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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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sexta-feira, 23 de março de 2012

JUAN GRIS - pintor espanhol

Clique sobre a imagem  
Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine11 de maio de 1927)[1], foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.
Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época.
No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume ApollinaireAndré SalmonMax Jacobe, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque.
Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot.
Continuou a expor nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que faleceu, com 40 anos de idade.
Juan Gris foi homenageado com um doodle no dia 23 de março de 2012, na página inicial do Google [2]


Fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Gris)


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Acrylic on canvas by Elvio Antunes de Arruda - clique sobre a imagem
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Extasiados com a beleza das cores, os temas envolvendo música e instrumentos, Inajá e Elvio pesquisam imagens e encontram uma, em especial, que lhes chamam atenção, assim, sob a ótica e as mãos do artista na atualidade, surge uma versão de Juan Gris em acrílico.
 Magnífica tela, ornamenta ricamente com grande maestria nossa sala,  - são as mãos do cubista Juan Gris, nas mãos do contemporâneo Elvio Antunes de Arruda
Obrigada a ambos.


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capturas de imagens, montagem, comentários e postagem de Inajá Martins de Almeida em 23 de março de 2012.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O LIVRO AGORA SOMOS NÓS

por Inajá Martins de Almeida


Faziam-me companhia, nada me cobravam. Silentes apenas podiam auscultar meus sussurros abafados, meus risos calados, meus olhos arregalados ou  fechados quando clamava alma.


Degustava as gravuras e aqueles sinais, ainda indecifráveis à minha pouca idade, eram incorporados à fala de minha mãe, a qual se fazia representar, decifrando-os para mim.

Os livros me eram familiares, ao ponto de perceber que a paixão não fora fruto do acaso. Entre livros nascera. Entre livros me criara. Entre livros me formara. Entre livros me tornara. Entre livros me apaixonara.

Mal supor pudera, que decorridos os anos entre livros, iria encontrar aquele que escreveria o segundo ato da composição da minha existência, quando então me segredava:

_ “Minha vida é uma enciclopédia. Cada ano um volume. Cada dia uma página. Cada hora um novo texto. Cada minuto uma palavra. E a cada segundo, entre um sim e um não, muda-se a história!”   (Elanklever)

Era o momento em que sua entonação de voz mudava vez ou outra. Transportava-se para dentro daquele enredo e ora me vinha como uma serelepe, ora como manhoso urso; também me trazia chapeuzinho vermelho que adentrava a casa da vovozinha, enquanto o lobo mau do lado de fora mantinha guarda. Lembrança saudosa!

Ao lado, lápis de cores variados, papel branco, podiam delinear meus rabiscos, enquanto ela representava a cena, com seu dom esmerado.  Podia sair da contação da história, para adentrar o universo ilustrativo do tema. Tecia as cores, com a maestria com que passava o texto, ora acrescentando-lhe coloridos próprios, ora recolhendo retalhos, enriquecendo-os com bordados de palavras, que a pouca idade ainda me era desconhecida, mas que já sonoros alinhavos entreteciam em meus ouvidos.

Conseguia ir além das palavras do autor e, ainda que por instante célere, ser a co-autora, tanto da palavra quanto das cores. Ao ler e contar história tecia um novo texto; ilustrava-os sob sua ótica. Eu não podia entender, mas o livro saia das linhas e adentrava a galáxia de minha mãe. Anos após, poderia eu mesma sentir o gosto de sua própria experiência.

Aqueles momentos alinhavavam-me o universo literário. Coloriam meu mundo – o livro e minha mãe. Mais tarde novos personagens viriam compor meu cenário literário.

Eu não conseguia separá-los. Hoje meu discernimento me faz entender o que me era ininteligível naqueles mágicos encontros. Em minhas memórias, percebo-me livro nas mãos, meu filho ao lado, interesse ímpar pelos textos e gravuras, o que o levariam a cultivar o gosto pela pesquisa e leitura, num futuro breve.

Minha neta, olhar vivo, raciocínio rápido nos seus dois anos, livro nas mãos e um futuro brilhante; páginas em branco alinhavadas pela avó que cenas registram – na mente e nas linhas.

E os cenários se misturam. Passado e presente se intercalam e posso sair de uma cena e adentrar outra numa singular intimidade, aquela que as palavras nos proporcionam e juntos, lado a lado, o pensador que escreve o segundo ato da minha criação literária, sussurra-me aos ouvidos:

"Quando abro um livro, vislumbro um horizonte, onde as ideias brilhantes despontam como o sol, detrás das montanhas!" (Elanklever)

E – como o pensador que me fala – ideias brilhantes, despontando por entre as montanhas, por entre as linhas - começo a vislumbrar. Logo me aposso da linha imaginária que me leva, com asas de águia, rumo ao vento a compor um capítulo do nosso livro, aquele que está sendo escrito a quatro mãos todos os dias, entre os personagens centrais e co-adjuvantes que contracenam o teatro da vida.

Agora, as lembranças saem do virtual e no cenário real podemos em uníssono declarar:

_ O livro somos nós!

Inajá Martins de Almeida
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Os trechos entre aspas são do autor e pensador Elvio Antunes de Arruda (Elanklever) – do livro “Definições reflexivas II: grandes detalhes. Edição 2009.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MINHA VIDA É UM LIVRO - Elanklever


Obrigada leitores. 
Alcançamos a marca das 30.000 visitas. 
Quero presentear a todos com uma frase muito significativa para mim. 
Talvez a mais significativa de todas porque a vi nascer através das mãos do autor. 
Também porque posso me sentir parte integrante dessas páginas, as quais estão sendo tecidas dia após dia, mudando a história de nossas vidas. 
Apreciem!

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arte e postagem :  Inajá Martins de Almeida
São Carlos - 29/11/2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PALAVRAS AO VENTO

"As palavras são para lavrar a mente, colher fruto, replantar semente" - Elanklever


São palavras que se lançam ao vento
por um pouco de paz.
São notas soltas 
que soam no ar.


Tela em acrílico de Elvio Antunes de Arruda para Inajá
23/09/2011
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Valsa Rosa - uma das mais lindas do cancioneiro popular brasileiro, na interpretação de José Antunes de Arruda ao bandolim.



Retalhos inesquecíveis a quatro mãos fazem toda a diferença numa vida em que os pontos são unidos todos os dias em uníssono.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

NOTAS AO VENTO - colheita do tempo


Notas ao vento
colheita do tempo,
se senta na roda
e canta um canto;
nos versos a rima,
se faz presente.


Tela em acrílico por Elvio Antunes de Arruda
Notas ao vento 
dedicadas a Inajá na colheita do tempo 
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Colheita do tempo,
na roda se senta
e o canto que canta,
nos versos da rima
ecoa na mente:
notas ao vento.

Sentado na roda,
o canto se encanta,
com os versos que a rima
produz ardentemente,
enquanto notas ao vento
Faz a colheita do tempo.

O canto que a voz levanta,
exalta  versos dentro da rima;
entoa canção – delicadamente.
Acalanto a embalar notas ao vento:
colheita que o tempo,
a roda levanta.


Assim segue apaixonadamente
as notas, compondo o vento;
na pauta –  colheita do tempo.
A roda roda e esquenta,
o canto que acalenta
estrofes, versos e rimas

Nos versos a rima,
canções fielmente
repica, notas ao vento;
de uma vida – colheita do tempo.
E quem na roda se senta,
logo um canto canta.




E nas notas o vento,
colheita conta tempo.
A roda viva grita
– Palmeira! O canto canta:
ramo, remo, rima, Roma, ruma, versos
Se põe a contar, generosamente... “sessenta”.

versos de Inajá Martins de Almeida

sexta-feira, 25 de março de 2011

LIVROS SOBRE A MESA

“A expressão depende da impressão”. Elanklever


Livros sobre a mesa - Tela em acrílico de Elvio Antunes de Arruda - 2007

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"O melhor livro que li foi aquele que me levou ao aprendizado da leitura, quanto aos outros, apenas continuariam a me ensinar, embora nem todos cumpram tal objetivo."  Elanklever