________________________________________


"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

________________________________________________________________

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

____________________________________________________________________

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A LUMINOSA HISTÓRIA DO PRÍNCIPE QUE SENTIA FALTA DE TUDO - Jacques Schecroun



Sob a aparência de um conto tradicional, terno e emotivo, dotado de um finíssimo sentido de humor, descobrimos um texto cativante que, ao explorar as razões da falta de sentido existencial, o vazio permanente que somos incapazes de preencher com bens materiais, nos conduz com delicadeza e extrema lucidez à essência do que pode constituir uma vida plena.

Revela o autor que não há falta maior do que a de Deus, através da voz do humilde e sábio servidor do Rei, que também nos ensina que a plenitude serena pode nascer unicamente do encontro íntimo consigo mesmo.

"O que falta não é tempo, mas saber apreciá-lo".

A partir da leitura, passamos a ter uma nova visão da vida, das situações adversas que nos cercaram e nos cercam. Simplesmente surpreendente. O mais lindo e maravilhoso para mim, foi que o recebi de presente no Dia das Mães - 09 de maio de 2010 - por meu filho. Posso dizer com todas as letras, que foi o presente que mais gostei ter recebido em toda minha existência, claro dele, pois para uma mãe um filho como o meu não pode ser maior presente.   




comentários de Inajá Martins de Almeida
______________________________

Schecroun, Jacques. A luminosa história do príncipe que sentia falta de tudo: um relato fascinante sobre a carência essencial / Jacques Schecroun; tradução de Giselle Unti. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2010

TRINTA E UM SEGREDOS DE UMA MULHER INESQUECÍVEL - Mike Murdock

O autor nos fala que quando desejamos algo que nunca tivemos, devemos fazer algo que nunca fizemos, assim poderemos nos tornar inesquecíveis. Belas palavras, retalhos que fazem muita diferença, para quem vive além da vista. 

Ao tecer trinta e um segredos - realmente surpreendentes - inspira, a mim, leitora, separar alguns, para poder perceber o que torna uma mulher inesquecível:

Saber exatamente o que quer.
Deixar o passado para obter sucesso no presente.
Saber a quem foi designada.
Estar disposta a pagar qualquer preço para permanecer na presença de uma pessoa extraordinária.
Ser persistente.
Trabalhar com seriedade.
Confiar que Deus pode enviar-lhe alguém, onde quer que esteja.
Ser grata e apreciadora.
Reconhecer um bom homem quando o vê.
Construir uma reputação de integridade, compaixão e pureza.
Proteger a reputação do próximo, em vez de destruí-la.
Jamais permitir que seu passado decida seu futuro.

"Quando Deus quer abençoar um homem, Ele coloca uma mulher na sua vida. Quando Satanás quer destruir um homem, ele também coloca uma mulher em sua vida. Todo homem de sucesso deu ouvidos a uma mulher: a mulher certa".




comentários de Inajá Martins de Almeida


______________________

Murdock, Mike. Trinta e um segredos de uma mulher inesquecível: segredos-chave da vida   de Rute. Rio de Janeiro, Editora Central Gospel, 2009. 152 pág.


VOCÊ PODE SER QUEM DESEJA - Robert H.Schuller

Ao pensarmos nas possibilidades, poderemos ser aquilo que desejarmos, como?
Bem, eu separei doze pontos - deste pequeno livro, mas de gigante conteúdo - entretanto, existem outros. Cada qual tece sua colcha segundo seu ponto de vista, segundo seus retalhos. E a vista alcança o infinito. Assim, vejamos: 


Decidindo por liberar nosso potencial adormecido.
Jamais entregando a liderança de nossa vida a problemas reais ou imaginários.
Colocando Deus nos nossos sonhos - grande suficiente para que Ele caiba dentro deles.
Determinando e fixando nossas metas.
Explorando nossos interesses latentes.
Procurando amizade de pessoas que construam nossa auto-estima, apegando-nos a elas com determinação. 
Começando pequeno para obter sucesso, no local em que nos encontrarmos.
Produzindo um clima mental que nos leve à criatividade.
Anulando o temor do fracasso e prosseguindo.
Sendo entusiasta, buscando jamais desistir.
Treinando.
Orando...

Afinal!
"Seus sonhos nascem para depois morrer?
Há uma chave - há um segredo - há um modo de transformar sonhos impossíveis em realizações fantásticas"




comentários de Inajá Martins de Almeida
_____________________


Schuller, Robert H.  Você pode ser quem deseja. São Paulo, Editora Vida, 2008. 227 pág.

domingo, 9 de maio de 2010

MINHA MÃE

“Montou num querubim e voou;
sim, levada pelas asas do vento”. (Sl 18:50)


O tempo me fez profundas cicatrizes: umas pelos próprios rompantes avalassadores da juventude, outras tantas, nem ao menos sei explicá-las, mas estão aí e volta e meia me remetem a lembranças.

Umas quisera esquecê-las. Outras já não me incomodam e vão para a lixeira. Outras me tornam alegres. Outras tristes.

Algumas até me fazem chorar. Outras gargalhar. Entretanto, são minhas lembranças. Meus retalhos que ao longo do caminho fui recortando e montando colcha que, inacabada, continua sendo tecida.

Pedacinhos aqui, pedacinhos acolá. Pessoas. Frases soltas. Lugares. Passeios pela Internet. Recantos jamais visitados. Pessoas jamais pessoalmente encontradas. 

Amigos virtuais, que se tornaram reais. Amigos reais que se tornaram virtuais.






Minha mãe. Que orgulho de ti. 
Chegávamos da escola - meu irmão e eu. O momento registra. Meu pai, orgulhoso, fotografa-nos. Amava-nos sobremodo especial. Podia demonstrar. 
O sorriso franco de minha mãe. 
A segurança das mãos dadas.
Essa era minha mãe. Meu pai fotógrafo, quem o pode imaginar.
Lembranças...  Bairro Jaçanã - sim aquele que se eternizara no Trem das Onze de Adoniran Barbosa. 
Boas lembranças guardo de ti. Minha mãe. Meu pai que a mim deixou ano passado (2012) aos 94 anos.
________________________________________

Minha mãe. Meu melhor e maior retalho. Não mais está mais comigo. Partira. Para onde fora, não me pudera levar... 

Perdas sentidas - pais, irmãos, filhos, amigos - foram agregando marcas num coração sofrido. Num coração, que ao ver da ciência, era disritmado. Era grande, enfim ... Era doente. Ah! coração. A levara!

Não me parecia, esse coração, possuir defeitos de fabricação.


Ele, a si traia. Deixava-se resplandecer através do luzeiro frontal. 

Seus olhos de cor indefinida - ora esverdeado, como águas límpidas de um riacho, ora cor de mel - resplandeciam a saltarem-lhe o rosto. Coração afora. 
Como podia ser disritmado, se batia compassivamente como uma melodiosa canção, através das palavras de sabedoria que sabia espargir em cada situação! 

Como podia ser doente, se sua vitalidade era infinita. Se seu gosto pela vida resplandecia nos seus trabalhos - crochês, tricôs, bordados, costuras, sem contar sua culinária deliciosa. 

Incansável. Jamais ociosa. Dizia não saber deixar as mãos inertes. Precisava mantê-las ocupadas.

Seu gosto estava em tecer toalhas coloridas. Presenteá-las a amigos, parentes. Com que orgulho entregava-as esperando elogios. Aguardando serem colocadas nas mesas para adorná-las, nas cômodas, aonde quer que seu destino fosse dado. 

Feliz manifestava: 

- Trabalhos executados pelas minhas próprias mãos.  

Ah! Quantos espalhados por aí. Quantos ainda os guardo.


clique sobre as imagens

Para comigo manifestava prazer desmedido, quando eu elogiava seus trabalhos e os vestia - blusas, vestidos, quer bordados, quer em crochê, quer em tricô, quer cortados, montados e costurados em sua máquina de costura (adorava costurar também). 

Dizia às pessoas o gosto de fazer as coisas para minha filha, porque 

- "Ela está sempre a me elogiar. Ela gosta de tudo o que faço".

Ainda outro dia, ouvi um comentário de uma vizinha minha, que me disse que quando me vê, logo vem à lembrança minha mãe. Inseparáveis éramos aos olhos de todos. 


Jamais nos separávamos. Boas lembranças essas.

Ah! Voltando... Com a ciência. Claro, devo concordar... Ele (o coração) era grande, maior do que o convencional. Claro! Para caber tantos amigos, tantos sonhos, tantas lembranças, só mesmo um coração enorme, que jamais rejeitava o que quer que fosse.








Araras - julho de 1982. 
O bebê ao colo. Meu filho David. 
Alexandre neto primogênito a abraça, 
Juliana, a irmã, ao lado registra o momento. 
Três netos a vida lhe proporcionara. 
Dois filhos -esta que escreve (Inajá) e o filho Itabajara (que nos deixa em tenra idade (44 anos) em 1996. 
Não pudera conhecer os 5 binestos destes 3 netos
________________________________________________________

Mãe, mulher, dona de casa completa. Tinha todos os atributos que uma mulher do seu tempo podia ter. 

Hoje essas raridades estão em extinção. 

Era uma autêntica dama, como já não mais se vê. Mulher virtuosa. Onde a poderemos encontrar? Eu, com certeza, tive o privilégio de encontrá-la, conhecê-la e manter uma convivência por mais de cinqüenta anos.

Sabia entrar em qualquer lugar. Sabia sair. Sabia agradar. Sabia cativar. Sabia ser mulher. Filha. Irmã. Esposa. Mãe. Avó. Amiga.


Vestia-se com aprumo. Vaidosa como deve ser uma mulher que gosta de si e da vida. Cabelos sempre aprumados - nenhum fio fora do lugar. A pele alva, sem pintura. Nos lábios o batom não podia faltar - dava um colorido especial ao rosto rosado, dizia. 

Porte altivo. Corpo elegante, de belas formas, altura ideal para uma mulher. O tom de voz suave, mas firme, encantava a todos.

Sua ausência se faz sentir em cada canto.


A cada qual sempre algo a dizer. Não ministrava conselhos. O exemplo a denunciava. 

O olhar, sempre sereno, deixava transparecer a alma que sorria, mesmo estando chorando. 


Sabia esconder as tristezas. Eram delas. Não as compartilhava. Sabia sofrer calada, jamais dividia com quem quer que fosse suas dores. 

Ah! Quantas vezes a vi chorando em silêncio, quando perdeu seu filho - meu irmão. Mas, quando eu dela me aproximava, logo dissimulava e a conversa tomava outros rumos. Chegávamos até a rir de nossas próprias dores. E podíamos trazer nossas boas memórias em família. Voltávamos a ser criança. 

Falávamos então de nossa infância, de nossas brincadeiras e a tristeza se tornava festa, pois éramos - os três, como costumava dizer - felizes, mesmo em meio a tantos dissabores que a vida pode nos proporcionar, numa época em que a doença a queria, prematuramente, levar. 

Era a São Paulo, calma e serena, dos lampiões de gás, dos bondes. Do quarto centenário. Flâmulas pelo ar. Festa. Desfile pelas avenidas.    

Tantas dificuldades que ela tão sabiamente soube transpor.


Três netos: David, Alexandre e Juliana
Cinco bisnetos: Rafaela, Ana Clara, Sofia, João Victor e Ana Júlia (calmamente dorme no aconchego da mamãe) - abril 2012  
________________________________________


Dizer que não sinto sua falta ... mentira. Sinto e muita. 

Dizer que não choro vez ou outra? Não posso confessar. Choro sim. Choro e muito, como criança que necessita de um afago, de um carinho, de um colo. 

Quantas vezes choro por esse colo quentinho, aconchegante que já não me embala mais. Esse colo que me dava alento, que me dava descanso. Esse colo que tão bem me compreendia. Esse colo que perdoava minhas faltas. Que me levava para cima quando eu queria cair.

Ah! Mãe querida, que distância nos separa. Nós que éramos tão próximas, agora um abismo se formou. Já não ouço sua voz. Não sinto seu toque.

Mas, o choro cessa. As lágrimas param de correr rosto abaixo, e do fundo de minha alma, um sussurro sopra baixinho em meus ouvidos, dando completo alívio para minha dor, falando-me: 


- "Vinde a mim você que está cansada e sobrecarregada, que eu te aliviarei, porque suave é meu jugo, leve é meu fardo".

Recosto minha cabeça em seu regaço. Em seu colo me aconchego e um sopro divino penetra meu ser, e me faz adormecer. 

Mãos generosas seguram as minhas e me levam às águas tranquilas. Sara minha dor e me dá novo alento. 

É a mão misericordiosa do nosso Senhor Jesus Cristo.


Ele dá grandes vitórias...
e usa de benignidade...
para com [Inajá] e sua posteridade, para sempre" Sl 18:10 




Texto de Inajá Martins de Almeida


_______________________________



As Mais Belas:

Mário Barreto França


Qual a mulher mais bonita

Que há no mundo, meus senhores?

Será uma senhorita

Cheia de prendas e primores?



Será a loira ou a morena?

A de olhos azuis ou pretos?

Será a grande ou a pequena?

Ou a de modos discretos?



Das distintas e elegantes,

Das de faces cor de rosa,

Das de sorrisos brilhantes,

Qual será a mais formosa?



Sem medo de errar eu digo:

Cheias de amor mais profundo,

As mais belas, meu amigo,

São as mães de todo mundo!






sexta-feira, 9 de abril de 2010

O BEM PELO BEM!


Soubessem os maus que é ideal 
o bem que se sente ao fazer o bem, 
não haveria no mundo mais ninguém 
que mesmo sendo mau fizesse o mal!" 

quinta-feira, 25 de março de 2010

QUANDO FECHAMOS O LIVRO

“Após a leitura de um livro, sua releitura acontece. Nas entrelinhas e na reflexão do raciocínio, é que se pode degustar a corrente de pensamento do autor e encontrar um leque de opções e adaptações, na concepção individual do leitor. É quando se fecha um livro, que o mesmo acontece."
Inajá Martins de Almeida

TECENDO O SER

Nas linhas do pensamento,
Tecendo o universo,
O espaço infinito avançando,
Criando,
Unindo,
Costurando,
A vida segue.

No tempo navegando,
Retalhos de dias, meses e anos;
No rolar dos ponteiros mecânicos,
Contando, 
Acumulando ou 
Esgotando,
Estendendo ou 
Encurtando.




Alguns passando, 
Transpassando, 
Indo
Sorrindo ou 
Chorando.
Cético ou orando, 
Horas passando.




Parado ou 
Viajando, 
Quieto ou falando,
Tecendo seu eu, 
Todos caminhando,
Nesta nave voando
Sem ou querendo,
Não ou gostando,
Nesta nave voando.

Asas recolhidas na rota do eterno,
Sem ou querendo, 
lendo e tecendo,
Pelas janelas abertas, suas verdades,
Dentro ou fora
Olhando a desconhecida realidade.

Agradecendo a Deus,
Ou sendo em si falível deus.

Tecendo, subindo ou descendo,
Alguns caminhando.
Outros apenas vendo.
Para muitos é ilusão,
a realidade de si fugindo.

Lendo e tecendo,
Não ou querendo.

________________________________
Nota-se na primeira estrofe que o autor se coloca a pensar e faz suas próprias conjeturas com relação ao universo e percebe que este jamais estanca; está sempre a fluir. O curso da existência segue.


No decurso da segunda estrofe, percebemos que nos dias passados, retalhos de impressões são acumulados. O relógio do tempo não pára. Enquanto alguns agregam valores a seus dias, outros chegam a desperdiçá-los, perde-los, até mesmo abreviando a existência.

O grito do poeta, na terceira estrofe, faz menção a quantos apenas passam pela vida. Tornam-se evasivos, insensíveis, desacreditados frente às lágrimas ou risos. Enquanto alguns questionam, tornam-se filósofos da vida, outros desperdiçam o encanto daquele breve momento que fora concedido, sim, porque o tempo que aqui se passa é um sopro mediante ao infinito.

Nas estrofes que seguem (quatro, cinco, seis e sete), entretanto, enfatiza que todos fazem parte deste planeta terreno. De uma forma ou de outra, quieto, falando, questionando ou não, todos tem de seguir o curso natural da vida. Acreditando haver um ser superior que a tudo governa e dá sentido, ou sendo em si mesmo o próprio sentido – deuses fugazes, passageiros. Alguns agradecem, outros se engrandecem. 

Quase concluindo os versos, na oitava estrofe, percebe-se o autor a mencionar os diversos tipos de comportamentos, quando ainda numa linguagem poética, aponta para aqueles que contribuem com seu próprio crescimento e dos que o cercam, em detrimento aqueles que se colocam apenas como espectadores; alguns julgam apenas ser ilusão a representação desta existência, enquanto, ainda há os que fogem de si mesmos, para não se depararem com seu próprio interior.

O desfecho, na estrofe nove, deixa bem claro: querendo ou não, abreviando ou não, a existência segue seu curso natural e o que foi continuará sendo. 

________________________

Poema de: Elvio Antunes de Arruda
Formatado e interpretado por: Inajá Martins de Almeida

São Carlos 07/07/2010


quarta-feira, 24 de março de 2010

Dª CARMINDA - doce lembrança



"Imagine se eu pudesse desmembrar todas as lembranças que tenho!"

"O Bibliotecário não tem futuro. Ele é o futuro".

"Meu método de ensino é ensinar o aluno a pesquisar aquilo que não sabe"
(Carminda Nogueira de Castro Ferreira)




Câmara Municipal de São Carlos - 12 de março de 2010 - Dia do Bibliotecário 


________________________________


para visualizar mais matérias clique nos links 


http://www.saocarlosemimagens.blogspot.com/
http://www.blog-inaja.blogspot.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carminda_Nogueira_de_Castro_Ferreira

terça-feira, 23 de março de 2010

LEITURA ÚNICA


Sempre que lemos qualquer livro é uma leitura única. E se por acaso ou por gosto relermos o mesmo livro, será outra leitura novamente.
Jane Austen



MEU MAIOR SONHO


"Meu maior sonho é que possamos formar uma rede de seres humanos sem fronteiras em todas as nações, em todos os povos, em todas as religiões, em todos os meios científicos".

Augusto Cury - O vendedor de sonhos pág. 212
__________
Veja alguns lances da palestra realizada no Teatro La Salle na cidade de São Carlos no dia 26 de agosto de 2010
http://saocarlosemimagens.blogspot.com/2010/08/augusto-cury-palestra-sao-carlos.html


Francesco Bergamini (Escuela Italiana, 1815-1883)

O VENDEDOR DE SONHOS - Augusto Cury

"Só tinha fome de conhecimento. Digeria livros. Tive acesso a uma das mais espetaculares bibliotecas. Li dia e noite, como um asmático que procura o ar. Li mais de doze livros por mês e quase cento e cinquenta por ano. Livros de filosofia, neurociência, teologia, história, sociologia, psicologia. Li comendo, sentado, em pé, andando, correndo. Minha mente parecia uma máquina que fotografava páginas e mais páginas de conhecimento.


EVGENY BARANOV - Born - Moscou - Russia 1961

Todo esse conhecimento me ajudou a reorganizar meu passado, restaurar minhas rotas destruídas. Tornei-me assim o ser humano que vocês veem, um pequeno e imperfeito vendedor de sonhos".

Realmente surpreendente o enredo. Um maltrapilho que arrebata corações, transforma vidas, liberta pessoas de cárceres, também faz inimigos, ao mesmo tempo em que por muitos é amado. A leitura faz com que o leitor avalie seus valores, sua vida, ao mesmo tempo que encanta, faz rir e chorar.  


Seria ele um sábio ou um louco em busca de si mesmo?


"Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito 
Podem me chamar de louco
Podem zombar das minhas ideias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante 
À procura de mim mesmo". 


Veja alguns lances da palestra realizada no Teatro La Salle na cidade de São Carlos no dia 26 de agosto de 2010
http://saocarlosemimagens.blogspot.com/2010/08/augusto-cury-palestra-sao-carlos.html

_____________
comentários de Inajá Martins de Almeida
___________________________

Cury, Augusto. O vendedor de sonhos: o chamado  / Augusto Cury.   São Paulo: Academia de Inteligência; 2008

sábado, 20 de março de 2010

UM LIVRO TEM ALMA

Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;

Esquecido, uma alma que perdoa;

Destruído, um coração que chora.
Voltaire


Duas meninas lendo, Renoir
Iamgem: Los Angeles Museum


sábado, 6 de março de 2010

O ATO DE ESCREVER COM PROPÓSITO - Inajá Martins de Almeida

Havendo nascido entre lãs, linhas e livros a leitura me levou à escrita e me fez aproximar do escritor.
As palavras foram logo me encontrando... E me escrevendo. E eu lia... E escrevia... E apagava... E voltava a escrever... Por que escrevendo ia me conhecendo e me deixando conhecer, por aqueles que me liam.
E o pensador me dizia:
- “Gosto de escrever, porque gosto de ler o que penso”. (Elanklever)
E ao pensador eu escrevia:
- Gosto de escrever minhas impressões, porque com o passar do tempo, ao lê-las, percebo o quanto elas me foram significativas, principalmente quando as posso compartilhar com aquele que trouxe inspiração maior para a rima dos meus versos, para a expressão da minha prosa.

Livros - Sandro Boticelli
Alessandro di Mariano Filipepi - conhecido como Sandro Botticelli - Florença 1445-1510


Escrevendo posso marcar encontros com meu próprio ser e me descobrir dia após dia. Registrando minha fala, aqueles que por ventura com ela tiver contato, poderão me conhecer melhor.
Uma leitura pode nos remeter a outras tantas, se a necessidade por desvendar e questionar o desconhecido é forte em nós porque, se livros nos tornam livres e podem resgatar sonhos adormecidos, quando um se fecha, uma nova história acontece.
A linha sai das entrelinhas – torna-se artesã das palavras - e vem ocupar os palcos; a ideia central do autor dá novo colorido. A vista vai além do ponto final, pois, ainda que não as registremos no papel, uma caixinha já se abriu em nossa mente e teceu sua impressão. Já nos tornamos artífices da palavra. Daí para ser colocada no papel é apenas questão de propósito, pois como diz Saramago, “somos todos escritores, apenas uns escrevem outros não”.

Texto de Inajá Martins de Almeida