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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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sábado, 20 de outubro de 2018

EU E MINHAS MEMÓRIAS... RETALHOS DE MIM



Manhã fria e nublada!
Meu sentir distante
requer às linhas que logo me sobrevém.





Num emaranhado de fotos e fatos
percorro meus escritos:
Trabalhos em blogs
e textos que se perdem vários
nas páginas escritas
contadas - tantas.


Lembranças que se querem presente...
Ausente – o tempo
não irá apagar!









Presentes legados sem o saber
agora podem contar...
minhas memórias resgatar.


E nesta manhã,
em que o sol amanhece tímido
o vento frio adentra janela entreaberta,
meu coração se abre
ao poema que não quer calar
pois, se assim o fora
onde minhas memórias
poderiam ser revisitadas
e recontadas?

Pois não fora o verso que me escreve,
o reverso apenas o branco
do esquecimento poderiam deixar
memórias apagadas
com o tempo, logo esquecidas...

Percebo tão somente que, 
retalhos de mim, 
ainda podem me escrever.

Fotos podem marcar
fatos - retalhos que não tem fim...

Neste distante de ti,
na ausência que se faz presente,
meus olhos choram
minha alma pulsa
meu pensar invade palavras
que se escrevem
e me fazem companhia.

E são as memórias,
retalhos em mim,
na distante lembrança
que meus olhos sentem saudade,
tão presente,
quando resgato:

"distante de ti em meu pensamento, vejo teus olhos criarem saudade em mim"... (Elanklever)


Por Inajá Martins de Almeida - sábado 20/10/2018 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O BANCO DA PRAÇA VIROU MEMÓRIA

Éramos dois a compartilhar sonhos...
Ríamos
Curtíamos a natureza: - 
as flores nos alegravam,
davam-nos o frescor das manhãs.

Fotos registravam momentos.
Em fatos marcavam nossos dias, 
que seguiam entre risos e flores.





Onze anos
que não se completaram.
Presença constante
necessária em nossas leituras
e nas muitas reflexões diárias.

Agora os bancos da pequena praça
corroídos pelo tempo
vazios aguardam...

Revendo esses momentos
neste instante
longínquos no tempo,
e que não retornarão a mim
Choro a lembrança tua
e a saudade que bate no peito
anseia pelo reencontro.

Quem sabe
a eternidade poderá nos premiar!?

porque 
se escreves a mim :

"distante de ti em meus pensamentos
vejo teus olhos
criarem saudade em mim"...

Eu a ti escrevo:

"meus pensamentos nesse 
distante de ti, 
choram meus olhos - saudade ..."
_____

Hoje - 03/03/2019 - passei defronte nossos bancos. A chuva dera breve trégua e saímos  para absorver a brisa da manhã - Lilica e eu.
O local familiar a ela, que ia a frente cheirando o caminho. Eis que os bancos, motivo de tantos momentos e fotos, corroídos pelo tempo e vândalos denotam que tudo cumpre sua jornada. A estes em breve a madeira apodrecida deixará de ocupar o espaço.
A amoreira, generosa, num outono que se aproxima, começa a renovar suas folhas.
O chão se tinge de amarelo, a umidade do chão traz para dentro de mim a saudade que insiste permanecer. 
A chuva chora, mas em mim chora a ausência tua.
    

1º mês sem você... - Quantos mais os poderei contar??? (15/09/2018 - 15/10/2018)

2º mês sem você - A CHUVA - enquanto chove lá fora, os pingos d´água escorrem meu rosto ... a saudade aperta o peito e choro incontida... (15/09/2018 - 15/11/2018)

3º mês sem você - A ANTOLOGIA - neste que deveria ser um dia para nós recebo nossa antologia, a primeira, num sarau promovido pela Irene, que você também conhecer. (15/09/2018 - 15/12/2018) 

4º mês sem você - O SONHO - distante de dia a perspectiva da mudança de residência é cada dia mais próxima. Nesta manhã em sonho veio me acalentar o peito choroso de saudade e, minhas palavras a ti puderam me reconfortar, quando naquele último encontro na UTI, agora em nosso quarto, em nossa cama você com os sintomas da doença que o levaria, posso dirigir-lhe as palavras do "eu te amo, realmente eu te amo e muito".  

5º mês sem você - A MUDANÇA -  mais um mês se passou, a transição de um local para outro fora premente. A saudade aperta. O luto permanece.  Neste fevereiro difícil passar sem marcas - teu  aniversário no dia 13, você completaria 66 anos, todavia o dia 15 marcaria o 5º mês da sua partida. Optou por não envelhecermos juntos... Sabia que partiria antes de mim, entretanto, eu não julgara tão prematuramente.

6º mês sem você - 

7º mês sem você -

8º mês sem você -

9º mês sem você -

10º mês sem você -

11º mês sem você -

12º mês sem você -


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

ÉLVIO e INAJÁ NA LINHA DO TEMPO

"Viva cada dia como se fosse hoje" 
Elanklever (Élvio Antunes de Arruda)



Agora somos lembranças:
Memórias 
em livros
que se podem escrever.

Agora somos memórias
daquilo
que nos fora memorável.

Somos fotos...
Somos fatos...

Somos livros...
Somos livres...

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Dois momentos

A foto registra o momento da confraternização... As palavras o momento da despedida ao Élvio. Como não se emocionar ao toque de tal acolhimento.
Este fora o último momento de Élvio. A doença em breve o ceifaria do convívio e o levaria ao Pai Eterno em 15/09/2018. 

Confraternização de despedida das jovens Josiane Cristina e Heloisa em 31/07/2018, momento em que professores e jovens compartilham a alegria dos momentos decorridos em 2 anos.

Na foto:

Josiane Cristina (fotógrafa em primeiro plano)
sequencialmente - Inajá (professora), Alanis, Heloisa, Eliane, Ana Carolina, Fernanda, Jacqueline, Élvio (professor) Thiago, Bianca, Luciele Caroline, Luana, José Carlos, Wanderson Davi, Gabriel Dias,Eduardo Mathias e João Pedro



quarta-feira, 11 de julho de 2018

INFÂNCIA E MEMÓRIA ...

Encontros nos calam profundamente... Noite de domingo; maio 2018... Café Filosófico nos premia com as memórias de infância... A psicanalista dra. Julieta Jerusalinski traz a baila o escritor Antonio Prata e disseca seu livro "Trinta e Pouco".

A voz suave toca-me profundamente quando estanco...:

"Um escritor... por favor... tragam-me um escritor..." 

Quem se preocupa com o tal escritor... O que ele nos diz? O que ele nos constitui enquanto leitor, observador e quiçá, escritor a partir da leitura...

E encontro mais:

- "Se você não houve a criança, você perde a criança..." 

e mais ... 

"se mudarmos o começo de nossa história, mudamos a história toda... 

porque 

"... as memórias nos constituem: revisitá-las é como olhar para nossa própria arqueologia; traz a compreensão de que somos, nos faz ver a possibilidade de transformação... Como estamos nos apropriando das coisas vividas? Corremos o risco de criar uma galeria de falsas memórias. Que autobiografia é esta que estamos revivendo?"

Pois é... Pensei e me coloquei a pensar e a ruminar palavra por palavra. A matéria tenho oportunidade de apreciá-la mais vezes, através do video que também compartilho.

E percebo o quanto há por fazer; o quanto por escrever, sem me importar ou pensar quem lera essas linhas, mas o desejo latente pelos registros calam forte dentro de mim: as leituras que leio, os livros que me encontram, as reflexões que me levam os escritores e penso no que há pouco ouvi novamente: - "um escritor, por favor ... um escritor".

Como é bom tê-los por perto. Abreviamos muitas consultas médicas, muitos remédios que podem ser remediados, por meio da leitura...

Voltarei a completar este texto, mas por ora é o que me vem a mente nesta tarde fria de julho.



sábado, 7 de julho de 2018

MÃOS COM VIDA

Sábado... 
Leituras nos remetem a outras tantas... 
Escritores nos auxiliam a caminhada; abrem-nos horizontes; fazem-nos encontrar e desvendar mundos desconhecidos dentro de nós...

É quando ...

"...a beleza nasce do ato lúdico, enquanto se brinca..." (Schiller in "Minha busca da Beleza - Rollo May, p.49)

Brinca-se de tecer, criar, projetar para fora a vida que pulsa no interior dos anos que se podem contar em tantos...

Brinca-se e, quando se brinca os encontros se fazem presentes, num presente incontido de mãos que tecem, mentes que sonham, ideais que se irmanam em mãos que pulsam vida...

Quatro avós... Quatro vidas distantes, separadas por mares e oceanos, adentram o pequeno espaço do meu reduto de trabalho e posso sonhar... quando o autor me diz que:

"O ato lúdico é a única atividade em que a fusão interior e dos fatos objetivos se realiza. 
Dessa fusão procede a forma viva que é a beleza. 
Essa forma vivente é vital, animada, dinâmica; e ao mesmo tempo ela dá serenidade, sossego, como, por exemplo, na música... 
O ato lúdico une o mundo interior de nosso devaneio pessoal ao mundo exterior das pessoas e da natureza".  ("Minha busca da Beleza - Rollo May, p.49) 


O livro do dr. Rollo May - "Minha busca da Beleza - 
inspira-me; eleva-me aos meus devaneios concretos, porque os posso exteriorizar por meio destas linhas que se tornam presentes ao meu sentir e futuro a quem vier encontrá-las.

Encontros que se fazem sentir tão profundamente, ao ponto de declinar estas linhas quando do encontro das avós, tão próximas do meu querer sentir e pulsar, entre herança e saudade - das avós ausentes, legado de uma existência entre lãs, linhas e projetos.

Novelos tecidos - 500 a se encontrarem entre tons harmoniosos. Quadros multicores, 1.290, puderam avolumar entre os meses que se seguiram - dois meses. 

O projeto ainda reservava participação de outras tantas mãos, que emprestavam suas vidas ao projeto que se agigantava e ganhava mais colorido.

Cubos gigantes, em número de doze, puderam ser guarnecidos pelos quadros, que se entregavam ao ornamento... 
Mãos trabalhavam incansáveis unindo, ponto a ponto, os multicores quadradinhos, adentrando a noite no espaço comercial que se abriria a visitação.
O projeto, em área aberta de um centro comercial, traria a arte das artesãs em cubos que bailavam, pulsavam, pelo ar.
Era o belo que se podia externar através das visões várias:


do encontro das avós; do espaço aconchegante; da criatividade de quatro senhoras a tecer as cores do universo em pontos de croche; do olhar que, nos bastidores puderam unir quadro a quadro, numa harmonia uniforme, a transformar em autêntica obra de arte, o projeto que se pretendia levar a lume - encontro de quatro avós envolvida num projeto de vida. 

Gerações que se não se tornam indiferentes a se entregarem a abraços ternos. 

Netos que encontram suas avós em outras avós. 

Mensagens que se escrevem e se deixam registram em grandes painéis entre os espaços livres.

Parque Nascente... Onde os sonhos podem se tornar a realização de projetos engavetados...



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capturas de imagens e postagem para este blog
Inajá Martins de Almeida 
7/7/2018 - sábado - São Carlos

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A BATALHA NOSSA DE CADA DIA

As manhãs, quantos momentos, desvendam-nos em caixinhas que, ao serem abertas vem ao nosso encontro como bálsamos para nossos ensejos maiores.

Vi Carlos Tampa, durante a Feria do Livro de Ribeirão Preto 2017, rodar a praça com sua bicicleta repleta de livros. 

Momento mágico e poético. A cada visitante do espaço livreiro um gesto amigo, sorriso franco, um livro partilhado ...





Hoje a publicação, a foto, as palavras vieram soar como címbalo em meu sentir maior. 

Através das linhas tecidas, pude tecer outras tantas.

O cenário entre as máquinas de escrever e de costura - registro em foto - pode me levar às memórias, quando as trouxe à minha própria vida: meu pai escrevia textos, artigos e livros, numa - a máquina de escrever - minha costurava noutra - máquina de costura - meus vestidos mais primorosos. 



Máquinas em minhas mais queridas lembranças.

O amigo fala das agulhas de crochê... Ainda as mantenho comigo... Com elas arrisco pontos, teço peças... Herança de família.

A máquina de costura, não me ficou como herança, mas a de escrever, essa sim me acompanha desde tenra idade, até os momentos atuais. 

Essa tal máquina de escrever, mudou sua forma de ser - hoje é o teclado que escrevo e a tela em que me percebo artesã das letras e das linhas - das linhas do texto às linhas das agulha de crochê.

Realmente lembranças de nossos pais que nos forjaram artífices das palavras, das letras, das linhas, dos livros.

Estar aqui neste momento, em que o amigo me calou tão profundamente, fora um encontro dos mais agradáveis.

Este é o universo a que nos temos adentrado nos últimos anos. 

Universo que aproxima pessoas distantes. Adentra nossos lares e nos tornam partícipes da mesma obra.


Grata pelo belíssimo texto e pela imagem que me fez viajar ao túnel das minhas mais significativas lembranças - memórias que se perpetuam através de outros tantos retalhos de memórias, que o tempo jamais se distancia, ainda que distante.


Inajá Martins de Almeida

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Ademais, outra indicação me chamou atenção. Fora através de pesquisa sobre a foto que me encantou. Logo aos primeiros dados lá estava ela... Sorrindo para mim... Abrindo-se em encantos ...  
Aquela imagem registrava uma história real ... Adentrei suas linhas; aos poucos encontrei-me em seu enredo... Ainda não alcancei o desfecho, mas quero registrar aqui meu primeiro contato, logo mais postarei outros... Confira você também meu leitor em Livro de Lírios...   https://lymurat.wordpress.com/2014/08/30/um-anel-uma-maquina-de-costura-e-uma-historia-de-amor-parte-01/

   

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

HÁ POEMA EM MIM!

por Inajá Martins de Almeida

Há poema em mim!
Pensamento ao léu
A destecer o véu
Rima me sobrevém
No verso que faço
Ora aos pedaços!

Há poema em mim!
Grita forte no silêncio
Da noite tenebrosa e sombria!
Ao silêncio a rima silencia.

E procuro em vão
No meu desvario noturno
Na insônia que me acomete
E não mais me aborrece
A métrica do verso
Porque sei
Que há poema em mim!

E se amanheço poema
Entre gorjeios no ar
Livres pássaros saúdam
Manhã que prenuncia dia raiar
Reconheço em mim
O poema que me escreve
E me eleva
Bem acima da rima do verso.

No papel a deslizar pena suave
Sei que se há poema em mim
E se for bem
Se vier o poema brotar
Que faça por mim
O que em se possa encontrar
Entre o silêncio que silencia
E alma que clama.

Não a poeta que não se vê
Mas a que se encontra
Nas entrelinhas além da rima
Além do que o silêncio silencia
Porque mesmo assim
Há poema em mim!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

RETALHOS!


Retalhos!
Os guardei
Não os contei
aos poucos
em mim
os formatei.

Linhas coloridas 
escolhidas
individualizava
a peça comum
em singular

Retalhos!
Trabalhos que
concluíam ciclos.

Presenteados alguns.
Pedacinhos de sentimentos
ponto a ponto
se envolvendo
em fios tecidos...
Vazios preenchidos.


foto: bordados delicados em lençoizinhos e babador obra de minha mãe
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Dias contados
entre retalhos
fios e tramas
a preencherem espaço
alcançarem novas fronteiras
alargarem sonhos e realidade.

Retalhos!
Tornaram-se vivos
ganharam o sopro
puderam expressar 
a sensibilidade
da artista.

Retalhos!
Não mais simples
retalhos.

Retalhos
entre o ano que 
se findou - 2017
e o ano que se abre
a novos
retalhos! - 2018


domingo, 23 de julho de 2017

TUTTI PARTIU

Último dia de Tutti
Manhã de segunda feira 10 de julho de 2017, Tutti amanhecia entregue. Coração enfraquecido. Gerê queria reanimá-lo, esquentá-lo com seu calor. Observava triste. Parecia entender o drama, o amiguinho que logo partiria. 

Tutti partiu rodeado por carinho. Vibrante deixará saudade e muitas lembranças que podemos compartilhar em momentos felizes.  


Tutti brinca com Gerê.


Observador. Há pouco voltava do PET todo garboso. Foto de 2011. Olhinhos vibrantes. Brejeiro até os últimos momentos.
Jamais imaginei que iria nos deixar tão rapidamente. 
Saudade Tutti

Entre nossa jardinagem, Tutti a tudo acompanhava. 2011. São Carlos. Nossas plantas, o pouco espaço. Tutti parecia compartilhar a alegria da transformação do pequeno jardim que se formava. 


Tutti e Gatusha tranquilamente posam para foto

Dormia tranquilo quando acordado para foto. Faz pose ainda...



sexta-feira, 16 de junho de 2017

POETA DE ÁGUA DOCE - Maris Ester A.Souza

A 17ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, em 2017, trouxe-nos momentos inesquecíveis: 

- A primeira professora a ser homenageada - Maris Ester 
- o reconhecimento entre amigos 
- a troca sincera de olhares e abraços ternos
- lembranças e homenagens que perpetuam momentos - facebook

No dia sete de junho, no palco a protagonista Maris Ester tecia palavras elogiosas a amigos que lhe foram gratos no passado e presentes no presente: - Maria Helena, com o quadro emoldurado, resgatando o sorriso e olhar terno da amiga; Inajá em admiração ante a leitura do poema que a poeta lhe dedica - "Poeta de água doce".

Nessas águas me deleito. Percebo-me como o vento a penetrar minhas entranhas e me torno flor...

"Sinto-me que não posso ser flor... Vejo-me frente do dicionário procurando significados, tentando descobrir o que me tornou flor".  

E as palavras contidas no verso, despertam-me a outras tantas...

A distância que nos separou. A distância que nos aproximou num abraço demorado e me diz ...

"Cortam-se os laços, podam-se as quimeras, tudo parece tão previsível, terá sido tudo em vão?"

E te digo:

Nada fora em vão. Nossos pensamentos sempre estiveram conectados. Nossas mensagens sempre produziram frutos. Somos flor que o Eterno nos teceu com mãos da Sua eterna Sabedoria. 

Somos sim poetas de água doce...

do livro "Nua para o Criador... Vestida para a humanidade", edição 2001 - Maris Ester A.Souza






terça-feira, 20 de setembro de 2016

SEMENTE



Você já se pensou semente?



Planejada
Arquitetada
Amada
Semente...


Eu posso semente me pensar
Aquela dentre tantas
que se perde na imensa poeira
da corrida que a medalha
me fez ganhar:
semente!







Eu semente fui
Eu semente sou
germinada
ainda inacabada...

Semente em construção
semente a divina mão
em outra semente multiplicou...





Semente
somente
na mente
semente
que um dia 
à terra retornará
semente!

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Inajá Martins de Almeida - São Carlos 06/09/2016

sábado, 3 de setembro de 2016

SILÊNCIO - Inajá Martins de Almeida

Ao silêncio consigo silenciar meu interior e poetar

clique sobre a imagem


Tarde de sábado - São Carlos 03/09/2016
É Inajá que escreve e no silêncio da tarde que se faz chuvosa se deixa registrar neste blog.   
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

NOTAS AS VENTO

Sempre as notas a me envolver
ao querer 
se expressar
de mim!


Neste 27 de março mais uma nota leva o vento. Contam-se em sessenta e seis... Quantas mais? Que venham outras tantas notas...

O sorriso de Rafaela me emociona... O presente embrulhado em papel prateado me dá a dimensão do conteúdo... A xícara, não pudera expressa amor maior... Ao som da melodia meu coração vibra de alegria e me deixo quedar neste espaço !




Ao me entregar o singelo presente
meu coração saltou aos olhos.


A xícara
a pentagrama
as notas dispostas
levaram ao vento
meu pensamento.


Notas ao vento
posso entoar
cantar
bailar
sonhar...


E sonho 
Notas ao Vento...














Sempre Notas as Vento
revolvem meu pensamento
que se lançam ao vento...

Lembradas as notas
nesta página escritas
quem a imagina
Notas que trazem o vento...

27/03/2016

domingo, 24 de abril de 2016

LEITURAS EM FOTOS E POEMAS




Floriu nosso jardim
porque nosso jardim floriu
floresceu em mim 
um jardim!



Amor Agarradinho
Minúscula semente
germinou

Quanto tempo aguardada
cultivada
encantada
amada
seus ramos se desenvolvem
e florescem
e agradecem
e crescem...

Cordões dependurados
desabrocham gotas 
como de orvalho
mas não prateadas
rosa...

Meu coração se tinge de rosa
Agarra-se ao amor
do Eterno
e vislumbro a natureza
em amor do amor maior...







Aqui são as lágrimas vermelhas
em cachos generosos...

Natureza de Deus
em nosso jardim...

Pulsa em mim
o agradecer a criação

Divina Arte de Deus
a nos inspirar
poesia...



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

PINÓQUIO

Quarta-feira. Amanhece. Chove em São Carlos. A cidade comporta-se cinza. O prateado da fina água chama atenção ao barulho que os carros provocam em suas poças no asfalto. Aproveitar o dia é tudo que ansiamos, afinal 2016 se aproxima. Chegamos aos trinta dias de dezembro.

Os pássaros se alegram. Cantam. Agitam-se. A praça se cobre de verde. As flores resplandecem suas cores várias.

Água. Vida. A chegada do ano promete surpresas. A natureza se abre à esperança. Eu me alegro. Planejo.

O livro em mãos me fala da magia. Lindo. Encantador. Pinóquio. Entusiasmam-me os versos. Volto à infância. Sinto-me criança. Danço aos versos de Letícia Dansa e passo a trovar:


Quem na infância
não pensou em travessuras
não se sentiu criança
quando no tempo volta à leitura.

É Pinóquio que traz à lembrança
da casa dos pais o aconchego a embalar
belas histórias, sonho da criança
sonhos que se podem sonhar.

E passa o tempo e torna a passar
mas a criança que vive e sonha o livro
logo se põe a contar
lembrança do passado distante, tão vivo.

Livro que pudera encontrar
livro que fora encontrado
entre tantos na estante a clamar
- quero por ti ser abraçado.!

Agora é ele que passa a inspirar
sonho e poesia
da menina distante a sonhar
com fadas, varinhas... quanta magia!

Aprecio o livro
a magia que ele inspira
é o olhar do leitor
que a ele aspira.

E percebe leitor amante
que fala suas páginas como se vivo fora
com boca, cérebro, narinas.

O livro respira!
O livro inspira!

Leitor descortina
as linhas do autor.

Desvenda seus sonhos ocultos
refaz sua veia de poeta
como sombras, vultos
vem segredar, segredos ocultos.

Poemas que não tem fim as linhas embalam
como a ninar a criança
que renasceu em mim.

Letícia Dansa
dansa nos versos da leitora
que adentra a história
na melodia da rima dança...

Dança, Dansa, Letícia Dansa
baila, baila sempre a girar
o sonho da criança
a bailar.

Magia somente possível, quando o livro
se torna a ler
leitura que encanta
quando se aprende a fazer.

Saber ler é uma arte
descobrir sua beleza também
aprende-se a andar
não se distancia do falar.

Mas... é quando se aprende a ler
logo a escrever
que se dá a completude
a completude do ser.

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Esta é a leitora. Esta sou eu quando não consigo  me separar do livro. Aprecio-o. Estudo sua capa. Seus autores. Organizadores. Tudo me leva ao encantamento.

O livro fala. Bibliotecária que aprendi a ser, percebo o livro no seu conjunto. Aí a beleza da obra. Ler o livro no seu todo. Eis o segredo, razão porque ele se torna tão importante para que o lê.

Penso no escritor "o Judeu" (Antonio José da Silva - 1705/1739)  e absorvo algumas passagens de suas décimas e que seja prudente o leitor, diante do meu sonho de criança:



Amigo leitor, prudente, 
Não crítico rigoroso, 
Te desejo, mas piedoso 
Os meus defeitos consente: 
Nome não busco excelente, 
Insigne entre os escritores; 
Os aplausos inferiores 
Julgo a meu plectro bastantes; 
Os encômios relevantes 
São para engenhos maiores. 

Esta cômica harmonia 
Passatempo é douto e grave; 
Honesta, alegre e suave, 
Divertida a melodia. 
Apolo, que ilustra o dia, 
Soberano me reparte 
Ideas, facúndia e arte, 
Leitor, para divertir-te, 
Vontade para servir-te, 
Afecto para agradar-te. 

http://www.fclar.unesp.br/Home/Pesquisa/GruposdePesquisa/Dramaturgia-GPD/OJudeu/aobra_teatrocomicot.pdf


Magnifico encontro Pinóquio, Letícia Dansa, Antonio José da Silva. Passatempo alegre e suave pode compor singela melodia, para divertir quem escreve e agradar quem possa ler. 

Inajá Martins de Almeida - São Carlos 30/12/2015)


AMANHECER ENTRE POEMAS

Amanheci entre poemas!
Quem dera os versos
a primavera
cantar pudera.

São as vozes da primavera
que entoam cantos
nos cantos da sala
em abre alas
para passarem.

Poeta!
Poetiza!
o verso completa
realiza
eterniza!











Ao longe Bem-te-vi
Te vi... Te vi... Te vi...
Trina Bem-te-vi
e torna a trinar
sem cessar.


Amanhece
Amanheci
é este meu amanhecer.







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Inajá Martins de Almeida

São Carlos- 09/02/2016 -