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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

UTOPIA


Muito bom o artigo. A letra da música significativa. Momento para parar e repensar nossa história. Nossos encontros e desencontros. Nossa família. Nosso esteio. Porto seguro. A música que nos inspira. Que nos envolve em sonoras melodias. Mas quando a letra nos agiganta e pode nos ler, assim acontece o casamento perfeito: letra e música. Pura inspiração. Magnífica mensagem, quando o autor declina o verbo e pensamos numa UTOPIA, mas em nós percebemos o querer mudar a história. Recontar uma outra história. É quando o autor articula...



Sem dúvida a música é muito importante para todos nós. Ela nos traz lembranças, resgata sensações e sentimentos, faz-nos crer no impossível... 
“Há tantos filhos que bem mais que um palácio
Gostariam de um abraço e do carinho de seus pais
Se os pais amassem o divórcio não viria
Chame a isso Utopia
Eu a isso chamo paz”

Em musicoterapia, o resgate da nossa parte saudável acontece a todo momento, pois quando nos deparamos com canções que nos tocam, que comovem o nosso espírito, criando a possibilidade de fugirmos rapidamente da realidade, de uma realidade vazia, insossa, para algo novo, algo sadio, dá a possibilidade de recriar esta realidade atual, reescrever a nossa história... continue em...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PIANO!... PIANÍSSIMO!...




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Poema de Inajá Martins de Almeida
captura de tela e montagem da autora

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

SUPERAÇÃO

Competir... Competir... Competir...
Palavra de ordem:
Competição.

Busca-se um alvo.
Cria-se meios para atingi-lo
Expectativas alimentam.

Dia após dia
esforços envidados
tornam-se aliados.

O dia tão esperado
Eis a competição...
Competidores apostos.

O pódio cada vez mais distante
Um a um a corrida empreende
A chegada surpreende.

Surpresa.
Quem há de entender
A última colocação.

Competidor sabe...
Percebe os esforços
As limitações...

Entre a largada 
e a chegada
um sonho.

A superação...
Super ação
Ação supre!


Quantas vezes a vitória está com aquele 
que chega em último lugar numa competição.

Nós olhamos para o pódio. 
Esquecemos de observar 
os que ainda se encontram a caminho dele.

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Inajá Martins de Almeida - São Carlos 16/09/2013 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

QUANDO UMA CARTA REVELA UM SONHO DE CRIANÇA

Cartas sempre nos deixam alegres. Recebê-las. Remetê-las. Quem há de discordar disso! Porém, a brevidade do tempo, as facilidades tecnológicas acomodaram-nos. Distanciaram-nos. Não para Ana Clara, uma garotinha de apenas 8 anos que não se intimida ante o ato de escrever e remeter uma missiva.

O facebook fora o facilitador. O endereço que desconhecia. O desejo ardente de colocar seus sentimentos num livro - escritora "in potencial" a se manifestar. A se expressar.  

E eis que numa tarde de julho, a caixa do correio se vê repleta pelo imenso envelope a saltar-lhe, ficando a mostra.


Mãos trêmulas. Cuidado. Respeito e carinho ao envelope que guarda um sonho de criança, sonho a clamar ser compartilhado. 


Coração a palpitar. Mãos trêmulas. Vagarosas empenham-se a árdua tarefa de abrir aquelas bordas que foram coladas com esmero.

A surpresa. Há outro envelope. Cuidadoso. Trabalhado. Uma pintura, mais representando um  bordado à receptora que aprecia detalhe por detalhe. Sem pressa almeja viver intensamente aquele momento mágico a seus olhos.

E sonha. E imagina os anos transcorridos. Aquela "bebezinha" que no mesmo dia do seu aniversário - 27 de março - nascera.        

E percebe a força do amor. Esse sentimento inexplicável. O amor!

Agora é Ana Clara que se expressa. Seu coraçãozinho tem olhos. É ele - o coração - que lhe direciona às linhas. Ele sabe que o amor da tia Inajá para com Ana Clara é imenso, forte, não percebe distância.

Ah! amor. Sentimento inexplicável  


Noite anterior Ana Clara diz ter a ideia sobre o livro, quando a tia lhe diz sobre o casaquinho de crochê que tecera.

Radiante, sem saber como este seria, passa a imaginá-lo - claro diz o texto.

E, através da tela do computador, quem supor pudera reconhecer as palavras, as quais teceriam o texto. O argumento. O desenrolar da história.

Ela que já se apresentava como leitora assídua, revela o gosto pela escrita. 

- Já tenho alguns livros escrito - confessa entre uma escrita e outra no facebook. À sua interlocutora - a tia - uma história dedicaria.

Eis que! Passara minha vida entre livros, agora seria a protagonista de um. Quando imaginar me fora possível.

O carteiro, não o percebo. Os cachorros dão sinais. Latem. Chamam atenção para o fato. Mas... Seus alaridos não encontram eco. 

O silêncio respeitoso do profissional.   A caixa de correio. O  envelope pardo. Apenas aguardam.

Agora a surpresa. Em  mãos - o livro. Sensação inexplicável. 

Olhos marejados a percorrer as linhas. 

Letrinhas bem trabalhadas. Alguns errinhos de português deixam-se levar pela perfeição da imaginação, da escrita, dos desenhos, da formatação, dos detalhes que se encontram nos livros editorados.

E o texto começa como toda história deve começar: - Era uma vez...



Agora é a leitora que agradece a dádiva de ser agraciada com a sobrinha neta. 

Ao sobrinho pudera embalar nos braços. Este a presenteia.

Gerações embaladas pelo amor.  







Ana Clara. 
Pequena escritora desponta. 
Alinhava sonhos. 
Tece as linhas do imaginário.

Um casaquinho de crochê.
Pontos tecidos
alcançaram aquele coraçãozinho
de menina sonhadora.








Ponto a ponto
a combinar cores:

rosa, 
rosa e branco mesclado, 
branco
o casaquinho anseia o corpinho
da menina que sonha
e faz a tia Inajá sonhar.
  





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  • fotos, montagem, captura de imagens e texto   : Inajá Martins de Almeida 
  • a partir da história escrita e registrada em livro: Ana Clara

sábado, 3 de agosto de 2013

RETRATOS FALANTES - Paulo Fridman Fotógrafo

Tarde de sábado na cidade de São Carlos. A tv registra matéria que me chama especial atenção. Detenho-me compenetrada. Crochê às mãos. Ora resisto à tela. Ora rendo-me a ela. Quando... Um nome... Paulo Fridman. Fotógrafo renomado é mencionado. 

Os lugares me são conhecidos por demais: A praça da República, com a magistral arquitetura do colégio a buscar minhas lembranças. 

Bem... Lembranças a parte, porque são as fotos que entram em cena, mais especificamente os retratos a pedirem passagem. Retratos que falam. Que tem voz na expressão. 


Retratos que registram mãos que escrevem. Compartilham sonhos. Desnudam-se ante aos questionamentos. Sombras anônimas que se desvendam artistas na multidão. Artistas das imagens. Artistas das palavras. Artistas no grande palco da existência. Simplesmente artistas que ganham voz nas ruas da metrópole.

(clique sobre a imagem)

Um sorriso franco de um profissional que se encontra no próprio retrato. Que usa dos lábios cerrados e do olhar por detrás das lentes alcançar aqueles que olham atentamente através de uma foto. 

É grátis. Já que o é podemos usufruir dessa gratuidade, ante tantos encargos que nos são colocados. Fardos que muitos mal conseguem se livrar. 

O sorriso. A satisfação do trabalho gratificante. 

Felicidade estampada ao redor. Uma equipe que se aconchega e cria voz através da imagem.  

Felicidade que chega a esta através da tela da tv. 

Felicidade que pode recontar histórias através deste espaço.

Eis que...

Em 1999, Paulo Fridman saiu pela Vila Madalena, Avenida Paulista, Praça da República, Galeria do Rock, Largo da Batata e muitos outros locais em São Paulo, com câmera fotográfica em punho, estúdio portátil, papel, caneta e algumas perguntas:

Quem é você?
Qual seu sonho?
E o futuro do Brasil?

Seu alvo: pessoas comuns nas ruas da maior cidade brasileira, também maior diversidade sócio-cultural da América Latina. Cada pessoa abordada escrevia ou desenhava no papel a resposta a uma das três questões. Em seguida era fotografada... postado em 4 de junho ... continue lendo

www.paulofridman.com

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Capturas de imagens, configurações, mensagem inicial de Inajá Martins de Almeida - São Carlos 03/08/2013 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MEMÓRIAS


Texto de Inajá Martins de Almeida

Há uns anos atrás, em 2007, precisamente – enquanto Bibliotecária da rede pública de Bibliotecas, na interiorana cidade paulista de Ribeirão Preto, livros e mais livros passavam por minhas mãos, para serem processados tecnicamente, informatizados e organizados nas estantes, para depois, tornarem-se domínio do público leitor.

Nesse momento, esse contato físico me levava a desbravar o conteúdo, adentrar ao universo do autor, conhecer um pouco de seu cotidiano, sua vida, seus gostos, seus sonhos, suas frustrações.

Fora o caso do escritor siciliano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, que nascido em Palermo em 1896, não nos deixara vasta obra – a mim não importava, posto não pudera encontrar máxima melhor que direcionasse o meu caminhar futuro. 

Em seu livro Os Contos chama-me atenção o fator registro de nossas memórias. Imprescindíveis registros às memórias futuras. 

A partir desse momento, torno minhas suas palavras. Passo a perceber e dar importância maior aos fatos cotidianos, que muitas vezes fortuitos foram ao meu olhar. Volto-me aos registros das cenas presentes com mais assiduidade. Tento, assim,  resgatar o passado que, gradativamente, vem falar de mim.

Percorrendo locais de sua infância, a casa natal, por ele desenhada, busca levar o leitor a um cenário bucólico. A aristocracia em que nascera, a qual lhe outorgara o título de conde, já não lhe era mais permitida, posto perdas várias, mas o registro é marcado por uma narrativa contagiante, que nos remete a uma época e lugar não desconhecidos de nós – a velha Europa.

Quantos de nós não percorremos vales e montanhas, rios e desertos áridos em algum momento de nossas vidas. A diferença é que uns deixaram registros outros não.

Penso até que Lampedusa estivesse num momento de pura amargura ao escrever as palavras iniciais, com uma frase forte: “ao encontrarmo-nos no declínio da vida”. Talvez até estivesse em sua fase derradeira; entretanto, imagino sim que o declínio não fosse o término de sua existência, posto que vem a falecer em 1957 e o livro talvez fora escrito muito antes - quiçá.

Bem, este é o leitor/bibliotecário. Quer adentrar as entrelinhas, os pensamentos do próprio autor. Triste ou não, amargurado pelas adversidades, ou quem sabe, lega-nos uma máxima de uma veracidade inigualável.     

Também imagino o quão benéfico seriam nossas memórias escritas, para que gerações futuras, aquelas que não puderam nos ver, nos conhecer pessoalmente, pudessem saber de nós através das linhas: “o material acumulado... teria valor inestimável”. 

E adoto a frase, com algumas ressalvas apenas, as quais encabeçam muitos blogs que pudemos criar posteriormente à leitura.

"Ao encontrarmo-nos no declínio da vida , é preciso procurar reunir a maior parte das sensações que perpassaram esse nosso organismo. Poucos conseguirão construir assim uma obra prima (Rousseau, Stendhall, Proust), mas todos deveriam poder preservar, desse modo, algo que sem esse pequeno esforço perderia-se para sempre. Manter um diário ou escrever, em certa idade, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”. (Tomasi di Lampedusa - Os Contos)




CAMINHOS... LEMBRANÇAS...  MEMÓRIAS...

Caminhos
Caminhos que quisemos trilhar.
Caminhos que forçados fomos trilhar.
Caminhos que ao menos quiséramos trilhar.

Lembranças
Lembranças que fizeram nosso caminhar
Lembranças que forjaram nosso caminhar
Lembranças que não nos deixam caminhar.

Memórias
Memórias a nos encontrar
Memórias a nos encantar
Memórias a nos embalar

Pelos caminhos - caminhamos
Por meio de lembranças - revivemos
Através das memórias - registramos

Pelos caminhos nos encontramos
Pelas lembranças nos avaliamos
Pelas memórias nos escrevemos 

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Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Palermo, 23 de dezembro 1896 — Roma, 23 de Julho1957) foi um escritor italiano. Entre as suas obras conta-se o romance Il gattopardo (O Leopardo) sobre a decadência da aristocracia siciliana durante o Risorgimento.
A única mudança permitida é aquela sugerida pelo príncipe de Falconeri: tudo deve mudar para que tudo fique como está, frase amplamente divulgada em todo o mundo. 
Tomasi, nascido em Palermo, era filho de Giulio Maria Tomasi, príncipe de Lampedusa, e Beatrice Mastrogiovanni Tasca de Cutò. Tornou-se o único rebento do casal após a morte (por difteria) de sua irmã. continue em....

segunda-feira, 25 de março de 2013

AS EMOÇÕES ANTE UMA LEITURA

A leitura informa, transforma.
A leitura acende, transcende
A leitura importa, transporta
Leitura que emociona, impressiona

Interessante a matéria quando estudos demonstram que o cérebro se transforma ante uma leitura. A livroterapia vem sendo desenvolvida em larga escala. 

Percebe-se que o livro transforma o cotidiano. Ameniza tensões. Acalma. Tranquiliza. Transporta para horizontes além da realidade.

A POESIA  faz com que construamos cenários dentro dos palcos do autor. Se "o poeta é fingidor", o fingir contos de fadas pode nos transformar sapos em príncipes. Vamos tentar? Vamos experimentar. ...

A matéria pode ser interessante. Assim, acompanhe em acompanhe em...


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comentários e postagem de Inajá Martins de Almeida


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MONUMENTO ÀS BANDEIRAS - Victor Brecheret


22/02/1894 - 17/12/1955

O Monumento às Bandeiras é uma obra de arte executada pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret, localizada na cidade de São Paulo, capital do estado brasileiro de São Paulo [1] [2].
Foi erguida na região centro-sul da cidade, na praça Armando Salles de Oliveira, em frente ao Palácio Nove de Julho, sede da Assembléia Legislativa, e ao Parque do Ibirapuera, tendo sido encomendada pelo governo de São Paulo em 1921 [2].
A escultura com 240 blocos de granito, cada um pesando aproximadamente 50 toneladas, com cinquenta metros de comprimento e dezesseis de altura, foi inaugurada em 1954, juntamente com o Parque do Ibirapuera para as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo [2].
Vista lateral do Monumento às Bandeiras
Vista da parte de trás do Monumento às Bandeiras.
A obra representa os bandeirantes, expondo suas diversas etnias e o esforço para desbravar o país.






O escultor Victor Brecheret costumava dizer que o Monumento às Bandeiras, instalado na Praça Armando Salles de Oliveira, no Ibirapuera, era a obra de sua autoria com que mais se identificava. "Passei quase 30 anos de minha vida me dedicando a ela", afirmava o artista em entrevistas. A idéia da criação do monumento surgiu em 1921, logo após a Primeira Guerra Mundial.
Na época, o jovem e desconhecido escultor contou com o apoio dos modernistas Oswald de Andrade e Di Cavalcanti.
A obra só começaria a sair do papel em 1936. Até 1953 - quando foi finalmente inaugurada - a finalização do monumento esteve sujeita a situações peculiares das administrações que se sucederam no período. Armando Salles de Oliveira foi o primeiro a tomar providências para a produção da peça, reservando 2.900 contos de réis para a construção.
No entanto, uma semana depois de assinar o contrato com o artista, o político deixou o governo para candidatar-se à presidência da república. A partir de 1939, as obras praticamente pararam. Em 1945, o Estado fez um acordo com o então prefeito Prestes Maia: ele assumiria a responsabilidade pela construção em troca de alguns terrenos do governo.
O trabalho foi retomado no ano seguinte. Os 240 blocos de granito que formam a obra - com cerca de 50 toneladas cada - foram trazidos de uma pedreira em Mauá. Transportá-los nas estradas de terra foi uma operação difícil.
Símbolos
Finalmente, em 25 de janeiro de 1953 - durante as comemorações do 399º aniversário da cidade -, a obra foi inaugurada. Com 12 metros de altura, 50 de extensão e 15 de largura, representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Uma das imagens representa o chefe português e a outra, o guia índio.
Atrás deles, há um grupo formado por índios, negros, portugueses e mamelucos, que puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. As raças podem ser identificadas por detalhes nas estátuas: os portugueses apresentam barbas; as figuras nuas, com uma cruz ao pescoço são os índios catequisados.
A obra foi instalada no sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior, no eixo sudeste-noroeste. Na frente do monumento, um mapa de Afonso Taunay, esculpido no granito, mostra o roteiro das expedições com os nomes de alguns bandeirantes famosos, entre eles Fernão Dias, Anhangüera, Borba Gato e Raposo Tavares.
Versos dos poetas Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lembram as bandeiras em placas nas laterais da escultura.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

APALAVRAR


clique sobre a imagem

Bernardo Soares é um tipo particular dentre os heterônimos do poeta e escritor português Fernando Pessoa. É o autor do Livro do Desassossego, escrito em forma de fragmentos. Apesar de fragmentário, o livro é considerado uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século XX, ao encenar na linguagem categorias várias que vão desde o pragmatismo da condição humana até o absurdo da própria literatura... continue lendo

"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como
sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a
substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de
milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança
sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo
mais porque vivo maior." continue lendo


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foto: Elvio Antunes de Arruda
frase de Bernardo Soares (Fernando Pessoa)
pesquisa, montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida,  

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E ANO NOVO RADIANTE A TODOS

Que o Natal e Ano que se inicia seja repleto de águas cristalinas. Avec Le lac de come

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ENCONTRO LITERÁRIO EM RIBEIRÃO PRETO 2006

Em junho de 2006, tive a oportunidade de participar de um encontro sobre Literatura infanto-juvenil, na cidade de Ribeirão Preto.
Naquele momento, apontamentos puderam registrar minhas impressões ante falas e cenas.
Os anos transcorreram agora os trago a este blog, quando após relê-los e efetuar pequenas alterações, julgo ser interessante este registro.
As protagonistas Eva Furnari, Angela Lago, Roseana Murray e Heloisa Pires Lima representam a tônica central deste esboço. 
As imagens foram capturadas da internet e montadas nesse painel, podendo ser visualizadas em tamanho maior, clicando-se sobre a mesma.

Vamos adentrar ao universo mágico da literatura?
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1. EVA FURNARI 
Com o tema Cacoete: uma reflexão sobre os tempos atuais, apresenta – segundo seu olhar de “artista criadora mais do que acadêmica e teórica” como se auto qualifica – um apanhado de transformações porque passaram os séculos, adentrando a nossa realidade atual. 
Por pensar com imagens, seus livros são ricamente ilustrados mostrando as nuances dessas fases.
Logo no início de sua fala nos diz que “compreendia o mundo muito mais através do olhar, das imagens,  do que das palavras”, o que adquirira antes mesmo de tomar conhecimento das letras.
Sua formação em arquitetura e a convivência com um colega de escola, que ao querer namorá-la, ao invés de falar-lhe, manda-lhe uma série de desenhos, desperta, assim, sua sensibilidade de artista, um gosto que viria posteriormente a ser levado aos livros que passa a escrever.
Em meio às falas, passa-nos um conto chinês sobre o pote vazio, também retratado no livro “A semente da verdade” de Patrícia Engel Secco, momento em que exorta que devemos ensinar às crianças valores éticos e morais; incutir-lhes o prazer da leitura, não como um fardo para cumprir cronogramas pragmáticos.
Ao se referir ao tempo e sua crueldade, diz que os valores hoje invertidos, “não nos permiti mais envelhecer; temos de permanecer eternamente bem e belos, há uma busca pelo corpo físico; não temos tempo de nos interiorizar, porém o estar bem é estar em harmonia”.
O que ficou dessa fala é que devemos rever certos valores impostos, mudar hábitos.
Deixou-nos então uma questão: 
- “Como me sinto hoje em relação ao passado?”.
Para fechar o tema, a equipe Tantas Palavras apresentou o clip “Livros” de Caetano Veloso, apresentação magistral, onde as cenas se passam dentro da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.



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2- ANGELA LAGO 
Vem com a magia das histórias que fazem sacudir o esqueleto, tema de um dos seus livros, ricamente ilustrado. 
Logo na sua primeira fala, deixa transparecer uma sensibilidade impar quando diz “eu tenho a criança como mestre. Nas crianças vou encontrar uma inspiração e uma possibilidade que não teria sem elas”.
Incrível percepção visual e como a coloca em suas obras, ao expressar que o narrador visual, seja criança ou não, enquanto leitor, ao entrar no livro modifica sua história, daí o interessante de se “estar construindo uma ideia do leitor co-autor quando fala do leitor narrador”, uma vez que “nunca vamos narrar uma história de uma única forma”.
Aponta o tempo da narrativa porque “não existe história sem tempo. O tempo é o grande herói da nossa história”.
Quando fala em mensagens metafóricas, diz que “as crianças são capazes de desmistificar uma metáfora visual, porque uma metáfora traz sempre uma informação que modifica o resto da imagem”.
Apresenta um dos seus livros “A raça perfeita”, onde coloca a mutação genética porque passam os animais e dá um grito de alerta para as gerações futuras.
Outro aspecto de destaque, no momento em que disse que não devemos subestimar a paciência do leitor; quando vamos contar-lhe ou narrar-lhe algo, jamais devemos nos prolongar nas chamadas, assim se expressando: “e caminhavam... e caminhavam... e caminhavam...............”.
Um clip de Elis Regina fecha com chave de ouro a apresentação da escritora. O prof.Arquilau Moreira Romão, organizador do evento, no afã da apresentação exorta a frase de Cecília Meireles em que esta diz “que a vida só é possível se reinventada”, introduzindo a próxima apresentação.


Angela Maria Cardoso Lago (Belo Horizonte, 1945) é uma escritora e ilustradora brasileira. continue em
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3. ROSEANA MURRAY
Valendo-se de Cecília Meireles, inicia sua fala – “não sou alegre nem triste; sou poeta”. Isso para mostrar seu lado “pessimista” de ver a vida. Interessante uma de suas observações quando diz que a sociedade atual nos cobra uma felicidade em tempo integral. “Temos de ser felizes vinte e quatro horas por dia, quando isso é impossível”.
Por sua descendência judaica, explica seu lado mais real das coisas. Envolvida em projetos de leitura diz que “a literatura é generosa para abrir a porta que vai desaguar no outro e se uma pessoa sabe ler um texto literário, esta sabe ler qualquer texto que existe”.
Vai mais além ao afirmar que “a leitura não pode ser apenas um evento, mas tem de ser um tempo de construção: pouco a pouco”.
Sua experiência de trabalhar com a leitura em escolas municipais, onde o fluxo de crianças carentes é muito grande, isto na pequena cidade de Saquarema, onde reside atualmente, a fez enxergar que “quando se faz um trabalho contínuo de leitura, nós vamos vendo cada vez mais”.
Com relação à sociedade de consumo a que estamos expostos atualmente, onde livros, revistas, toda sorte de informação nos são impostas diariamente – temos de ser informados, temos de conhecer tudo, temos de perceber e discernir entre o que é de real importância, e o que não deve ser levado em consideração – faz um alerta ao expressar que  “temos de ser um grande leitor para saber o que importa de verdade, porque estamos numa sociedade de consumo. Quando somos um bom leitor, conseguimos olhar a teia de aranha e não pular dentro dela”.
Referindo-se então a fala da Eva Furnari, onde a sociedade nos impõe um não envelhecimento, diz que temos de tomar cuidado para envelhecermos com dignidade e isso é possível, enquanto que “como leitores, temos a capacidade de resistir a toda esta sociedade que nos engana, uma vez que a verdadeira felicidade é invisível e é ela que alimenta nossa alma”.
Seu prazer e seu envolvimento com projetos de leitura é gritante; extravasa por todo seu corpo, pela sua voz, pelo seu semblante quando nos exorta que a “leitura é um espaço de liberdade” e que “temos de compartilhar um texto” além do mais um livro sempre quer nos falar alguma coisa e para tanto “para ouvir o livro, temos de fazer um silêncio interno”.
Como tantas pessoas envolvidas com leitura e preocupadas com as gerações futuras, não deixa de falar que “hoje o importante é um ser criativo que saiba ler e entender”.
Para concluir sua fala, apresenta-nos um conto seu e fala da dificuldade em se expressar em outras formas literárias que não a poesia. Gosta de frases curtas, ritmadas, porém, em alguns momentos se expressa através de contos.
Aí nos premia com um deles, extraído do seu livro “Território dos sonhos”, onde numa autobiografia nos faz um relato de uma criança introvertida que se torna anjo de um tio carente que acabara de perder a mulher e a filha recém-nascida.
O silêncio se faz total; as emoções bailam no espaço em meio à fala mansa da autora. Momento de verdadeiro devaneio literário. Deixa-nos então uma questão no ar para reflexionarmos:
- “E vocês... de quem vocês são anjos?”
A equipe Tantas Palavras, abre a fala da escritora com o clip Pensamento do grupo Raça Negra e fecha com Gilberto Gil e a composição A paz.

(Enquanto preparava os apontamentos para postagem, eis que uma luz verde me chama atenção: é Roseana que se encontra on-line. É a tecnologia compactuando a nosso favor. Breve conversa. Momento de reencontro saudoso. Eu apenas uma participante dentre tantas outras naquele evento. Ela uma referência a tantos quantos me ouvem ou me leem, quando então me premia com a frase: 
"...quando se é um bom leitor, percebe-se a teia da aranha, porém não cai dentro dela..."   
Bom rever este texto. Bom relembrar as cenas. O envolvimento naquele instante. É a literatura que irmana. Aproxima. Torna partícipes os participantes. Obrigada amiga escritora. Escritora amiga). 


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4. HELOISA PIRES LIMA
Apresenta seu livro a semente que veio da África: educando com equidade”, lenda sobre o baobá da África, porém o que a autora realmente quis nos dizer é que há uma “falta de equidade entre o repertório que apresentamos para nosso leitor”.
Por ser de descendência negra, encontrou essa dificuldade, quando seu filho lhe cobrava livros e leituras em que o negro não fosse apenas apresentado como escravo, sendo humilhado nas senzalas, nos troncos, etc.
Em meio a suas falas, faz-nos uma reflexão sobre o tema e nos exorta a pensar em quais circunstâncias os negros e os índios são apresentados nas diversas literaturas.
Daí uma realidade agressiva, gritante que a literatura nos impôs e nos deixou uma questão na qual devemos “pensar na biblioteca que apresentamos para nossos filhos, nossos alunos, nossos educadores”.
Outro questionamento interessante, é quando instiga a platéia a fechar os olhos,  voltar a  infância e juventude e rememorar os livros inesquecíveis. Dentre um e outro, ao final, deixou-nos uma questão, propondo-nos a nos imaginar naquele personagem, naquela história que nos ficou na lembrança e o que havia de comum nas situações vividas a partir de então. Por ser psicopedagoga conseguiu adentrar no inconsciente coletivo.
De minha parte, num breve momento, numa reflexão rápida, consegui perceber que ao tornar inesquecível um personagem criado por um autor, por mim lido em minha adolescência, muito do que meu inconsciente absorveu dali, em outro momento foi transformado em realidade e já não era mais a leitora e sim a co-autora: o personagem incorporara em mim. Aqueles já não eram mais os personagens de ficção, mas eram a minha própria vida.
Jamais pudera supor, num encontro literário, encontrasse uma análise dessa monta. Isso inclusive expus para a autora e disse-lhe que tomaria como exemplo para estar passando a outras pessoas.

Algumas observações extras :

Para a antropóloga e escritora Heloisa Pires Lima, ao longo do século 20, as representações dos negros nos livros infanto-juvenis brasileiros foram muito limitadas, refletindo - e, às vezes, denunciando - as condições dessas pessoas na sociedade. "Na literatura, os papéis reservados aos negros eram de personagens escravizados, folclóricos ou submetidos a situações de exploração e miséria, como as empregadas domésticas e os meninos de rua". continue em

O baobá também é conhecido como a árvore da sabedoria, pois quando você senta debaixo de um baobá, você faz um elo com o Criador e clareia suas ideias... continue em


(Infelizmente não encontrei postagens no you tube) 
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Este é o mundo mágico da leitura, ao ponto de proporcionar descobertas, encontros conosco mesmo, quem sabe até desencontros.
Esse nosso amor, essa paixão, esse gosto infinito que salta nosso ser, temos de passar para outros.
Esse é um legado que jamais nos será roubado, ele é nosso.  
Foi realmente um sábado rico em aprendizado. Um momento muito proveitoso.

Apontamentos, comentários, pesquisas extras e postagens de Inajá Martins de Almeida