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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

MOMENTO PARA NOVAS ROTAS

Texto de Inajá Martins de Almeida


Há momento em que devemos abrir mão das velhas rotas e nos aventurar às novas.

Há momento em que devemos compactuar com a solidão para que palavras amigas possam fluir.

Há momento em que devemos nos distanciar dos tantos mas, das tantas desculpas descabidas, dos deixar para depois e nos aventurar ao agora, ainda que sangrando o coração.

Há momento em que devemos deixar que o verbo flua em nós e se transporte para as linhas do texto e torne público “o poeta fingidor” para que, ainda que fingindo a dor, possa fazer bem ao que lê.

Ao leitor, que ao livro se lança, quer na quietude do lar, numa poltrona à luz da janela, quer nas salas de leituras de uma biblioteca, quer nas praças, acobertado ao frescor das sombras das árvores, quer no aconchego de uma cama quentinha - leitura a dois.   

Há momento sim que devemos nos distanciar das velhas rotas, das linhas escritas nos caminhos de um passado que, embora insista em permanecer, passara.

Há momento em que devemos abrir caminhos às novas rotas, para que as linhas em branco possam ser escritas, ainda que o tempo avançado faça sua conta - é possível o realizar do sonho.

Há momento sim, em que é possível transformar velhas rotas em novas. É possível além do ponto, fazer uma nova leitura, “quando a alma não é pequena”.

Há momento sim, em que é possível tornar-se vitorioso, às novas rotas, ainda que todas as circunstâncias apontem aos desvios das velhas rotas, quando a mente e o coração se percebem abertos às novas rotas.


São Carlos 07/06/2011


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Nesta fria manhã de terça-feira, motivada pelo texto da escritora Rita Elisa Sêda, o qual lera por diversas vezes, calou-me profundamente analisar minhas próprias rotas. 
Caminhos por que passara, 
caminhos por que me aventurara, 
caminhos por que me distanciara.
Eram os caminhos que buscavam novas rotas.
Eram os caminhos que ansiavam o distanciar das velhas rotas.
Era enfim o momento para me aventurar às novas rotas, 
as  que a minha frente se mostravam ávidas por serem vividas.
Obrigada amiga querida por mais este momento.



(clique na foto para visualizá-la aumentada)


http://palavrasdeseda.blogspot.com/