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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

OS NÚMEROS GOVERNAM O MUNDO - Malba Tahan

Com a frase de Pitágoras "Os mundos governam o mundo", Júlio César de Melo e Souza - Malba Tahan- traz mais um best seller.

Engenheiro por formação acadêmica, professor de matemática sua vocação a escrita premia-nos com obras envolventes, donde o pano de fundo são os números, os contos, dos misteriosos desertos e povos das longinquas terras das arábias e de Alá.

Os números falam e tem suas histórias que prendem o leitor quando se vê envolvido aos seus significados, as suas implicações na gramática e vocabulários.

A mim, chama-me atenção especial o número sete, quando Afrânio Peixoto é citado no texto:

"As estrelinhas são ponto
E a lua cheia novelo.
Para bordar o teu nome
Nas letras do sete-estrelo!..."

Em cada passagem há miríades curiosas para se retratar. O leitor atento poderá extrair a sua.


Comentários Inajá Martins de Almeida
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Tahan, Malba  -  Os números governam o mundo: folclore da matemática.   Malba Tahan.   -  2ª ed.  -   Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.

OS QUATRO ELEMENTOS DO SUCESSO - Laurie Beth Jones

Valendo-se dos quatro elementos - terra, água, terra e ar - a autora nos leva a buscar saber em qual deles nos enquadramos, para podermos utilizar ferramentas para melhor atuar num universo tão competitivo quanto o são as organizações empresarias.

Em três capítulos, leva-nos a entender os elementos, para poder aplicá-los ao nosso cotidiano profissional e pessoal, quando nos propõe o desafio dos vinte e oito dias para que o aprendizado da leitura possa estar fazendo parte integrante de nosso dia-a-dia.

Em apêndice, apresenta gráficos ilustrativos, perguntas e respostas e uma breve história da teoria da personalidade. 

Torna-se uma leitura interessante, investigativa, informativa. O colocar em prática é pessoal. Em alguns momentos pude até me encontrar.


Comentários de Inajá Martins de Almeida
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Jones, Laurie Beth.   Os quatro elementos do sucesso: decifrando a personalidade de sua equipe   /  Laurie Bethe Jones [tradução Vera Lúcia Ramos].  Osasco, SP: Novo Século Editora, 2006. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

MEMÓRIA ESQUECIDA - Milionário e José Rico

Quantas memórias esquecidas.
Gosto do escritor italiano Giuseppe de Lampedusa, quando a dizer que nossas memórias deveriam ser caso imposto pelo Estado, a fim de registrar nossa trajetória.
Eu procuro manter meu diário, os quais pouco a pouco teço através de meus blogs.
São retalhos que amealhos ora aqui, ora ali, e vou acolá tecendo lembranças, encontros edificantes.
Milionário e José Rico adentrou nosso através de um CD, com produção magistral.
As vinte canções -  “alinhavos poéticos” - chuleavam sonhos, teciam lembranças e de repente adentrar o universo da poesia, busquei a internet e lá estava ela, toda a meu alcance.
O sertão, o sertanejo, aí que saudade me trouxe e ouvi, e li e transcrevi.
Agora também sei que o “sertanejo ainda é sertão”.


Ai que vontade de ouvir de novo moda sertaneja
que hoje não se faz
parece até que a sensibilidade
ficou na saudade, não existe mais
me dói saber que alguns artistas
que alcançaram sucesso na vida
usaram tanto o sertão como história
que hoje na memória ficou esquecida
Ai que vontade de ouvir agora
o som da viola num pagode bom
lindas guarânias que a gente arrepia
o som e a magia de um acordeon 
cadê o tal cantador de verdade
com simplicidade, alma e coração
apaixonado pela natureza
canta as belezas deste meu sertão
Quanta saudade dessa terra tombada
do fogão de lenha e o cafezal em flor
e o cantar triste da siriema
que já foi o tema de canções de amor
e até a linda colcha de retalhos
serviu de agasalho já não lembram mais
a mãe de leite de filho presente
hoje ninguém sente a falta que ela faz
Ai que vontade de ouvir agora
o som da viola num pagode bom
lindas guarânias que a gente arrepia
o som e a magia de um acordeon
já não se lembra o velho candieiro
que foi o primeiro rei do estradão
eu agradeço o progresso que vejo
mas o sertanejo ainda é sertão
eu agradeço o progresso que vejo
mas o sertanejo ainda é sertão.



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comentários Inajá Martins de Almeida

A MÚSICA REVELA TRAÇOS DA PERSONALIDADE? David Martins de Almeida Maldonado

Discutir sobre os comportamentos, os sentimentos, os pensamentos e os interesses, cabem a um estudo profundo da personalidade. A musicoterapia, sendo uma prática que visa auxiliar o cliente a atingir determinados estados, também tem o objetivo de compreender a personalidade humana, porém, as bases que possuímos para a sua interpretação, oriundas de uma abordagem psicodinâmica e/ou psiquiátrica, não possuem, de acordo com a literatura atual, uma ligação direta com a musicoterapia e a experiência musical, com os padrões musicais que a pessoa expressa e com a técnica de intervenção musicoterapêutica. Desta forma, o objetivo deste estudo é desvelar quais são os elementos que podem ser interpretados, tanto musicais, quando não-musicais, que dizem respeito ao indivíduo, seus comportamentos e as suas relações interpessoais, notados na sua relação com a música, estabelecendo assim, um vínculo entre a musicalidade e os traços da personalidade. Através de pesquisa bibliográfica, este estudo passa a descrever todos os elementos que envolvem a música e a personalidade. Os principais resultados em consequência deste estudo, complementam a prática clínica na musicoterapia, destacando procedimentos e escalas de avaliação da Musicoterapia Criativa, de Paul Nordoff e Clive Robbins. Uma interpretação da personalidade através de uma abordagem puramente musical é o caminho deste estudo.

Monografia apresentada ao curso de Graduação em Musicoterapia da Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP - para a obtenção do título de graduado em Musicoterapia. Orientadora Profª Drª Noemi Lang.


David Martins de Almeida Maldonado  - http://www.musicoterapiaclinica.com.br/

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postado por Inajá Martins de Almeida

SÊDA... É SEU NOME - Sonya Mello

O estar entre livros, faz com que busquemos colher retalhos de títulos, de palavras, de frases soltas, de textos, enfim... 
Palavras... Palavras... Não há limites para recolher, para tecer palavras!
Encontrei Rita Elisa Sêda. 
Aliás, vamos falar francamente, ela me encontrou. 
Bateu a minha porta, num domingo ensolarado,  e num embrulho colorido, nas mãos de minha neta Rafaela, lá estava ela: 
- "Cora Coralina; raízes de Aninha".
Era o livro que meu filho me presenteava naquele domingo - 12 de setembro de 2010. 
Receber um livro de presente é sempre gratificante para uma bibliotecária. 
De um filho pode haver realização maior, quando então a neta o traz às mãos? 
Não há palavras para derramar as bençãos que essa impressão deixa em nosso ser! 
Depois vieram os contatos, Rita toda repleta de carinho e palavras de sêda. 
Sonya encantadora artista das artes e das palavras.
Tantas outras artesãs das palavras... 
A colcha então recolhe retalhos - retalhos de sêda - e dá início a um novo tecer, com alinhavos poéticos, como tão bem exorta Rita. 
São os nossos alinhavos que passamos a alinhavar dia-após-dia, como incansáveis tecelãs das palavras.
O poema de Sonya Mello pude emprestá-lo do blog http://palavrasdeseda.blogspot.com/ quando Sonya e Rita me permitem, assim podemos também adentrar aos mistérios de Sêda:


Sobre ti paira um mistério
Algo que me deixa a pensar
Seu destino por Deus preservado
Sua vida do céu resgatada
Pássaro que ainda espera voar...

Inteligente, sábia, desbravadora
Tem sede de novas descobertas
Teces palavras como ninguém
Alma e carne de escritora.

Cora muito a emociona
Coralina se imprime em sua memória
Juntas, de mãos dadas se relaciona
Cora Coralina, uma única história

Viajante atenta e sem limites
Busca alimento para seu ser;
Mulher de mil e um talentos
Tece com a alma seus conhecimentos
Como a lagarta tece a seda.

Saber de ti, um sinal de Deus
Artesã reluzente de palavras
Que se transformam em jóias raras
Ânsia de descobertas te consome

Sêda... É seu nome!


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comentários de Inajá Martins de Almeida

sábado, 16 de outubro de 2010

PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES - Augusto Cury

15 de outubro - DIA DOS PROFESSORES

Não sei se observamos o que é um professor, mas estive a pensar neste dia dedicado a eles e separei alguns pontos - meus pontos de vista.

Antes mesmo de sermos profissionais em alguma área, lá estavam os professores a nos orientar, dar os primeiros passos nas letras, no conhecimento, na sabedoria.

Eram eles - os professores - que pegavam em nossas mãos e moldava nossos primeiros rabiscos. Mostravam seus sorrisos francos, seu olhar afetuoso, colocava sua emoção ao ver nosso progresso.

Muitos passaram - foram bons - porém alguns foram inesquecíveis, brilhantes, fascinantes. Permito-me passear pelos sete hábitos que o autor Augusto Cury nos apresenta no seu livro Pais brilhantes, professores fascinantes e logo me vejo a declinar:

Os professores que passaram foram eloquentes, sabiam colocar as palavras, mas  os que se tornaram fascinantes, conheciam nossa mente.

Os professores que passaram apresentavam boa metodologia, entretanto apenas os que procuraram  conhecer nossa sensibilidade, tornaram-se fascinantes.

Os professores que passaram souberam descortinar nossos conhecimentos lógicos, entretanto, os que se tornaram fascinantes, souberam descortinar o íntimo de nossas emoções.

Os professores que passaram conseguiram fazer com que nossa memória apenas fosse depósito de informações, todavia, os fascinantes conduziram-nos à arte de pensar.

Os professores que passaram, foram temporários, cumpriram apenas seu papel, em contrapartida, os inesquecíveis permanecem sempre presente.

Os professores que passaram, puderam corrigir comportamentos, porém, aqueles que se tornam inesquecíveis, resolvem os conflitos em sala de aula sempre.

Os professores que passaram, formam tecnicamente o aluno, preparando-o para o mercado de trabalho, todavia, os que educam e formam para a vida, tornam-se fascinantes. 

Todos nós temos em mente nossos bons professores, porém, nossos professores fascinantes 
alargaram nossos horizontes, souberam tecer nossa jornada, foram exemplos permanentes. Eu posso dizer de Dª Carminda, na faculdade de Biblioteconomia na cidade de São Carlos. Com suas sábias palavras, orientava-nos a colher retalhos de todas as experiências vividas em nossa jornada - tanto na profissional, quanto na particular. 

Foram então os retalhos que me trouxe a este momento singular e único, em que o autor nos leva a avaliar nossa conduta como pais e professores, porque:

"Educar é semear com sabedoria e colher com paciência". Augusto Cury

Veja alguns lances da palestra realizada no Teatro La Salle na cidade de São Carlos no dia 26 de agosto de 2010
http://saocarlosemimagens.blogspot.com/2010/08/augusto-cury-palestra-sao-carlos.html

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comentários de Inajá Martins de Almeida
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Cury, Augusto.   Pais brilhantes, professores fascinantes  /  Augusto Cury. - Rio de Janeiro: Sextante, 2008.




OS DEZ MANDAMENTOS DE UM LÍDER IDÔNEO PARA O SÉCULO XXI - Ailton Muniz de Carvalho

Ao me deparar com o título logo pensei: mais um entre tantos a falar de líderes, liderança, sucesso e aí vai. Mas, o senso crítico, a curiosidade e perspicácia de uma bibliotecária, não pode se ater apenas a um comentário, ou pensamento vago sobre o título, assim, peguei o livro em mãos e comecei a fazer a leitura técnica, passando pela capa, contracapa, a pequena biografia do autor, os capítulos, os comentários de outros escritores e aí afora. 

Não havia mais dúvidas, lá estava o livro saindo da livraria e a noite adentrando o universo de nossas leituras - era Elvio e eu que nos deleitávamos com um assunto tão falado, tão escrito, tão estudado, mas sendo retratado de uma forma peculiar que só o universo das palavras pode abstrair. Era outro ponto de vista que alcançava outras tantas vistas.

O próprio escritor aconselhava que o leitor sorvesse as palavras delicada e demoradamente, estudasse, aplicasse os exercícios em seu cotidiano, e lá estávamos nós capítulo por capítulo buscando absorver aquelas palavras para poder colocá-las no nosso dia-a-dia. E seguíamos ávidos seu conselho: "siga pertinazmente o caminho escolhido". 

A medida que os tópicos iam sendo declinados: considere o seu trabalho uma excelente oportunidade; considere-se a pessoa mais adequada e competente... um filme rodava em nossas mentes e as experiências vinham a tona e podíamos projetar as mensagens às experiências presentes e futuras.

Eram as palavras que encontravam ecos; era o escritor que atingia a leitora - esta que escreve - quando se podia ver na semelhança da colocação das palavras. Ele - Ailton - então fala sobre si:

Professor de Teologia por opção, Ministro do Evangelho por eleição, Cristão por convicção.

Eu - Inajá - assim me expressara quando de um de meus artigos "Paixão por livros": - que ao escolher a profissão em primeiro fora por opção, em segundo por paixão e terceiro e último por convicção. http://blog-inaja.blogspot.com/2010/08/paixao-por-livros.html

Assim não podia deixar de fazer a escolha. O livro adentrou nosso universo. As palavras encontraram eco e ressonância. 

A tônica então apresentada pelo autor para a eficiente liderança é : 

"familiarizar-se com a obra a cumprir; evitar atitudes dominadoras, conhecer e ajudar os liderados; não decidir arbitrariamente e dar o exemplo de bem servir a obra".

Ademais, como diz a própria apresentação da obra - este não deve ser apenas mais um entre tantos bons livros de liderança que já existem no mercado literário; e, sim, um incoteste indispensável manual prático de liderança acompanhado de métodos cientificamente comprovados".

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comentários: Inajá Martins de Almeida 

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Carvalho, Ailton Muniz de.   Os dez mandamentos de um líder idôneo para o século XXI: o seu sucesso só depende de você! deixe aflorar o seu potencial.   /  Ailton Muniz de Carvalho. - Osasco, SP: Novo Século Editora, 2006. 

domingo, 10 de outubro de 2010

ALINE NEGOSSEKI TEIXEIRA

"As palavras são os pincéis...
Mas as laudas não são o limite."

Navegar pela internet é desbravar um mundo fascinante.
A palavra traz consigo a magia de poder encontrar outras tantas palavras e tecer encontros, somente possíveis, através da grande galáxia compactuando a nosso favor.
Foi um desses encontros fantásticos que me fez deter e me apossar de parte da inspiração da escritora, ali presente, bem ao meu alcance. 
Querem mais?

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comentários Inajá Martins de Almeida



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CORA CORALINA: raízes de Aninha - Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda

O livro, presente de meu filho nesse domingo (12/09/2010) não poderia ter sido mais maravilhoso. O estar entre livros faz com que essas brilhantes surpresas aconteçam. 

"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça".

Geraldo Eustáquio de Souza


Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, é o exemplo de  mulher guerreira que nos fica e nos impulsiona a conquistar sonhos.


"Poesia para mim é comunicação... é invenção, porque só o gênio cria. Hoje nós temos de achar a poesia na realidade da vida e a vida toda é poesia. Porque onde há vida, há poesia. Poesia para mim é um ato visceral. É um impulso que vem de dentro e, se eu não obedecê-lo, me sinto angustiada".


Cora Coralina pode falar por tantas mulheres - poetisas do cotidiano. Mulheres virtuosas que também retrato em versos. Elas podem ser encontradas em todos os lugares, também na poesia.
Muito de sua obra que ficou no silêncio, aos poucos vai sendo a nós revelada, como a que agora se apresenta. Magnífica formatação, textos ricamente dedicados.


Se Cora Coralina trouxe grande contribuição para a literatura brasileira, o que dizer de Rita Elisa Seda, que tão bem incorporou a personagem, mesclando sua fala às dela, quando então não se percebe quando inicia uma e termina a outra. 


Respondendo a um comentário desta que escreve a escritora Rita Elisa assim se manifesta com relação à sua biografada:


"Quem ama Cora Coralina ama a poesia mais pura, ama a humildade mais sublime, ama a política mais honesta, ama a religiosidade mais santificante e ama a doceira que traduzia em pura magia dos doces glacerados, como se estivessem vitrificados, algo que só o amor pode produzir. Saboreie o livro, ele é destinado aos que amam Cora Coralina". Rita Elisa Seda
http://palavrasdeseda.blogspot.com/


É assim que o texto envolve, do início ao término das suas mais de quatrocentas páginas, as quais vão sendo sorvidas, num gostinho saboroso de querer voltar sempre a leitura, numa nova releitura, quando até se pode ir além do ponto, num novo texto que se inicia na mente dos leitores ( Inajá e Elvio). É amar um pouco mais, adentrar o universo da escritora Cora, através de outra escritora que tão bem incorporou Cora Coralina - Rita Elisa Seda.


Leia magnífica resenha do livro, assim como um comentário desta que escreve, no link : 
http://palavrasdeseda.blogspot.com/2010/07/resenha-de-benilson-toniolo-sobre-o.html


"A máscara lírica Aninha é um resgate da infância vilaboense de Anica, Anoca, ou seja, de Anna Lins dos Guimarães Peixoto – Cora Coralina. Onde ela traduz em poesia suas reminiscências lúdicas, religiosas, normas de educação e estórias.  A semente Aninha foi gerada, germinada e cresceu em Vila Boa de Goyaz, capital da província. Ao sair do estado, rumo ao sul, foi mãe, esposa, avó, jornalista, contista, cronista, poeta, política, religiosa, ambientalista e comerciante. Depois de uma sua odisséia pelo estado de São Paulo retornou para suas raízes".


<  clique para ler a matéria >
 


comentários Inajá Martins de Almeida

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Brito, Clóvis Carvalho e Seda, Rita Elisa.   Cora Coralina: raízes de Aninha  /  Clóvis Carvalho Britto, Rita Elisa Seda.   Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2009.

OS CONTOS - Giuseppe Tomazi di Lampedusa

Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor siciliano, nascido em Palermo em 1896, em sua obra, Os Contos, chama-me atenção especial quando diz ser imprescindível que nossas memórias sejam registradas.

A partir desse momento, torno minhas suas palavras, e passo a perceber e dar importância maior aos fatos cotidianos, que muitas vezes fortuitos foram ao meu olhar. Passo então almejar o registro das cenas presentes com mais assiduidade. Tento resgatar o passado que, gradativamente, vem falar de mim.

Percorrendo locais de sua infância, lugares, a casa natal, por ele desenhada, busca levar o leitor a um cenário bucólico. A aristocracia em que nascera, a qual lhe outorgara o título de conde, já não lhe era mais permitida, posto perdas várias, mas o registro é marcado por uma narrativa contagiante, que nos remete a uma época e lugar não desconhecidos de nós – a velha Europa.

Quantos não percorreram vales e montanhas, rios e desertos áridos em suas vidas. A diferença é que uns deixaram registros outros não. Penso até que Lampedusa estivesse num momento de pura amargura ao escrever as palavras iniciais, com uma frase forte : “ao encontrarmo-nos no declínio da vida”. Talvez até estivesse em sua fase derradeira; penso sim que o declínio não seja o término de sua existência, posto que vem a falecer em 1957 e o livro fora escrito muito antes.

Bem, este é o leitor. Quer adentrar as entrelinhas, os pensamentos do próprio autor. Triste ou não, amargurado pelas adversidades, ou quem sabe... lega-nos uma máxima de uma veracidade inigualável.     

Também imagino o quão benéfico seriam nossas memórias escritas, para que gerações futuras, aquelas que não puderam nos ver, nos conhecer pessoalmente, pudessem saber de nós através das linhas: “o material acumulado...  teria valor inestimável”

Assim, é que a partir daquele momento, daquela leitura, minha vida jamais fora a mesma.


"Ao encontrarmo-nos no declínio da vida , é preciso procurar reunir a maior parte das sensações que perpassaram esse nosso organismo. Poucos conseguirão construir assim uma obra prima (Rousseau, Stendhall, Proust), mas todos deveriam poder preservar, desse modo, algo que sem esse pequeno esforço perderia-se para sempre. Manter um diário ou escrever, em certa idade, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”. (Tomasi di Lampedusa - Os Contos)

comentários de Inajá Martins de Almeida
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Tomasi di Lampedusa, Giuseppe – Os contos  /  Giuseppe Tomasi di Lampedusa; tradução de Loredana de Stauber, ilustrações de Gustavo Rezende.   Berlinds e Vertecchia Editores.   

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CARLOS NEJAR - Feira do Livro Ribeirão Preto

Revendo meus retalhos, encontrei algumas falas do grande poeta Carlos Nejar, quando da realização da 8ª Feira do Livro de Ribeirão Preto no dia 06 de junho de 2008.
Momento magnífico em que Nejar fala sobre sua experiência com a palavra, sob apontamentos desta.

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"Foram as palavras que me começaram. As palavras tem cor, tem brilho e escondem um mundo atrás delas... As vezes não é a inteligência que aprende o sentido das palavras, mas é ele, o sentido, que nos alcançam e nos descobrem. No momento em que designamos a palavra, ela toma um sentido novo".
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"O poema, sobretudo, deve ser dito e eles são feitos para serem lidos em voz alta. É da natureza do poema ser uma voz coletiva, daquele que não pode falar, mas que quer falar, porque a poesia fala por si. O poema se comunica, tem vida própria. Se os poemas não sobreviverem por eles mesmos, não adianta nada eu defendê-los. O poema, muitas vezes é nosso filho, mas outras tantas é nosso pai ".
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"A gente pode ler com paixão e o livro, deve ter a sua própria respiração".
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"Se a gente escreve um livro para mudar uma vida, já valeu tê-lo escrito".
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"As coisas são mágicas, ou nada. Podemos inventar a realidade e nos encantar com ela".
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"A vida é muito maior do que a gente, e o que a gente escreve é muito maior do que a gente é, porque a obra tem de ser maior do que o autor".
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"A arte de resistir é a arte da palavra, porque antes de tudo, é a arte da vida".
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"Percebemos que não podemos deixar a pedra no meio do caminho; temos de removê-la, transformar a pedra em outra realidade".
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"A língua portuguesa é uma ventura de almas".

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(8ª Feira do Livro de Ribeirão Preto 09 de junho de 2008 - Escritor Carlos Nejar - Salão de Idéias. Anotações efetuadas e transcritas pela bibliotecária Inajá Martins de Almeida)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A ARTE DE LER - José Morais

"Os prazeres da leitura são múltiplos. Lemos para saber, para compreender, para refletir. Lemos também pela beleza da linguagem, para a nossa emoção, para a nossa perturbação. Lemos para compartilhar. Lemos para sonhar e para aprender a sonhar".

De onde vêm as dificuldades que uma criança pode encontrar? Afinal O que vem a ser leitura? Como se aprende a ler?

O autor José Morais, de origem portuguesa em cinco capítulos, faz um estudo , apontando suas inquietações e reflexões, numa abordagem científica que leva o leitor a se inteirar do assunto de forma clara, objetiva e acessível. 

comentários Inajá Martins de Almeida

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Morais, José.   A arte de ler   /  José Morais: tradução Álvaro Lorencini  -  São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1996 - (Encyclopaidéia)

RETRATOS DA LEITURA NO BRASIL - Galeno Amorim (org.)

"Contribuição extraordinária para quem tem qualquer tipo de atuação ou responsabilidades em torno da questão do livro e da leitura no País", uma vez que "investigar o comportamento leitor do brasileiro não é tarefa fácil", diz seus autores.

"Retratos de Leituras no Brasil, originado de pesquisa homônima, convida o leitor a refletir sobre os sentidos socioculturais do ato de ler, tanto na história da sociedade brasileira quanto das sociedades, cujo fundamento é o livro".  

Material substancial para se ter um retrato dos livros e da leitura que está sendo desenvolvida no Brasil. Enquanto há pensamentos que querem colocar a leitura em patamares aquém dos reais, o livro aborda um ângulo em que em época alguma se dedicou tantos esforços para promover o livro e a leitura quanto em nosso tempo. 

Bibliotecas são implantadas, livros editados em larga escala e disponibilizados nas mãos de leitores de forma incontável, através quer de ações governamentais, não governamentais, quer particulares, ou até mesmo da própria comunidade.

Retratos da Leitura - retrato de uma nação leitora - mostra que realmente "uma nação se faz com homens e livros" como exortava o inesquecível Monteiro Lobato.

comentários Inajá Martins de Almeida

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Retratos da leitura no Brasil  /  Organizador Galeno Amorim.  - São Paulo: Imprensa Oficial: Instituto Pró-Livro, 2008.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ARTE DE LER - Mortimer J.Adler e Charles Van Doren

Nos vinte e um capítulos que compõe a obra, os autores gravitam nas várias etapas que é necessário percorrer para se chegar ao perfeito entendimento da mensagem contida em todo e qualquer texto. Embora escrito na década de 70, o livro apresenta subsídios interessantíssimos para a atualidade, quando os níveis da leitura são apontados desde antes mesmo da leitura propriamente dita . Do ato a arte, querem os autores demonstrar que à medida em que a leitura vai se aprimorando, os níveis e estágios vão sendo galgados tem o ledor condições de se tornar exigente ao ponto de classificar a leitura, fazer uma radiografia do texto, definir a mensagem do autor, criticar, concordar, ou não, dar uma nova conotação, acrescentar falas ao texto.
Ademais, acrescenta tópicos em que aborda as maneiras de se ler livros de ficção, filosofia, matemática, história e outras áreas por fim a leitura de um mesmo assunto tratada por autores diferentes e o que os bons livros podem fazer por nós.
Do começo ao fim o livro é uma caixa de surpresa. 
Leva-nos ao fantástico universo da leitura em vários ângulos e nos faz querer galgar passos largos.
Leitura essencial.  


comentários Inajá Martins de Almeida

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Adler, Mortimer J.  e  Van Doren, Charles.  A arte de ler.  /  Mortmer J.Adler e Charles Van Doren;  tradução de José Laurenio de Melo.  edição revista e atualizada.   Rio de Janeiro,  Livraria Agir Editora, 1974.

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Veja também

http://escolagermanobrandt.com/todas/dicas-pedagogicas-1-a-arte-de-ler/

POSTADO POR CARLOS FABIANO 0 COMENTÁRIO
Neste ano, daremos início a uma série de postagens com dicas para pais, alunos e membros da comunidade de nossa escola. As postagens serão semanais e abordarão vários temas: educação da imaginação, dicas de estudos, indicação de livros, entre outros.
Para começar, indicamos a excelente obra “A Arte de Ler” (em inglês “How to read a book”), de Mortimer J. Adler, numa primeira edição brasileira da editora Agir, lançada em 1947, com tradução de Inês Fortes de Oliveira. Em 1972, numa edição revista e com participação de Charles Van Doren, o livro foi publicado pela mesma editora Agir, desta vez com tradução de José Laurenio de Melo. Esta versão, com Charles Van Doren, foi também publicada pela editora Guanabara, em 1990, com tradução de Aulyde Soares Rodrigues, e pela editora UniverCidade, em 2000, com tradução de Luciano Trigo, ambas com o título literal de “Como ler um livro”. Todas estas edições são difíceis de encontrar até mesmo em sebos. Todavia, há uma edição mais recente da editora É Realizações intitulada “Como ler livros”, que, embora esgotada, é mais facilmente encontrada em sebos.
Abaixo, comentário de Inajá Martins de Almeida:

“Nos vinte e um capítulos que compõe a obra, os autores gravitam nas várias etapas que é necessário percorrer para se chegar ao perfeito entendimento da mensagem contida em todo e qualquer texto. Embora escrito na década de 70 [em referência à segunda edição da editora Agir], o livro apresenta subsídios interessantíssimos para a atualidade, quando os níveis da leitura são apontados desde antes mesmo da leitura propriamente dita. Do ato a arte, querem os...  continue em ...

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER - Paulo Freire

"Ao ir escrevendo este texto, ia "tomando distância" dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a "leitura" do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da "palavramundo".


http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:YHonIEgRp8YJ:ler-e-escrever.blogspot.com/2007/04/importncia-do-ato-de-ler-de-paulo.html+ler,+escrever+e+contar+inajá+martins+de+almeida&cd=3&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br


E nos encontramos nas palavras do grande educador, quando percebemos que nossos universos se encontram no mesmo patamar. "Lemos" a nossa volta antes mesmo de aprender a ler e escrever e passamos a escrever nossas impressões quando delas nos apossamos. Do virtual passado a realidade se torna iminente e entendemos que foram as folhas das árvores que emitiram os sons para nosso deleite, o trinar dos pássaros a gorjear, a água da cachoeira, os trovões, os raios coloridos riscando o espaço, o arco-iris a brilhar provocando êxtase jamais apagados de nossa memória. 
Assim é a leitura que encanta e se torna vício. Acompanha-nos por toda a existência.


Comentário Inajá Martins de Almeida
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Freire, Paulo.   A importância do ato de ler: em três artigos que se completam  / Paulo Freira.  - São Paulo : Autores Associados: Cortez, 1988.  (Coleção polêmicas do nosso tempo; 4)

sábado, 21 de agosto de 2010

SOBRE LIVROS E LEITORES - Vicente Golfeto

Thomas Mann dizia que “não devemos ler os livros bons porque existem os ótimos”. Tem lógica. Afinal, acompanhar o ritmo do mercado editorial é um anseio impossível, uma frustração permanente que, como a morte, deve ser encarada como uma fatalidade ecumênica.



Toda pessoa que gosta de ler – livros, jornais – quando se trata de livros principalmente, fica ansiosa porque a capacidade de comprar livros, ou de encontrá-los nas bibliotecas, é sempre maior do que o tempo disponível para lê-los. Quando se tem o hábito de formar uma biblioteca particular – dizem que é um hábito já superado, que não existe mais nos dias atuais a não ser como exceção – a ansiedade aumenta. 

Compra-se mais livros do que se lê. E aí, vão-se formando pilhas de livros, que entram numa espécie de lista, de fila de espera.




Quando falo de livro lembro-me sempre do poeta italiano Petrarca, ao dizer que “livros têm levado algumas pessoas ao saber. Outras, à insânia”. 




Esta síntese é-nos aclarada por Manzanaro, o primeiro capo mafioso de Nova Iorque. Isto nos anos loucos; nos anos vinte do século passado, o curto século 20. Ele dizia que “há homens que devem ler e homens que não podem ler”. O que – convenhamos – é uma verdade inegável. 




Os que não podem ler têm, muitas vezes, uma vontade enorme de ler livros. E efetivamente os lêem. Mas, como não têm condições intelectuais de metabolizar o conhecimento adquirido, confundem tudo. Ficam muitas vezes revoltados. Quando são professores não transmitem conhecimento. Vomitam-no. Se são jornalistas, idem. 




Algumas pessoas devem utilizar mais músculos do que neurônios. Outras, sim, devem se valer mais dos neurônios. As primeiras não podem ler. Devem ser desaconselhadas a tal. Tornam-se infelizes. As outras devem ser estimuladas. Mas não se fala porque “a verdade deve se subordinar ao amor”, como nos ensina Paulo numa de suas epístolas.

VICENTE GOLFETO – jornal A Cidade / 5/3/2008 – Ribeirão Preto

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Para Francis Bacon "certos livros devem ser lidos, outros engolidos e uns poucos mastigados e digeridos", justamente pensando, creio eu, que há diversidade de livros, escritores e leitores, razão por que 
Ranganathan o ilustre bibliotecário hindu na segunda década  do século passado, construía suas cinco leis para a Biblioteconomia, das quais enfatiza que a cada livro seu leitor, a cada leitor seu livro, conhecedor do complexo universo da informação daquele tempo. Hoje as proporções são assustadoras. A disseminação da informação se faz de forma ágil e rápida, mas quanta desinformação! Quanta deformação! O que teria mudado? Como questionava Machado de Assis.
Será que mudou o natal, ou mudei eu!?

comentário Inajá Martins de Almeida 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FRASE SOLTA - Fernando Pessoa

"A literatura é a melhor prova de que a vida não chega."

Fernando Pessoa

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Será que poderíamos dizer mais alguma coisa? Seria fingidor o poeta que se vale da literatura para se eternizar, já que a própria vida não é o suficiente?
Quem dera fôssemos tão fingidores quanto poetas
que dissimulássemos dores e alcançássemos leitores. 

O homem é perene, faz parte do tempo - é temporal
a obra ultrapassa o tempo - é atemporal.

Fernando Pessoa é sempre presente
poeta fingidor nosso presente.

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comentários: Inajá Martins de Almeida

terça-feira, 3 de agosto de 2010

EM BUSCA DA EMPRESA QUÂNTICA - Clemente Nobrega

Estar entre livros nos beneficia promover encontros inesperados, muitas vezes. Foi o que aconteceu comigo e o autor. O primeiro olhar foi para a configuração do livro. A capa, o formato diferenciado. Ali percebi que uma atenção especial fora dada por quem dedicava aquelas páginas (quase quatrocentas) - o autor.
Incrível, sobre modo, pensar num físico atuando na área da administração, do marketing. Mas é o que acontece com o autor. Bem sucedido em todos os seguimentos; melhor ainda, lega-nos vasto texto aplicável a empresa do século XXI, tendo em vista sua atuação numa empresa, que segundo próprias palavras, "tão fora do convencional, que convidou um físico, sem nenhuma experiência em administração, para experimentar uma nova oportunidade de carreira".
A leitura é gratificante e envolvente, pois em muitos momentos, percebemos que estamos nas próprias páginas do livro, como protagonistas. 
Quantos de nós temos uma formação e muitas das vezes passamos a atuar em outras áreas, como desafios surpreendentes.
Declinar todos os tópicos, seria quase que impossível; colocar os mais significativos, todos os são, mas encontro como referência a menção que:
 "o diálogo é a base para a construção de empresas vitoriosas" e acrescenta "Diálogo significa "fluir de significado", e essa é a base para a empresa quântica, porque é o reconhecimento da verdade suprema da lógica da nova ciência de que é da relação que surge o significado".  
Melhor do que se possa escrever sobre o livro e o autor, somente lendo, porque, como diz em palavras próprias:

"Este é um livro ambicioso"





(comentários Inajá Martins de Almeida)
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Nobrega, Clemente.   Em busca da empresa quântica: analogias entre o mundo da ciência e o mundo dos negócios   /  Clemente Nobrega. -  Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. 


terça-feira, 27 de julho de 2010

PLANTAS ABENÇOADAS - José Luis Rabello

Não há como não se encantar com a delicadeza das fotos, o formato do livro, as orientações, o aprendizado. Um verdadeiro passeio pelo campo, em busca da natureza que salva. Plantas medicinais agora ao alcance do leitor. 
Não há como não se envolver com as páginas. Não há como deixar de se irmanar a Zé Mateiro:

"É aqui, no meio do mato, que eu procuro o Pai, que eu me inspiro para iniciar mais um dia. Aqui, é onde fico apreciando a obra de Deus, a natureza, nas suas mais belas e delicadas formas. Fico, aqui, ouvindo o barulho do vento nas árvores, das águas correndo em seu leito e, dos pássaros que cantam e encantam a todos..."

Abençoadas plantas; plantas abençoadas.


(comentários Inajá Martins de Almeida)
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Rabello, José Luis.   Plantas abençoadas.   /  José Luis Rabello: São Carlos, SP: BN, 2009. 

terça-feira, 13 de julho de 2010

O MUNDO DE SOFIA - Jostein Gaarder

"Quem, de três milênios,
Não é capaz de se dar conta
Vive na ignorância, na sombra,
À mercê dos dias, do tempo".


Johann Wolfgang von Goethe


Como uma menina, prestes a completar quinze anos, se envolve numa trama tão fascinante quando passa a receber aulas de filosofia através de estranhas correspondências?
É possível nos admirarmos com as coisas que nos rodeiam?
Será que é mais inteligente aquele que sabe que não sabe? 
Os questionamentos não apenas envolvem a personagem, como seus leitores também, através daqueles bilhetes contagiantes, daqueles textos tão bem formatados e explicativos dum tempo remoto que a história conta e que marcas significativas deixaram. 
O mundo da filosofia, sua história, seus filósofos marcantes e intrigantes, dos pré-socráticos até a modernidade é uma verdadeira epopéia de fatos, acontecimentos, personagens brilhantes que fazem com que adentremos a história e busquemos subsídios para que o conhecimento ali adquirido possa ser ampliado, através de leituras paralelas. 
Platão com seu mundo das idéias traz uma nova expressão para esta que escreve e que encontra um fundamento cabível e excepcional nas palavras tão bem escritas pelo autor. 
"O anseio de retornar à verdadeira morada da alma. Platão denominava este anseio, esta saudade, de eros, que significa amor... Nas asas do amor, a alma deseja voar "de volta para casa", para o mundo das idéias. Ela quer se libertar do cárcere do corpo", encontra eco dentro de mim, quando vez ou outra me encontro a falar de uma saudade inexplicável, intangível, inalcançável, insaciável. Uma saudade que dói n'alma. Agora posso imaginar ser  o retorno ao lar. 
Não há como continuar na caverna, após adentrar página a página, mais de quinhentas, leitura após leitura, conversas após conversas trocadas, sem que uma transformação visível aconteça.
Não há como deixar de ser partícipe da obra do autor. 
Não há como não se reescrever um novo livro em cada vida. 
Não há como não se sentir um pouco Sofia. 
Não há como não se sentir um pouco Jostein. 


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Gaarder, Jostein.  O mundo de Sofia: romance da história da filosofia.   /  Josteins Gaarder;  tradução João Azenha Jr. - São Paulo: Companhia das Letras, 1995.