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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

MUSICOTERAPIA CLÍNICA - 16 ANOS







Captura telas/Postagem: Inajá Martins de Almeida


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MODERNIDADE LÍQUIDA


Inajá Martins de Almeida - Bibliotecária/Documentalista/Escritora

 

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 “O velho limite sagrado entre o horário de trabalho e o tempo pessoal desapareceu.

Estamos permanentemente disponíveis, sempre no posto de trabalho”

Zygmunt Bauman – 1925-2017

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Um dos maiores pensadores do século XX, Zygmunt Bauman (1925-2017), sociólogo e filósofo polonês, alertava-nos para uma “Modernidade Líquida”, em que tudo era imediatismo e fluídico. Nada era para sempre: relações sociais, familiares.

Realmente estamos presenciando essa realidade em dias atuais: a correria desenfreada, o celular a se comportar indispensável, permanentemente às mãos, olhares fixos a percorrerem telas, respostas breves, leituras fracionadas, acúmulo de informação que logo se dilui ante a próxima tela. O tempo pessoal, encontros familiares, roda de amigos, a cederem lugar ao virtual – conversas monossilábicas, figurinhas, dedinhos, tornaram a gramática dispensável.

Percebe-se, então, que o sagrado horário de trabalho, extrapolou o tempo real, capturou o sentir profissional, privou o social e familiar, quantas vezes. Em contrapartida, a tecnologia, a qual facultou facilidades, democratizou a informação, derrubou barreiras, gerou pontes de oportunidades, encurtou fronteiras, aproximou nações, povos e línguas, distanciou afetos, privou diálogos, fez com que o tempo pessoal se enredasse no tempo e espaço. A cultura do não ter tempo, estar sempre ocupado e ocupando-se com algo, tornou-se a tônica para um distanciar, ante o imediatismo líquido.

O pós Grande Guerra Mundial, que proporcionou avanço inimaginável em todas as áreas do conhecimento humano, consigo permitiu adentrar uma modernidade líquida, a qual segue galopante entre o virtual e o real. Milênios, séculos, décadas, anos, meses e dias, que os percebíamos morosos entre afazeres, em dias atuais, tornaram-se breves, fluídicos, a escaparem do nosso controle.

A própria informação cíclica, que a entendemos desde a oralidade, a escrita, a percorrer tempo e espaço, degrau por degrau, numa contagem numérica, alcançar a invenção do papel e a imprensa, a qual já se mostrava promissora para um futuro que ainda não se podia prever “- livros, livros à mão cheia que fazem o povo pensar” -  passa a galgar patamares geométricos, domina o conhecimento, que se fraciona cada vez mais, limita áreas de atuação. Informação e conhecimento se rendem ao avanço tecnológico, numa sociedade cada vez mais fluídica, numa era em que inteligência se torna cada vez mais artificial.

Mas... tempos modernos nos convidam a participar das inovações e, a elas, muitos de nós correspondem, pois que o tempo não para e, ante aos avanços tecnológicos nossos anseios se rendem.

Porém, a questão é:

- Será que estamos sempre disponíveis para o trabalho e indisponíveis à convivências, telefonemas, abraços apertados, visitas esperadas e aguardadas?

- Será que não é possível colocar limites ao nosso horário profissional em detrimento ao pessoal?

- Seria mesmo possível nosso tempo pessoal desaparecer, ou apenas um subterfúgio numa modernidade cada vez mais fluídica, imediatista? 

- Seria esse tempo moderno tão fluídico assim, ao ponto de nos amoldar em horas intermináveis de trabalho, quando há leis que o regem?

Bom... Imagino caso a ser pensado. Bauman partiu, mas deixou-nos legado de sua vasta existência para que não perdêssemos “a arte das relações sociais e da amizade”.

A mim, não compete elencar um tratado, apenas levantar ponto de vista pessoal, decorrente de leituras e anotações em diários. A cada um de nós, contudo, a reticência ante reflexões.

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https://heyzine.com/flip-book/4231bde5c1.html - acesse




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 Inajá Martins de Almeida

Formada em Biblioteconomia e Documentação e Biblioterapia, partícipe das antologias: Ponto & Vírgula edição nº 13 - 2018 e da VII edição da CPERP - 2026; organizadora e coautora do Álbum das Bandas de Araras – documentário histórico. Criadora e mantenedora de blogs; nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com; blog-inaja.blogspot.com; oatodeler.blogspot.com; encontrosdepalavras.blogspot.com – dentre outros   

Participou de projetos ousados de criação de bibliotecas, durante feiras do livro em Ribeirão Preto – 2001/2009, além de atuar em bibliotecas, empresariais, públicas e universitárias.

 

Contato: inaja2010@gmail.com

Rede social: @inaja.martinsdealmeida

Facebook: inajamartinsdealmeida 



 


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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

TODA ARMA FORJADA NÃO PREVALECERÁ

Dia 4 de outubro de 2026 entrará para a história com fatos inéditos. Minhas décadas, jamais me permitiram encontrar tema que marcasse tanto quanto este que agora referencio.


Um homem isolado da comunicação, preso, incomunicável, injustamente afastado de qualquer atividade familiar, social, mas capaz de levantar povos e nações. 

Um homem que durante o exercício do seu mandato presidencial - 2019/2023 - recebera sanções por parte do executivo, legislativo e  judiciário, estivera em meio a crise epidêmica que ceifou milhões de pessoas no mundo, mesmo assim, equilibrou a balança econômica, favoreceu os que necessitavam estar afastados do trabalho, com auxílios emergenciais. Tantos outros pontos a serem levantados, mas que, para muitos, pouco significado permaneceu na memória. 

Um homem irreverente no falar, mas que se tornou símbolo de resistência, ante um sistema camuflado de falsa democracia. 

Um homem que colocava Deus acima de todas as coisas, a Pátria e a Família. e foram estes que lhe corresponderam em resposta. 

Um homem que sobrevivendo a um atentado à facada, tornando a saúde debilitada, recebendo cuidados contínuos, demonstrou a força dos que não se curvo, mesmo diante à dor.

Um homem que agregou e entendeu que

"Melhor é serem dois do que um... porque se caírem, um levanta o companheiro... se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão;  o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade... "  - Eclesiastes 4:9-12 

E, ainda que a última palavra não tenha sido dada - temos de retornar às urnas no dia 25 de outubro próximo - nosso País não tem um presidente a altura dos nossos anseios, as urnas neste domingo, 4 de outubro, demonstraram o quanto se resistiu ao mal e, os quatro cantos da nação deu resposta às injustiças cometidas nesses últimos anos - prisões indevidas, inocentes a perderem vida e saúde em cárceres. 

Família em peso se uniu em registro de protesto e foram para cima da forma como sabem fazer - elegante, com inteligência, união, serenidade, competência. Filhos, irmão, esposa, ex esposa, amigos, todos irmanados num só propósito, a demonstrarem indignação através das urnas. E a Nação venceu de forma unânime: Senado, Câmaras Estaduais e Federais, Governadores.

Ainda falta alguns passos a percorrer, mas a ideia de coesão demonstra uma Nação forte, aplaudida por olhares externos, porque é a Palavra que nos alimenta e bem o sabemos que:

"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR..." - Isaías 54:17


Ainda iremos escrever muitos capítulos nesta história que apenas está em seus preâmbulos. Muitas páginas ainda estão por vir. 

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captura de foto : instagram @flaviobolsonaroap 

texto/postagem foto por: Inajá Martins de Almeida



quinta-feira, 23 de julho de 2026

MÚLTIPLAS VIDAS EM MIM

 "Dentro de cada homem habitam múltiplos homens e, cada um, além de ser único, é, ou pode ser, muitos outros". Jorge Luiz Borges

in "O olhar de Borges - por Solange Fernandes Ordonez, pág. 70

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    MÚLTIPLAS VIDAS EM MIM


Lugares inesquecíveis me vem à memória,

Poema, dentro de mim, desperta

Caminhos trilhados à contar história;

Outono da vida – a mente se põe em alerta.

 

Entre cismares, sigo pegadas

Passado distante, me traz presente,

E, nos escaninhos de lembranças passadas

Personagens memoráveis, gritam: _ presente!

 

E penso: múltiplas vidas em mim:

Mudanças, momentos para trás deixados;

Marcas de experiências, histórias sem fim –

Lugares, amigos, quantos desconectados.

 

E, como nos diários que escrevo

As linhas me impulsionam avante

E personagens que nas linhas revejo

Retornam ao palco num sonho inebriante

 

Enquanto me constroem, múltiplas vidas –

Momento a momento, passo a passo –

Experiências no caminho recolhidas

Resultam estopim ao poema que faço


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A inspiração me veio quando o grupo dos poetas de Ribeirão Preto, trouxeram o desafio da letra da canção de Rita Lee - Minha Vida - a qual deixo a seguir para apreciação.

Logo as linhas me foram favoráveis às experiências, as quais me são significativas

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MINHA VIDA – RITA LEE

 

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei

 

Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais

 

Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV

 

Personagens do meu livro de memórias
Que um dia rasguei do meu cartaz
Entre todas as novelas e romances
De você me lembro mais

 

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais

https://www.youtube.com/watch?v=ImKODXtNK4g


quinta-feira, 30 de abril de 2026

MOMENTOS INESQUECÍVEIS O MAR NOS PROPORCIONA

 MAR DIVINO MAR 

                                              por Inajá Martins de Almeida


Tal poeta que canta,

em poemas, as praias,

oh!mar - abril me sorri -

suas águas cristalinas

me fazem repousar.


Os pés pisando areia

as entranhas

transbordam paz.


De Ti, a observar

universo contagiante

ventura a me alcançar.


Venturosa sonho e, sonhando

minh'alma se inebria

à Sua majestade.


Emocionada me prostro 

à magnanimidade do 

CRIADOR!


Oh! Mar 

Divino Mar 


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fotos por Marilene Dantas
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Amizade virtual é possível sim. 
Marilene Dantas - escritora - as linhas nos encontraram e puderam escrever uma linda história. Amizade que nos acompanha por uma década. O encontro feliz, o abraço apertado, cúmplices da alegria do momento. Laços afetivos que se criou e se fortaleceu.     


fotos por Marilene Dantas
Santos - Hotel Parque Balneário - Praia do Gonzaga - 22 à 24/4/2026 
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A prima Matilde, companheira de viagem. Momentos singulares no espaço maravilhoso do hotel, na areia da praia, na água salgada do mar. Lembranças que marcaram divisor de águas, entre a expectativa da chegada e o deslumbrar da imagem que permanecerá da magnitude de Deus, no vai e vem ritmado das ondas calmas do imenso mar, aberto a nós.

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Viagens nos fazem repousar, repensar nossa jornada multiplicada em décadas. 
Ainda que breve, a sensação da paisagem, cortada por entre o verde da floresta tropical, o azul cintilante do céu, a nos brindar com seu esplendor, montanhas a demonstrarem postura e rigidez ante sua força descomunal, trajetos se apresentam, ao longo do percurso.
Vez ou outra, túneis invadem pedras milenares, geradas cautelosamente pela mão imperiosa do Criador, agora recortadas pela engenharia de homens, que se arriscam à encurtar caminhos sobre a serra para o mar. 
Sobre asfalto, rodas deslisam para o mar, enquanto janelas proporcionam o estase da paisagem que segue - em cada pedacinho surpresa se apresenta à olhos atentos. Entre janelas me encontro, atenta a tudo absorver.


Mar... Divino mar, deixa-se contemplar, navegar, quando a mente divaga e retorna aos séculos em que olhos deslumbrados puderam contemplar suas águas cristalinas, em meio a natureza nativa, onde a mão do homem, ainda, não pudera modificar, com monumentos verticais, toda costa praiana.
Mar, divino mar. 
Penso nos desbravadores que aqui fizeram pouso, modificaram cenários paisagísticos, apropriaram-se de sua riqueza, praticaram comércio exacerbado. 
Mar, divino mar, a tudo observa e ainda nos dá o privilégio de podermos usufruir de suas cálidas águas, quando nossos pés se põe a caminhar por entre o vai e vem de suas ondas.
Mar, divino mar, essas linhas representam o sentimento de gratidão que meu peito invade, pelo tempo possível junto a ti.
Mar, divino mar, grata por me proporcionar esse vislumbre.
Realmente, tal qual o poeta do mar, Vicente de Carvalho, em poema canta sua data natal - abril me sorriu.

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domingo, 25 de maio de 2025

DE REPENTE


 
De repente, uma viagem nos motiva, faz o tempo parar, dá-nos fôlego, visão de que há um tempo de refrigério, de não fazer nada - curtir a paisagem, o percurso, as pessoas que nos cercam de carinho.

De repente, um dia apenas, nos faz refletir a possibilidade em apenas nos dar o descanso necessário possível - a oportunidade de esvaziar a mente, o dia atarefado, o quarto fechado, armários abarrotados de saudade, de memórias passadas.

De repente, nos damos conta de que o armário espaçoso já não preenche o vazio da alma, que clama presença, numa ausência que se estende, palavras não ditas, silêncios conturbados. 

De repente, o armário se torna peça desnecessária - objetos que não mais cumprem sua utilidade, aos poucos vão se tornando estranhos - roupas em cabides, gradativamente envelhecem sem uso, postergado para algum momento especial que jamais chega.

De repente, o tempo passa - dia após dia. O peso se torna insustentável e o corpo clama alívio - basta!

É quando, de repente, as gavetas se abrem, objetos, roupas, lembranças esquecidas, memórias rotas, são retiradas e a consciência vai se esvaziando de pesos mortos. A alma se transforma, o passado se reescreve.

E, quando de repente os espaços se reorganizam, os vazios se dão conta de que é possível o tempo fluir de presente, as gavetas se encherem de novos sonhos e esperanças, ante a perspectiva de que em cada espaço esvaziado de passado, que se permitiu estancar, a vida fluir leve, porque a história, agora, é decisão de deixar partir o que nos aprisionou por tanto tempo, possível apenas num de repente, quando uma viagem nos permite olhar além da janela do quarto.

Porque, somente quando se permite alongar horizontes, sair das quatro paredes de um quarto, reorganizar o interior e se perceber em um novo recomeço, através do que já não se torna mais necessário, é que se começa a viver uma nova etapa da vida, aquela somente alcançada, quando de repente, uma viagem, o simples passeio, torna possível o que em longa jornada se julgava impossível, porque num repente, os olhos passam a observar o clamor da alma a pedir por espaço.  


Texto de Inajá Martins de Almeida

    

quinta-feira, 1 de maio de 2025

POR QUE NÃO COSTURAR O TEMPO

 Sempre encontros perseguem quem os possam encontrar, quando a mente se predispõe aos tais. 

Poemas que se escrevem, através de mãos desconhecidas, mas que se permitem reescrever. 

Mãos talentosas que se esmeram em bordar amigos, amantes, pessoas inesquecíveis. 

Passado que requer novas linhas. Espaços em aberto a recriar cenas, desvendar segredos em baús acalentados. 

Linhas que perseguem, ávidas por novas construções, novos bordados.

 Retalhos entre sonhos de memórias, quiçá esquecidas, que se refaz ante a perspectiva do encontro feliz entre linhas, esculpidas no anonimato do autor, mas que, neste agora encontram eco nas linhas da poetisa que se apresenta.

Ao autor desconhecido, o agradecimento pela ideia imaginária, para que novas linhas viessem costurar retalhos para a composição das páginas deste blog. 


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Imagens e poema retirado do facebook poesia-me

acrescido do poema da autora Inajá Martins de Almeida


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domingo, 29 de dezembro de 2024

CHEGA DE BAGAGEM PESADA

reflexão por Inajá Martins de Almeida


Quantas vezes a jornada nos impõe bagagens que nem ao menos supomos leves ou pesadas; só o saberemos quando o avançar nos cobra, quando uma mensagem nos encontra e nos diz aquilo que não tínhamos coragem de dizer, aquilo que o cansaço nos imputa pesos desnecessários. 

Cora Coralina já se expressara de que não queria mais bagagens pesadas, só aquilo que conseguisse carregar, agora, Caio nos alerta sobre pesos e dores desnecessários.

O findar do ano de 2024 se aproxima. Horas derradeiras conclamam novas metas, novos rumos, novas perspectivas. Momento de esvaziar malas, limpar armários, lançar para fora papéis velhos, ressignificar novos. Roupas rotas, amassadas, desconfiguradas, possivelmente encontrarão novas moradas, exercerão novos papéis. 

O caderno apresenta páginas em branco para serem utilizadas com novas possibilidades, amigos que possam ser alcançados durante a trajetória futura. 

Eis que estou aqui a planejar minha rota para 2025, onde não haja pesos e, se houver, que o vento leve, pois que não tenho tanto tempo mais para fardos desnecessários, falas que não possam corresponder aos anseios da leveza.

Esvaziei a mala do passado. Apenas o aprendizado permaneceu, dores, lágrimas, fugas, distâncias e tudo o que corroeu o coração, foi deixado para traz, agora só o vislumbre do novo que possa agregar situações novas, sonhos, realizações.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

LIGUE-ME QUANDO QUISER

 Reflexão por Inajá Martins de Almeida


Encontros expressam o que a alma, nem sempre, consegue colocar em palavras.

O grande escritor José Saramago, se vê a imaginar o gosto de uma ligação, gesto tão simples, mas que consigo pode acarretar falta de interesse, quem sabe.

Mas... Será que esse mesmo desejo pode nos alcançar também? 

Sem dúvida! 

Horas a imaginar o toque suave do chamado. O alô do outro lado a questionar - como vai? O som abafado da voz, aos sussurros embargados, enclausurado, num corpo  a ansiar pelo abraço, pelo aperto de mãos que, a muito, se tornou frio, vazio do aconchego de outrora. Uma comunicação suspensa, pela longa ausência de palavras, de como vai... de trocas de vivências que a muito não se faz interessante e necessária, para um dos lados; com certeza aquele que ávido espera pacientemente.

Motivos para tal, qual necessidade teria? Questões que se fazem prementes quando da ausência demorada, dos dias que seguem silentes. Natal, aniversário, dias especiais. Não haveria obrigatoriedade, apenas o saber ser lembrado, o coração já saltaria em palpitação acelerada, o rosto resplandeceria de alegria a se tornar visível. 

Seria essa espera exigir o impossível? Seria um gesto simples e tão pequeno de acionar o número registrado no celular, o não fazer? Seria pois descaso, desconexão com um passado tão significativo para ambos? Seria, pois, possível romper um laço que se formou através de um cordão, de um DNA? 

Mas, ainda que possa aparentar um gesto apenas obrigatório, já bastaria para que o coração de uma mãe, de um pai, tornasse a palpitar com alegria infinita. Gesto de caridade até, de bondade, de empatia.

Saramago entendeu a complexidade da comunicação. Não exigiu a aparência, a sede, ou até a invenção do que não existe.

Mas... como tempos fluídicos, em que o fio cibernético abrevia distâncias, o desejo de se fazer presente, de poder estar próximo, quiçá, na maioria das vezes, inexiste.  

Que pena que o ligue-me quando quiser, pode ocorrer tardiamente, quando já não se espera mais. 


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Breve reflexão neste findar de Natal/2024
Ano Novo se aproxima. Novas perspectivas de renovo. Novas expectativas que almejam respostas, novas páginas por serem escritas. 


quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

UMA JANELA PARA O HORIZONTE

por Inajá Martins de Almeida


A janela aberta, reflete a alma da poeta que se inspira na paisagem bucólica.

Flores respiram a natureza que se mantém agradecida ao Criador.

Mesa, cadeiras postas, vasos e suas flores radiosas em tom rosa, alegram o ambiente que aguarda aqueles que nem sempre vem.

É Natal. Os sinos tocam. A mesa aguarda silente. As cadeiras vazias descansam. A janela se mantém aberta ao horizonte que espera pacientemente.

Mas... porque é Natal, os sinos replicam sem parar o som melodioso do Universo. As montanhas se elevam aos céus em agradecimento, majestosas, suntuosas pela magnanimidade do Eterno.

E é Natal. Mais um Natal. Mais uma esperança que se perde no horizonte. Mais um alô que não chega. Mais uma expectativa que se frustra. Mais uma cadeira a se manter vazia.

Mas... Como é Natal, renovo, esperança se multiplicam no aguardo de que o Natal vindouro possa preencher vazios, concluir capítulos inacabados, resolver situações não resolvidas. 

Porque, acima de tudo, o Natal consigo traz a certeza de que o Salvador se fez menino e, a todos deixou a mensagem de que, ainda que se ande pelo vale da sombra da morte, ainda que a tristeza e o choro possam durar uma noite, que não se turbem os corações.

Este é o sentido e o espírito do Natal - a certeza de que há um caminho, uma verdade e uma vida que se pode seguir, sempre. 
       


terça-feira, 25 de junho de 2024

VII GRANDES MULHERES NA LITERATURA - Casa do Poeta de Ribeirão Preto

 

VII GRANDES MULHERES NA LITERATURA - Casa do Poeta de Ribeirão Preto



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Sobrinhos presentes. Alegria contagiante em cada olhar. Família - ainda que impossibilitados de comparecer o filho, nora e neta, e a prima sempre presente - a prestigiar o momento tão expressivo e marcante que permanecerá em minha memória, nas fotos e neste blog. Sensação imemorável de comoção e emoção.l



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Singela homenagem pude ser agraciada, através da minha grande amiga e querida Maris Ester Souza e os amigos da Casa do Poeta de Ribeirão Preto. 

No ar, forte comoção invade o ambiente. Rostos vibrantes. Alegria contagiante. Falas expressivas dedicadas a todas as doze participantes desta VII edição das GRANDES MULHERES NA LITERATURA.

As fotos demonstram cada situação, cada momento que se multiplica em expectativa, aplausos, abraços.



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Estar ao lado de grandes expressões da vida literária, me foi de grande emoção e comoção, pois que se escrevo que entre livros nasci, entre livros me criei, entre livros me formei, posso agora, sair dos bastidores e me aventurar a me tornar livro também. Esta é a meta: ser livro 


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O facebook replica fotos, mensagens acaloradas. Esta, Galeno Amorim faz menção ao trabalho de todas as participantes, tanto as escritoras expressivas, quanto aquelas que, nos bastidores podem alavancar o universo literário através de seus trabalhos, dons e talentos.



O diploma, a mim conferido, pode representar o ser, estar e o fazer bibliotecária, profissão esta que me chegou através da opção, paixão e convicção, como gosto de referenciar minha escolha.

Assim é que, neste dia, estar ao lado de grandes expressões na literatura e das artes, poder ser ativista cultural, como bibliotecária, quando o passado me possibilitou a oportunidade de participar de projeto ousado sob o inspiração e comando do então Secretário da Cultura Galeno Amorim -  Ribeirão das Letras - Projeto Bibliotecas -  na criação de oitenta bibliotecas num período entre 2000 à 2004, representa o reconhecimento de um trabalho de dedicação em atividades diversas dentro da área da Biblioteconomia e Documentação, título este que me representa e me representará para sempre.   

A gratidão aflora meu ser em sua plenitude. 
Gratidão aos amigos que fizeram parte dessa jornada entre linhas e livros.
Gratidão pelos amigos que permaneceram fiéis, ainda que distante no tempo e espaço.
Gratidão pelo retorno e pela expectativa de que o tempo pode, consigo,  acarretar encontros e linhas a se multiplicarem, pois que a possibilidade assim o permite.
Gratidão a grande amiga que esteve presente nos momentos mais marcantes na construção desse relevante projeto - Maris Ester.
Gratidão e grande respeito ao Galeno Amorim, sempre pontual e deliciado em sua fala encorajadora.
Gratidão a Casa do Poeta e do Escritor, com seus queridos membros; inesquecíveis lembranças de momentos singulares
Enfim, gratidão a uma cidade - Ribeirão Preto - que tão bem me acolheu, e que, por um período de vinte e cinco anos, proporcionou-me rico aprendizado na área escolhida, assim como, me deu a oportunidade em transitar entre a arte em suas expressões magnas: literatura, música, teatro, pintura, dança.
Ademais, gratidão pela oportunidade, também de, ao estar entre livros e linhas, aventurar-me na escrita, pois que percebi que já não mais me basta o estar entre livros nas estantes, participar de todo processo técnico, mas entender que as linhas me requerem linhas que, se transformam em textos, blogs e livros. O primeiro já está editado - Álbum das Bandas de Araras - e outros, nos bastidores, clamam por edição.

Assim é que a responsabilidade do diploma outorgado, a menção de ser ativista cultural e bibliotecária, a partir deste momento, abre-me imenso leque em perspectiva e oportunidade, as quais estou a levar avante.

Gratidão eterna, por este momento tão marcante em minha jornada.

Gratidão eterna aos meus pais que tão bem souberam me conduzir às linhas e letras, para que eu pudesse chegar até aqui.

Gratidão a Deus que tão bem sabe o propósito de nossos corações, levando-me a seguir avante nesta jornada que se estende em sete décadas, com a perspectiva e prerrogativa de alguns anos a mais.