Captura telas/Postagem: Inajá Martins de Almeida
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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".
Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”
"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".
Inajá Martins de Almeida
assim...
"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)
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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”
Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)
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Inajá Martins de Almeida - Bibliotecária/Documentalista/Escritora
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Estamos permanentemente disponíveis, sempre no
posto de trabalho”
Zygmunt Bauman – 1925-2017
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Um dos maiores pensadores do século XX, Zygmunt Bauman (1925-2017),
sociólogo e filósofo polonês, alertava-nos para uma “Modernidade Líquida”, em
que tudo era imediatismo e fluídico. Nada era para sempre: relações sociais,
familiares.
Realmente estamos presenciando essa realidade em dias atuais: a correria
desenfreada, o celular a se comportar indispensável, permanentemente às mãos,
olhares fixos a percorrerem telas, respostas breves, leituras fracionadas,
acúmulo de informação que logo se dilui ante a próxima tela. O tempo pessoal,
encontros familiares, roda de amigos, a cederem lugar ao virtual – conversas
monossilábicas, figurinhas, dedinhos, tornaram a gramática dispensável.
Percebe-se, então, que o sagrado horário de trabalho, extrapolou o tempo
real, capturou o sentir profissional, privou o social e familiar, quantas
vezes. Em contrapartida, a tecnologia, a qual facultou facilidades,
democratizou a informação, derrubou barreiras, gerou pontes de oportunidades, encurtou
fronteiras, aproximou nações, povos e línguas, distanciou afetos, privou diálogos,
fez com que o tempo pessoal se enredasse no tempo e espaço. A cultura do não
ter tempo, estar sempre ocupado e ocupando-se com algo, tornou-se a tônica para
um distanciar, ante o imediatismo líquido.
O pós Grande Guerra Mundial, que proporcionou avanço inimaginável em
todas as áreas do conhecimento humano, consigo permitiu adentrar uma modernidade
líquida, a qual segue galopante entre o virtual e o real. Milênios, séculos,
décadas, anos, meses e dias, que os percebíamos morosos entre afazeres, em dias
atuais, tornaram-se breves, fluídicos, a escaparem do nosso controle.
A própria informação cíclica, que a entendemos desde a oralidade, a escrita,
a percorrer tempo e espaço, degrau por degrau, numa contagem numérica, alcançar
a invenção do papel e a imprensa, a qual já se mostrava promissora para um
futuro que ainda não se podia prever “- livros, livros à mão cheia que fazem o
povo pensar” - passa a galgar patamares
geométricos, domina o conhecimento, que se fraciona cada vez mais, limita áreas
de atuação. Informação e conhecimento se rendem ao avanço tecnológico, numa
sociedade cada vez mais fluídica, numa era em que inteligência se torna cada
vez mais artificial.
Mas... tempos modernos nos convidam a participar das inovações e, a
elas, muitos de nós correspondem, pois que o tempo não para e, ante aos avanços
tecnológicos nossos anseios se rendem.
Porém, a questão é:
- Será que estamos sempre disponíveis para o trabalho e indisponíveis à convivências,
telefonemas, abraços apertados, visitas esperadas e aguardadas?
- Será que não é possível colocar limites ao nosso horário profissional em
detrimento ao pessoal?
- Seria mesmo possível nosso tempo pessoal desaparecer, ou apenas um
subterfúgio numa modernidade cada vez mais fluídica, imediatista?
- Seria esse tempo moderno tão fluídico assim, ao ponto de nos amoldar
em horas intermináveis de trabalho, quando há leis que o regem?
Bom... Imagino caso a ser pensado. Bauman partiu, mas deixou-nos legado
de sua vasta existência para que não perdêssemos “a arte das relações sociais e
da amizade”.
A mim, não compete elencar um tratado, apenas levantar ponto de vista
pessoal, decorrente de leituras e anotações em diários. A cada um de nós,
contudo, a reticência ante reflexões.
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https://heyzine.com/flip-book/4231bde5c1.html - acesse
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Inajá Martins de Almeida
Formada em Biblioteconomia e Documentação e
Biblioterapia, partícipe das antologias: Ponto & Vírgula edição nº 13 -
2018 e da VII edição da CPERP - 2026; organizadora e coautora do Álbum das
Bandas de Araras – documentário histórico. Criadora e mantenedora de blogs;
nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com; blog-inaja.blogspot.com;
oatodeler.blogspot.com; encontrosdepalavras.blogspot.com – dentre outros
Participou de projetos ousados de criação de
bibliotecas, durante feiras do livro em Ribeirão Preto – 2001/2009, além de
atuar em bibliotecas, empresariais, públicas e universitárias.
Contato: inaja2010@gmail.com
Rede social: @inaja.martinsdealmeida
Facebook: inajamartinsdealmeida
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Um homem isolado da comunicação, preso, incomunicável, injustamente afastado de qualquer atividade familiar, social, mas capaz de levantar povos e nações.
Um homem que durante o exercício do seu mandato presidencial - 2019/2023 - recebera sanções por parte do executivo, legislativo e judiciário, estivera em meio a crise epidêmica que ceifou milhões de pessoas no mundo, mesmo assim, equilibrou a balança econômica, favoreceu os que necessitavam estar afastados do trabalho, com auxílios emergenciais. Tantos outros pontos a serem levantados, mas que, para muitos, pouco significado permaneceu na memória.
Um homem irreverente no falar, mas que se tornou símbolo de resistência, ante um sistema camuflado de falsa democracia.
Um homem que colocava Deus acima de todas as coisas, a Pátria e a Família. e foram estes que lhe corresponderam em resposta.
Um homem que sobrevivendo a um atentado à facada, tornando a saúde debilitada, recebendo cuidados contínuos, demonstrou a força dos que não se curvo, mesmo diante à dor.
Um homem que agregou e entendeu que
"Melhor é serem dois do que um... porque se caírem, um levanta o companheiro... se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade... " - Eclesiastes 4:9-12
E, ainda que a última palavra não tenha sido dada - temos de retornar às urnas no dia 25 de outubro próximo - nosso País não tem um presidente a altura dos nossos anseios, as urnas neste domingo, 4 de outubro, demonstraram o quanto se resistiu ao mal e, os quatro cantos da nação deu resposta às injustiças cometidas nesses últimos anos - prisões indevidas, inocentes a perderem vida e saúde em cárceres.
Família em peso se uniu em registro de protesto e foram para cima da forma como sabem fazer - elegante, com inteligência, união, serenidade, competência. Filhos, irmão, esposa, ex esposa, amigos, todos irmanados num só propósito, a demonstrarem indignação através das urnas. E a Nação venceu de forma unânime: Senado, Câmaras Estaduais e Federais, Governadores.
Ainda falta alguns passos a percorrer, mas a ideia de coesão demonstra uma Nação forte, aplaudida por olhares externos, porque é a Palavra que nos alimenta e bem o sabemos que:
"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR..." - Isaías 54:17
Ainda iremos escrever muitos capítulos nesta história que apenas está em seus preâmbulos. Muitas páginas ainda estão por vir.
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captura de foto : instagram @flaviobolsonaroap
texto/postagem foto por: Inajá Martins de Almeida
"Dentro de cada homem habitam múltiplos homens e, cada um, além de ser único, é, ou pode ser, muitos outros". Jorge Luiz Borges
in "O olhar de Borges - por Solange Fernandes Ordonez, pág. 70
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MÚLTIPLAS VIDAS EM MIM
Lugares inesquecíveis me vem à memória,
Poema, dentro de mim, desperta
Caminhos trilhados à contar história;
Outono da vida – a mente se põe em alerta.
Entre cismares, sigo pegadas
Passado distante, me traz presente,
E, nos escaninhos de lembranças passadas
Personagens memoráveis, gritam: _ presente!
E penso: múltiplas vidas em mim:
Mudanças, momentos para trás deixados;
Marcas de experiências, histórias sem fim –
Lugares, amigos, quantos desconectados.
E, como nos diários que escrevo
As linhas me impulsionam avante
E personagens que nas linhas revejo
Retornam ao palco num sonho inebriante
Enquanto me constroem, múltiplas vidas –
Momento a momento, passo a passo –
Experiências no caminho recolhidas
Resultam estopim ao poema que faço
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A inspiração me veio quando o grupo dos poetas de Ribeirão Preto, trouxeram o desafio da letra da canção de Rita Lee - Minha Vida - a qual deixo a seguir para apreciação.
Logo as linhas me foram favoráveis às experiências, as quais me são significativas
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MINHA VIDA – RITA LEE
https://www.youtube.com/watch?v=ImKODXtNK4g
MAR DIVINO MAR
por Inajá Martins de Almeida
Tal poeta que canta,
em poemas, as praias,
oh!mar - abril me sorri -
suas águas cristalinas
me fazem repousar.
Os pés pisando areia
as entranhas
transbordam paz.
De Ti, a observar
universo contagiante
ventura a me alcançar.
Venturosa sonho e, sonhando
minh'alma se inebria
à Sua majestade.
Emocionada me prostro
à magnanimidade do
CRIADOR!
Oh! Mar
Divino Mar
De repente, um dia apenas, nos faz refletir a possibilidade em apenas nos dar o descanso necessário possível - a oportunidade de esvaziar a mente, o dia atarefado, o quarto fechado, armários abarrotados de saudade, de memórias passadas.
De repente, nos damos conta de que o armário espaçoso já não preenche o vazio da alma, que clama presença, numa ausência que se estende, palavras não ditas, silêncios conturbados.
De repente, o armário se torna peça desnecessária - objetos que não mais cumprem sua utilidade, aos poucos vão se tornando estranhos - roupas em cabides, gradativamente envelhecem sem uso, postergado para algum momento especial que jamais chega.
De repente, o tempo passa - dia após dia. O peso se torna insustentável e o corpo clama alívio - basta!
É quando, de repente, as gavetas se abrem, objetos, roupas, lembranças esquecidas, memórias rotas, são retiradas e a consciência vai se esvaziando de pesos mortos. A alma se transforma, o passado se reescreve.
E, quando de repente os espaços se reorganizam, os vazios se dão conta de que é possível o tempo fluir de presente, as gavetas se encherem de novos sonhos e esperanças, ante a perspectiva de que em cada espaço esvaziado de passado, que se permitiu estancar, a vida fluir leve, porque a história, agora, é decisão de deixar partir o que nos aprisionou por tanto tempo, possível apenas num de repente, quando uma viagem nos permite olhar além da janela do quarto.
Porque, somente quando se permite alongar horizontes, sair das quatro paredes de um quarto, reorganizar o interior e se perceber em um novo recomeço, através do que já não se torna mais necessário, é que se começa a viver uma nova etapa da vida, aquela somente alcançada, quando de repente, uma viagem, o simples passeio, torna possível o que em longa jornada se julgava impossível, porque num repente, os olhos passam a observar o clamor da alma a pedir por espaço.
Texto de Inajá Martins de Almeida
Sempre encontros perseguem quem os possam encontrar, quando a mente se predispõe aos tais.
Poemas que se escrevem, através de mãos desconhecidas, mas que se permitem reescrever.
Mãos talentosas que se esmeram em bordar amigos, amantes, pessoas inesquecíveis.
Passado que requer novas linhas. Espaços em aberto a recriar cenas, desvendar segredos em baús acalentados.
Linhas que perseguem, ávidas por novas construções, novos bordados.
Retalhos entre sonhos de memórias, quiçá esquecidas, que se refaz ante a perspectiva do encontro feliz entre linhas, esculpidas no anonimato do autor, mas que, neste agora encontram eco nas linhas da poetisa que se apresenta.
Ao autor desconhecido, o agradecimento pela ideia imaginária, para que novas linhas viessem costurar retalhos para a composição das páginas deste blog.
Imagens e poema retirado do facebook poesia-me
acrescido do poema da autora Inajá Martins de Almeida
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reflexão por Inajá Martins de Almeida
Reflexão por Inajá Martins de Almeida
por Inajá Martins de Almeida

Singela homenagem pude ser agraciada, através da minha grande amiga e querida Maris Ester Souza e os amigos da Casa do Poeta de Ribeirão Preto.
No ar, forte comoção invade o ambiente. Rostos vibrantes. Alegria contagiante. Falas expressivas dedicadas a todas as doze participantes desta VII edição das GRANDES MULHERES NA LITERATURA.
As fotos demonstram cada situação, cada momento que se multiplica em expectativa, aplausos, abraços.
Estar ao lado de grandes expressões da vida literária, me foi de grande emoção e comoção, pois que se escrevo que entre livros nasci, entre livros me criei, entre livros me formei, posso agora, sair dos bastidores e me aventurar a me tornar livro também. Esta é a meta: ser livro
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O facebook replica fotos, mensagens acaloradas. Esta, Galeno Amorim faz menção ao trabalho de todas as participantes, tanto as escritoras expressivas, quanto aquelas que, nos bastidores podem alavancar o universo literário através de seus trabalhos, dons e talentos.