidor
A fingir a própria dor.
Quem vai acreditar na dor do poeta?

O silêncio a tudo silencia...
O reflexo do vento a balouçar
Folhas ao vento
Adentra o quarto

Sombreia espaços
Reflete alma de artesã.
Mãos que tecem sonhos
Esperança futura!

Cada ponto guarda lembranças
Aguarda novos pontos...
Passado... Presente... 
Futuro incerto...

Papéis velhos clamam presença
Linhas, aos poucos, os tornam ausentes.

Papéis velhos apenas velhos papéis
Representados ao longo dos dias.

Décadas – mais de nove transcorridas -
O quarto busca se transformar
E se transforma.

Agora, papéis velhos
não mais papéis amarelecidos pelo tempo.
Na via cibernética transformam-se.

Arrolam-se a outros tantos fios
que se perdem no emaranhado
da informação que informa a tantos mais.  


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

NOITE NAZARENA


                                             por Inajá Martins de Almeida








Uma mulher - retalhos de lembrança
Do natal, noite fria.
O céu azul, raios de luar, a poesia
Traz para seu coração, bonança.



De vazias mãos se lança ao verso.
Quer para o papel transportar
A memória, já quase a se apagar,
Na contramão do metro, adverso.

E o soneto busca as rimas, enquanto a pena
Vacila e rodopia, entre a inspiração
Do momento e a saudade que sente

Daquele frio natal - noite nazarena!
E, do passado, a buscar a criança - em vão -
No presente, encontra a mulher - seu melhor presente! 

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É Natal
Tempo de renovo
Tempo do Menino Jesus.

Que em nossa casa
e em nossos corações
Ele possa preencher 
todos os espaços...


sábado, 22 de dezembro de 2018

RETALHOS PARA REMEMORAR

Revendo a imagem percebo minha mãe a sorrir para mim, embora seja eu que ali estou.
Será que nesse instante ela veio me visitar?
Que doce lembrança, minha mãe me traz.



O tempo passou e eis que em outubro de 2018 esta majestosa areca foi para a Clínica do David.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

NOSSA PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS - Élvio e Inajá


Este ano de 2018, Élvio e eu resolvemos que participaríamos da Antologia Ponto e Virgula, publicação assinada pela  escritora Irene Coimbra.

Os textos escolhidos, não inéditos, eram-nos familiares, disseminados em blogs, tanto nossos quanto de terceiros, agora ocupariam páginas da publicação. Assim foram direcionados para a finalidade que se cumpriria ainda ao final deste ano de 2018.


As fotos foram capturadas do video em movimento, razão pela qual a não nitidez - acompanhe os momentos através do link https://www.youtube.com/watch?v=_0ZrqFP2LM4&fbclid=IwAR0bgIwDBnpRt6L0ObV6U2AM4UAP5hWVnX-YdW5f9aJvqMymoSASqYA_avA
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Contudo, não programado fora o desenlace que em breve nos acometeria. Os textos, a escolha e encaminhamento para sua editoração aconteceram em meados do ano 2018, o desenlace de Élvio, viria em setembro. Não alcançaria a confecção em papel.

Eis que três meses se passaram desde aquela tarde de sábado - 15 de setembro -  e eis que a noite de 15 de dezembro chegara a nos brindar com os livros, agora em nossas mãos.

As páginas retratam aqui, um pouco do nosso envolvimento literário durante esses anos todos de convivência literária - doze anos que não puderam se completar - 12 de outubro 2006, 15 de setembro de  2018.

Se meu companheiro não compartilha comigo de sua presença, a ausência me faz perceber que não é a distância que nos distancia, ou que pode nos distanciar, mas sim o desejo de se querer esquecer. O que será impossível.



Élvio desfila palavras...
Suas orlas prateadas
a soltar palavras ao vento
me estanca a introver.

E, se ao reler os poemas,
as palavras me atraem
e me destraem
sigo meu caminho rumo ao vento

Indo e vindo
chorando e sorrindo
seguindo lembrando
sentindo partindo. 

Quando a mirar Orlas Prateadas
Palavras ao Vento
se soltam dentro do peito a Introver,
a seduzir a imaginação nesse Desfilamento

Refaço caminho
e, se desfeitas histórias
me trazem lembranças
sigo na lida e me apoeto:

porque
não há como não se apoetar...

Inajá Martins de Almeida
23/12/2018



Em comentários a postagem facebook, 18/12/2018, os amigos expressam : 

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