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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CORA CORALINA: raízes de Aninha - Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda

O livro, presente de meu filho nesse domingo (12/09/2010) não poderia ter sido mais maravilhoso. O estar entre livros faz com que essas brilhantes surpresas aconteçam. 

"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça".

Geraldo Eustáquio de Souza


Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, é o exemplo de  mulher guerreira que nos fica e nos impulsiona a conquistar sonhos.


"Poesia para mim é comunicação... é invenção, porque só o gênio cria. Hoje nós temos de achar a poesia na realidade da vida e a vida toda é poesia. Porque onde há vida, há poesia. Poesia para mim é um ato visceral. É um impulso que vem de dentro e, se eu não obedecê-lo, me sinto angustiada".


Cora Coralina pode falar por tantas mulheres - poetisas do cotidiano. Mulheres virtuosas que também retrato em versos. Elas podem ser encontradas em todos os lugares, também na poesia.
Muito de sua obra que ficou no silêncio, aos poucos vai sendo a nós revelada, como a que agora se apresenta. Magnífica formatação, textos ricamente dedicados.


Se Cora Coralina trouxe grande contribuição para a literatura brasileira, o que dizer de Rita Elisa Seda, que tão bem incorporou a personagem, mesclando sua fala às dela, quando então não se percebe quando inicia uma e termina a outra. 


Respondendo a um comentário desta que escreve a escritora Rita Elisa assim se manifesta com relação à sua biografada:


"Quem ama Cora Coralina ama a poesia mais pura, ama a humildade mais sublime, ama a política mais honesta, ama a religiosidade mais santificante e ama a doceira que traduzia em pura magia dos doces glacerados, como se estivessem vitrificados, algo que só o amor pode produzir. Saboreie o livro, ele é destinado aos que amam Cora Coralina". Rita Elisa Seda
http://palavrasdeseda.blogspot.com/


É assim que o texto envolve, do início ao término das suas mais de quatrocentas páginas, as quais vão sendo sorvidas, num gostinho saboroso de querer voltar sempre a leitura, numa nova releitura, quando até se pode ir além do ponto, num novo texto que se inicia na mente dos leitores ( Inajá e Elvio). É amar um pouco mais, adentrar o universo da escritora Cora, através de outra escritora que tão bem incorporou Cora Coralina - Rita Elisa Seda.


Leia magnífica resenha do livro, assim como um comentário desta que escreve, no link : 
http://palavrasdeseda.blogspot.com/2010/07/resenha-de-benilson-toniolo-sobre-o.html


"A máscara lírica Aninha é um resgate da infância vilaboense de Anica, Anoca, ou seja, de Anna Lins dos Guimarães Peixoto – Cora Coralina. Onde ela traduz em poesia suas reminiscências lúdicas, religiosas, normas de educação e estórias.  A semente Aninha foi gerada, germinada e cresceu em Vila Boa de Goyaz, capital da província. Ao sair do estado, rumo ao sul, foi mãe, esposa, avó, jornalista, contista, cronista, poeta, política, religiosa, ambientalista e comerciante. Depois de uma sua odisséia pelo estado de São Paulo retornou para suas raízes".


<  clique para ler a matéria >
 


comentários Inajá Martins de Almeida

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Brito, Clóvis Carvalho e Seda, Rita Elisa.   Cora Coralina: raízes de Aninha  /  Clóvis Carvalho Britto, Rita Elisa Seda.   Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2009.

OS CONTOS - Giuseppe Tomazi di Lampedusa

Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor siciliano, nascido em Palermo em 1896, em sua obra, Os Contos, chama-me atenção especial quando diz ser imprescindível que nossas memórias sejam registradas.

A partir desse momento, torno minhas suas palavras, e passo a perceber e dar importância maior aos fatos cotidianos, que muitas vezes fortuitos foram ao meu olhar. Passo então almejar o registro das cenas presentes com mais assiduidade. Tento resgatar o passado que, gradativamente, vem falar de mim.

Percorrendo locais de sua infância, lugares, a casa natal, por ele desenhada, busca levar o leitor a um cenário bucólico. A aristocracia em que nascera, a qual lhe outorgara o título de conde, já não lhe era mais permitida, posto perdas várias, mas o registro é marcado por uma narrativa contagiante, que nos remete a uma época e lugar não desconhecidos de nós – a velha Europa.

Quantos não percorreram vales e montanhas, rios e desertos áridos em suas vidas. A diferença é que uns deixaram registros outros não. Penso até que Lampedusa estivesse num momento de pura amargura ao escrever as palavras iniciais, com uma frase forte : “ao encontrarmo-nos no declínio da vida”. Talvez até estivesse em sua fase derradeira; penso sim que o declínio não seja o término de sua existência, posto que vem a falecer em 1957 e o livro fora escrito muito antes.

Bem, este é o leitor. Quer adentrar as entrelinhas, os pensamentos do próprio autor. Triste ou não, amargurado pelas adversidades, ou quem sabe... lega-nos uma máxima de uma veracidade inigualável.     

Também imagino o quão benéfico seriam nossas memórias escritas, para que gerações futuras, aquelas que não puderam nos ver, nos conhecer pessoalmente, pudessem saber de nós através das linhas: “o material acumulado...  teria valor inestimável”

Assim, é que a partir daquele momento, daquela leitura, minha vida jamais fora a mesma.


"Ao encontrarmo-nos no declínio da vida , é preciso procurar reunir a maior parte das sensações que perpassaram esse nosso organismo. Poucos conseguirão construir assim uma obra prima (Rousseau, Stendhall, Proust), mas todos deveriam poder preservar, desse modo, algo que sem esse pequeno esforço perderia-se para sempre. Manter um diário ou escrever, em certa idade, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”. (Tomasi di Lampedusa - Os Contos)

comentários de Inajá Martins de Almeida
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Tomasi di Lampedusa, Giuseppe – Os contos  /  Giuseppe Tomasi di Lampedusa; tradução de Loredana de Stauber, ilustrações de Gustavo Rezende.   Berlinds e Vertecchia Editores.   

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CARLOS NEJAR - Feira do Livro Ribeirão Preto

Revendo meus retalhos, encontrei algumas falas do grande poeta Carlos Nejar, quando da realização da 8ª Feira do Livro de Ribeirão Preto no dia 06 de junho de 2008.
Momento magnífico em que Nejar fala sobre sua experiência com a palavra, sob apontamentos desta.

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"Foram as palavras que me começaram. As palavras tem cor, tem brilho e escondem um mundo atrás delas... As vezes não é a inteligência que aprende o sentido das palavras, mas é ele, o sentido, que nos alcançam e nos descobrem. No momento em que designamos a palavra, ela toma um sentido novo".
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"O poema, sobretudo, deve ser dito e eles são feitos para serem lidos em voz alta. É da natureza do poema ser uma voz coletiva, daquele que não pode falar, mas que quer falar, porque a poesia fala por si. O poema se comunica, tem vida própria. Se os poemas não sobreviverem por eles mesmos, não adianta nada eu defendê-los. O poema, muitas vezes é nosso filho, mas outras tantas é nosso pai ".
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"A gente pode ler com paixão e o livro, deve ter a sua própria respiração".
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"Se a gente escreve um livro para mudar uma vida, já valeu tê-lo escrito".
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"As coisas são mágicas, ou nada. Podemos inventar a realidade e nos encantar com ela".
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"A vida é muito maior do que a gente, e o que a gente escreve é muito maior do que a gente é, porque a obra tem de ser maior do que o autor".
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"A arte de resistir é a arte da palavra, porque antes de tudo, é a arte da vida".
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"Percebemos que não podemos deixar a pedra no meio do caminho; temos de removê-la, transformar a pedra em outra realidade".
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"A língua portuguesa é uma ventura de almas".

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(8ª Feira do Livro de Ribeirão Preto 09 de junho de 2008 - Escritor Carlos Nejar - Salão de Idéias. Anotações efetuadas e transcritas pela bibliotecária Inajá Martins de Almeida)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A ARTE DE LER - José Morais

"Os prazeres da leitura são múltiplos. Lemos para saber, para compreender, para refletir. Lemos também pela beleza da linguagem, para a nossa emoção, para a nossa perturbação. Lemos para compartilhar. Lemos para sonhar e para aprender a sonhar".

De onde vêm as dificuldades que uma criança pode encontrar? Afinal O que vem a ser leitura? Como se aprende a ler?

O autor José Morais, de origem portuguesa em cinco capítulos, faz um estudo , apontando suas inquietações e reflexões, numa abordagem científica que leva o leitor a se inteirar do assunto de forma clara, objetiva e acessível. 

comentários Inajá Martins de Almeida

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Morais, José.   A arte de ler   /  José Morais: tradução Álvaro Lorencini  -  São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1996 - (Encyclopaidéia)

RETRATOS DA LEITURA NO BRASIL - Galeno Amorim (org.)

"Contribuição extraordinária para quem tem qualquer tipo de atuação ou responsabilidades em torno da questão do livro e da leitura no País", uma vez que "investigar o comportamento leitor do brasileiro não é tarefa fácil", diz seus autores.

"Retratos de Leituras no Brasil, originado de pesquisa homônima, convida o leitor a refletir sobre os sentidos socioculturais do ato de ler, tanto na história da sociedade brasileira quanto das sociedades, cujo fundamento é o livro".  

Material substancial para se ter um retrato dos livros e da leitura que está sendo desenvolvida no Brasil. Enquanto há pensamentos que querem colocar a leitura em patamares aquém dos reais, o livro aborda um ângulo em que em época alguma se dedicou tantos esforços para promover o livro e a leitura quanto em nosso tempo. 

Bibliotecas são implantadas, livros editados em larga escala e disponibilizados nas mãos de leitores de forma incontável, através quer de ações governamentais, não governamentais, quer particulares, ou até mesmo da própria comunidade.

Retratos da Leitura - retrato de uma nação leitora - mostra que realmente "uma nação se faz com homens e livros" como exortava o inesquecível Monteiro Lobato.

comentários Inajá Martins de Almeida

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Retratos da leitura no Brasil  /  Organizador Galeno Amorim.  - São Paulo: Imprensa Oficial: Instituto Pró-Livro, 2008.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ARTE DE LER - Mortimer J.Adler e Charles Van Doren

Nos vinte e um capítulos que compõe a obra, os autores gravitam nas várias etapas que é necessário percorrer para se chegar ao perfeito entendimento da mensagem contida em todo e qualquer texto. Embora escrito na década de 70, o livro apresenta subsídios interessantíssimos para a atualidade, quando os níveis da leitura são apontados desde antes mesmo da leitura propriamente dita . Do ato a arte, querem os autores demonstrar que à medida em que a leitura vai se aprimorando, os níveis e estágios vão sendo galgados tem o ledor condições de se tornar exigente ao ponto de classificar a leitura, fazer uma radiografia do texto, definir a mensagem do autor, criticar, concordar, ou não, dar uma nova conotação, acrescentar falas ao texto.
Ademais, acrescenta tópicos em que aborda as maneiras de se ler livros de ficção, filosofia, matemática, história e outras áreas por fim a leitura de um mesmo assunto tratada por autores diferentes e o que os bons livros podem fazer por nós.
Do começo ao fim o livro é uma caixa de surpresa. 
Leva-nos ao fantástico universo da leitura em vários ângulos e nos faz querer galgar passos largos.
Leitura essencial.  


comentários Inajá Martins de Almeida

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Adler, Mortimer J.  e  Van Doren, Charles.  A arte de ler.  /  Mortmer J.Adler e Charles Van Doren;  tradução de José Laurenio de Melo.  edição revista e atualizada.   Rio de Janeiro,  Livraria Agir Editora, 1974.

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Veja também

http://escolagermanobrandt.com/todas/dicas-pedagogicas-1-a-arte-de-ler/

POSTADO POR CARLOS FABIANO 0 COMENTÁRIO
Neste ano, daremos início a uma série de postagens com dicas para pais, alunos e membros da comunidade de nossa escola. As postagens serão semanais e abordarão vários temas: educação da imaginação, dicas de estudos, indicação de livros, entre outros.
Para começar, indicamos a excelente obra “A Arte de Ler” (em inglês “How to read a book”), de Mortimer J. Adler, numa primeira edição brasileira da editora Agir, lançada em 1947, com tradução de Inês Fortes de Oliveira. Em 1972, numa edição revista e com participação de Charles Van Doren, o livro foi publicado pela mesma editora Agir, desta vez com tradução de José Laurenio de Melo. Esta versão, com Charles Van Doren, foi também publicada pela editora Guanabara, em 1990, com tradução de Aulyde Soares Rodrigues, e pela editora UniverCidade, em 2000, com tradução de Luciano Trigo, ambas com o título literal de “Como ler um livro”. Todas estas edições são difíceis de encontrar até mesmo em sebos. Todavia, há uma edição mais recente da editora É Realizações intitulada “Como ler livros”, que, embora esgotada, é mais facilmente encontrada em sebos.
Abaixo, comentário de Inajá Martins de Almeida:

“Nos vinte e um capítulos que compõe a obra, os autores gravitam nas várias etapas que é necessário percorrer para se chegar ao perfeito entendimento da mensagem contida em todo e qualquer texto. Embora escrito na década de 70 [em referência à segunda edição da editora Agir], o livro apresenta subsídios interessantíssimos para a atualidade, quando os níveis da leitura são apontados desde antes mesmo da leitura propriamente dita. Do ato a arte, querem os...  continue em ...

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER - Paulo Freire

"Ao ir escrevendo este texto, ia "tomando distância" dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a "leitura" do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da "palavramundo".


http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:YHonIEgRp8YJ:ler-e-escrever.blogspot.com/2007/04/importncia-do-ato-de-ler-de-paulo.html+ler,+escrever+e+contar+inajá+martins+de+almeida&cd=3&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br


E nos encontramos nas palavras do grande educador, quando percebemos que nossos universos se encontram no mesmo patamar. "Lemos" a nossa volta antes mesmo de aprender a ler e escrever e passamos a escrever nossas impressões quando delas nos apossamos. Do virtual passado a realidade se torna iminente e entendemos que foram as folhas das árvores que emitiram os sons para nosso deleite, o trinar dos pássaros a gorjear, a água da cachoeira, os trovões, os raios coloridos riscando o espaço, o arco-iris a brilhar provocando êxtase jamais apagados de nossa memória. 
Assim é a leitura que encanta e se torna vício. Acompanha-nos por toda a existência.


Comentário Inajá Martins de Almeida
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Freire, Paulo.   A importância do ato de ler: em três artigos que se completam  / Paulo Freira.  - São Paulo : Autores Associados: Cortez, 1988.  (Coleção polêmicas do nosso tempo; 4)

sábado, 21 de agosto de 2010

SOBRE LIVROS E LEITORES - Vicente Golfeto

Thomas Mann dizia que “não devemos ler os livros bons porque existem os ótimos”. Tem lógica. Afinal, acompanhar o ritmo do mercado editorial é um anseio impossível, uma frustração permanente que, como a morte, deve ser encarada como uma fatalidade ecumênica.



Toda pessoa que gosta de ler – livros, jornais – quando se trata de livros principalmente, fica ansiosa porque a capacidade de comprar livros, ou de encontrá-los nas bibliotecas, é sempre maior do que o tempo disponível para lê-los. Quando se tem o hábito de formar uma biblioteca particular – dizem que é um hábito já superado, que não existe mais nos dias atuais a não ser como exceção – a ansiedade aumenta. 

Compra-se mais livros do que se lê. E aí, vão-se formando pilhas de livros, que entram numa espécie de lista, de fila de espera.




Quando falo de livro lembro-me sempre do poeta italiano Petrarca, ao dizer que “livros têm levado algumas pessoas ao saber. Outras, à insânia”. 




Esta síntese é-nos aclarada por Manzanaro, o primeiro capo mafioso de Nova Iorque. Isto nos anos loucos; nos anos vinte do século passado, o curto século 20. Ele dizia que “há homens que devem ler e homens que não podem ler”. O que – convenhamos – é uma verdade inegável. 




Os que não podem ler têm, muitas vezes, uma vontade enorme de ler livros. E efetivamente os lêem. Mas, como não têm condições intelectuais de metabolizar o conhecimento adquirido, confundem tudo. Ficam muitas vezes revoltados. Quando são professores não transmitem conhecimento. Vomitam-no. Se são jornalistas, idem. 




Algumas pessoas devem utilizar mais músculos do que neurônios. Outras, sim, devem se valer mais dos neurônios. As primeiras não podem ler. Devem ser desaconselhadas a tal. Tornam-se infelizes. As outras devem ser estimuladas. Mas não se fala porque “a verdade deve se subordinar ao amor”, como nos ensina Paulo numa de suas epístolas.

VICENTE GOLFETO – jornal A Cidade / 5/3/2008 – Ribeirão Preto

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Para Francis Bacon "certos livros devem ser lidos, outros engolidos e uns poucos mastigados e digeridos", justamente pensando, creio eu, que há diversidade de livros, escritores e leitores, razão por que 
Ranganathan o ilustre bibliotecário hindu na segunda década  do século passado, construía suas cinco leis para a Biblioteconomia, das quais enfatiza que a cada livro seu leitor, a cada leitor seu livro, conhecedor do complexo universo da informação daquele tempo. Hoje as proporções são assustadoras. A disseminação da informação se faz de forma ágil e rápida, mas quanta desinformação! Quanta deformação! O que teria mudado? Como questionava Machado de Assis.
Será que mudou o natal, ou mudei eu!?

comentário Inajá Martins de Almeida 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FRASE SOLTA - Fernando Pessoa

"A literatura é a melhor prova de que a vida não chega."

Fernando Pessoa

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Será que poderíamos dizer mais alguma coisa? Seria fingidor o poeta que se vale da literatura para se eternizar, já que a própria vida não é o suficiente?
Quem dera fôssemos tão fingidores quanto poetas
que dissimulássemos dores e alcançássemos leitores. 

O homem é perene, faz parte do tempo - é temporal
a obra ultrapassa o tempo - é atemporal.

Fernando Pessoa é sempre presente
poeta fingidor nosso presente.

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comentários: Inajá Martins de Almeida

terça-feira, 3 de agosto de 2010

EM BUSCA DA EMPRESA QUÂNTICA - Clemente Nobrega

Estar entre livros nos beneficia promover encontros inesperados, muitas vezes. Foi o que aconteceu comigo e o autor. O primeiro olhar foi para a configuração do livro. A capa, o formato diferenciado. Ali percebi que uma atenção especial fora dada por quem dedicava aquelas páginas (quase quatrocentas) - o autor.
Incrível, sobre modo, pensar num físico atuando na área da administração, do marketing. Mas é o que acontece com o autor. Bem sucedido em todos os seguimentos; melhor ainda, lega-nos vasto texto aplicável a empresa do século XXI, tendo em vista sua atuação numa empresa, que segundo próprias palavras, "tão fora do convencional, que convidou um físico, sem nenhuma experiência em administração, para experimentar uma nova oportunidade de carreira".
A leitura é gratificante e envolvente, pois em muitos momentos, percebemos que estamos nas próprias páginas do livro, como protagonistas. 
Quantos de nós temos uma formação e muitas das vezes passamos a atuar em outras áreas, como desafios surpreendentes.
Declinar todos os tópicos, seria quase que impossível; colocar os mais significativos, todos os são, mas encontro como referência a menção que:
 "o diálogo é a base para a construção de empresas vitoriosas" e acrescenta "Diálogo significa "fluir de significado", e essa é a base para a empresa quântica, porque é o reconhecimento da verdade suprema da lógica da nova ciência de que é da relação que surge o significado".  
Melhor do que se possa escrever sobre o livro e o autor, somente lendo, porque, como diz em palavras próprias:

"Este é um livro ambicioso"





(comentários Inajá Martins de Almeida)
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Nobrega, Clemente.   Em busca da empresa quântica: analogias entre o mundo da ciência e o mundo dos negócios   /  Clemente Nobrega. -  Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. 


terça-feira, 27 de julho de 2010

PLANTAS ABENÇOADAS - José Luis Rabello

Não há como não se encantar com a delicadeza das fotos, o formato do livro, as orientações, o aprendizado. Um verdadeiro passeio pelo campo, em busca da natureza que salva. Plantas medicinais agora ao alcance do leitor. 
Não há como não se envolver com as páginas. Não há como deixar de se irmanar a Zé Mateiro:

"É aqui, no meio do mato, que eu procuro o Pai, que eu me inspiro para iniciar mais um dia. Aqui, é onde fico apreciando a obra de Deus, a natureza, nas suas mais belas e delicadas formas. Fico, aqui, ouvindo o barulho do vento nas árvores, das águas correndo em seu leito e, dos pássaros que cantam e encantam a todos..."

Abençoadas plantas; plantas abençoadas.


(comentários Inajá Martins de Almeida)
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Rabello, José Luis.   Plantas abençoadas.   /  José Luis Rabello: São Carlos, SP: BN, 2009. 

terça-feira, 13 de julho de 2010

O MUNDO DE SOFIA - Jostein Gaarder

"Quem, de três milênios,
Não é capaz de se dar conta
Vive na ignorância, na sombra,
À mercê dos dias, do tempo".


Johann Wolfgang von Goethe


Como uma menina, prestes a completar quinze anos, se envolve numa trama tão fascinante quando passa a receber aulas de filosofia através de estranhas correspondências?
É possível nos admirarmos com as coisas que nos rodeiam?
Será que é mais inteligente aquele que sabe que não sabe? 
Os questionamentos não apenas envolvem a personagem, como seus leitores também, através daqueles bilhetes contagiantes, daqueles textos tão bem formatados e explicativos dum tempo remoto que a história conta e que marcas significativas deixaram. 
O mundo da filosofia, sua história, seus filósofos marcantes e intrigantes, dos pré-socráticos até a modernidade é uma verdadeira epopéia de fatos, acontecimentos, personagens brilhantes que fazem com que adentremos a história e busquemos subsídios para que o conhecimento ali adquirido possa ser ampliado, através de leituras paralelas. 
Platão com seu mundo das idéias traz uma nova expressão para esta que escreve e que encontra um fundamento cabível e excepcional nas palavras tão bem escritas pelo autor. 
"O anseio de retornar à verdadeira morada da alma. Platão denominava este anseio, esta saudade, de eros, que significa amor... Nas asas do amor, a alma deseja voar "de volta para casa", para o mundo das idéias. Ela quer se libertar do cárcere do corpo", encontra eco dentro de mim, quando vez ou outra me encontro a falar de uma saudade inexplicável, intangível, inalcançável, insaciável. Uma saudade que dói n'alma. Agora posso imaginar ser  o retorno ao lar. 
Não há como continuar na caverna, após adentrar página a página, mais de quinhentas, leitura após leitura, conversas após conversas trocadas, sem que uma transformação visível aconteça.
Não há como deixar de ser partícipe da obra do autor. 
Não há como não se reescrever um novo livro em cada vida. 
Não há como não se sentir um pouco Sofia. 
Não há como não se sentir um pouco Jostein. 


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Gaarder, Jostein.  O mundo de Sofia: romance da história da filosofia.   /  Josteins Gaarder;  tradução João Azenha Jr. - São Paulo: Companhia das Letras, 1995.     

segunda-feira, 5 de julho de 2010

QUERO - Maria Aparecida de Arruda Leme

A palavra tem o dom de se transformar, ora em prosa, ora em verso e procurar seus afins. Amantes das letras, podem ser encontrados em todas as partes do planeta, ao mesmo tempo em que Editoras se proliferam, e buscam pessoas nos bastidores dos palcos da palavra, numa época em que se busca a leitura, como o ar que se respira. 
Desbravadores no universo infindável e ilimitado das letras, escritores anônimos, buscam se eternizar através da escrita, das composições literárias, dos textos que são colocados em blogs, em sites diversos, em livros de antologias é o caso de Maria Aparecida - amiga, pessoa carismática, dona de casa, mãe, irmã - que se deleitava com suas composições, as quais disseminava por meio de jornais, revistas, em rádios.
Que surpresa, quando seu nome é selecionado para figurar entre tantos, numa Antologia que presentearia os 450 anos da cidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que encontraria esta que escreve. 
A poetisa já não se encontra mais em nosso convívio, mas, quero agora, registrar minha admiração e agradecimento pelo momento em que passamos juntas; foi um contato rápido, entretanto, suficiente para deixar rastros, para serem inesquecíveis. 
Assim, também "quero" homenagear com seu próprio cântico a continuidade da vida. 


comentários de Inajá Martins de Almeida

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QUERO 

Quero amar a vida que é bela,
Quero desejar o amor que é tão singelo,
Quero sofrer as consequências de amar,
Quero beijar as flores lindas que vejo no ar.

Quero andar pelos caminhos da paz,
Quero caminhar pela estrada da vida,
Quero sorrir junto com você, amor da minha vida!

Quero levantar bem cedo para sentir o cheiro bom,
Quero acordar de manhã com o perfume do ar,
Quero sair logo para aproveitar melhor a vida,
Quero voltar rápido para te ver acordando.   

Quero cantar as canções do meu ídolo,
Quero emocionar a todos com meu canto,
Quero surpreender meu amor no seu leito,
Quero saborear o mel dos seus beijos...

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Leme, Maria Aparecida de Arruda.   Quero   /  Maria Aparecida de Arruda.  In:  São Paulo em prosa e verso: antologia literária.  -  Rio de Janeiro: Litteris Ed.  2004.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

MENTES BRILHANTES, MENTES TREINADAS - Augusto Cury

"A mente humana tem habilidades incríveis",  diz o autor, logo na dedicatória do livro.


Em cinco capítulos magistrais, leva-nos a desvendar o complexo universo da mente; coloca-nos frente à frente com o amor inteligente, ao mesmo tempo em que mostra o despreparo de nossa mente, frente a situações do cotidiano, porém, em contrapartida oferece-nos ferramentas para que fatores adversos possam ser revertidos, ao ponto de nos tornarmos criativos e partícipes da sociedade.


"Sem riscos, os poetas não escreveriam poesias, as crianças não seriam criativas, os cientistas não seriam inventivos, os empresários não seria empreendedores, os amantes não partiriam para o terreno inóspito da conquista..."


Finalmente, compara a existência humana como um complexo texto, de pouca valia para aquele que não sabe interpretar, tampouco ler.

Uma verdadeira sessão de terapia. Momentos de puro encontro com o mais profundo do nosso eu.


Para mim, em especial, o livro e a leitura me foi mais gratificante ainda, uma vez que ganhei o livro de meu filho, sabedor de minha predileção pelo autor. 


O aniversário é de David - meu filho - porém, quem ganhou presentes fora eu: por ser agraciada por Deus quando da maternidade, pelos vinte e oito anos de convívio e aprendizado mútuo fascinante e pelo brilhantismo do livro.


Veja alguns lances da palestra realizada no Teatro La Salle na cidade de São Carlos no dia 26 de agosto de 2010
http://saocarlosemimagens.blogspot.com/2010/08/augusto-cury-palestra-sao-carlos.html

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comentários de Inajá Martins de Almeida
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Cury, Augusto.   Mentes brilhantes, mentes treinadas: desvendendo o fascinante mundo da mente humana.  /  Augusto Cury.   -  2ª ed. -  São Paulo: Editora Academia da Inteligência, 2010 . - (Coleção minutos de inteligência)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA - Augusto Cury

Preparamo-nos tecnicamente para atuar na vida profissional, mas, muitas das vezes não conseguimos trabalhar nosso eu interior, nossas emoções, nossas angústias, nossas decepções, como nos fala o autor de forma magnífica.

"A vida tão bela se torna, assim, uma fonte de angústias". 

 De forma clara, concisa e inteligente, oito códigos nos são apresentados, começando do eu como gestor do intelecto, concluindo com o eu como gestor da emoção, para que possamos atuar como seres pensantes, numa sociedade em que os valores parecem estar invertidos. Além desses, deparamo-nos com quatro armadilhas a que nossa mente esta exposta, as quais nos fazem redefinir nossa conduta na sociedade. 

Um livro para ser lido, estudado, analisado, aplicado em todos os momentos de nossa vida. Um verdadeira sessão de terapia, em pouco mais de duzentas páginas.

Para mim, como leitora, crítica, apreciadora, escritora, ouso dizer que Augusto Cury é um escritor brilhante e fascinante - um dos melhores que já tive oportunidade de ler - além de nos proporcionar ajuda inestimável no trato de nossos conflitos. Ensina-nos a nos despir da timides de meros espectadores, para nos fazer ágeis atores no palco da vida.

Este é Augusto Cury, sempre uma caixinha de surpresa do começo ao fim do livro.

"Quando o homem explorar intensamente o pequeno átomo e o imenso espaço e disser que domina o mundo e conquistar as mais complexas tecnologias e disser que sabe tudo, então terá tempo para se voltar para dentro de si. Nesse momento, compreenderá que dominou o mundo de fora, mas não dominou o mundo de dentro, os imensos territórios da sua mente".


Veja alguns lances da palestra realizada no Teatro La Salle na cidade de São Carlos no dia 26 de agosto de 2010
http://saocarlosemimagens.blogspot.com/2010/08/augusto-cury-palestra-sao-carlos.html


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comentários de Inajá Martins de Almeida

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Cury, Augusto.  O código da inteligência: a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional  /   Augusto Cury.  -  Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil/Ediouro, 2008.    

quinta-feira, 10 de junho de 2010

COMO TER IDÉIAS INOVADORAS - Jim Wheeler

Em oito capítulos o autor nos leva a refletir sobre nosso pensamento - estratégico, convincente, criativo, analítico.

Realmente interessante a colocação do autor, quando nos alerta que a inteligência tem supremacia à força do braço. Assim é válido que o problema seja encarado sob diversos ângulos, para que opções possam fluir.

Abstraí algumas frases que me foram salutares; são óbvias, mas nem sempre as colocamos em prática:

"Quando estamos ancorados em idéias negativas, não conseguimos enxergar as alternativas positivas nas situações".

"Quando você usar as ferramentas do pensamento criativo, criará uma atmosfera agradável em direção à solução do problema e os outros verão como é importante adiar a análise das idéias".  




comentários de Inajá Martins de Almeida

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Wheeler, Jim.   Como ter idéias inovadoras.   /  Jim Wheeler; [tradução Equipe Market Books}.  -  São Paulo: Market Books, 2002

PRO$PERIDADE - Lair Ribeiro

Surpreendente como sempre a leitura do livro. A mim, especificamente já havia lido outro livro do autor, mas este traz muita informação que acresce ao conteúdo.

Em dezenove capítulos o autor nos leva ao mundo mágico da riqueza, à criatividade, à sabedoria, para podermos romper amarras e nos libertar de pesados fardos.

Selecionei algumas colocações do autor, as quais me detive tempo demorado, claro que há muitas mais, mas creio ser o suficiente para esta breve colocação:

"A Prosperidade individual é a harmonia com a Prosperidade do Universo".

"A Prosperidade é um estado mental. Não dependemos do dinheiro para começar a ser prósperos".

E mais ainda, aquelas que sempre me acompanham em todos os momentos:

"Sorte é quando preparação encontra oportunidade". 


"Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve. Para obter algo diferente, você tem que começar a fazer algo diferente..."


comentários de Inajá Martins de Almeida

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Ribeiro, Lair.   Pro$peridade: fazendo amizade com o dinheiro   /  Lair Ribeiro. - Rio de Janeiro: Objetivo, 1992.

DE GUTENBERG À INTERNET - Henrique Gandelman


O autor, advogado, especialista em direito autoral coloca às mãos do leitor um manual prático sobre direitos autorais, para todos quantos querem se expressar através das letras, quer através dos meios digitais, quer em formato livro ou outros. Esgota o assunto, levantando informações que remontam a Grécia, Roma, Gutemberg.

Esclarecedor no tocante a Lei dos Direitos Autorais (LDA/98), a ter como base a obra individual que, por ter as características individuais de seu autor, sob inspiração própria, livremente criada.

Vale a leitura do livro, o qual se apresenta dividido em dez capítulos e anexos com as leis correspondentes ao assunto. 




comentários de Inajá Martins de Almeida

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Gandelman, Henrique.   De Gutenberg à Internet: direitos autorais na era digial   /  Henrique Gandelman.   -  4ª ed. ampliada e atualizada - Rio de Janeiro: Record, 2001. 

ORDENAR PARA DESORDENAR - Luiz Milanesi

Para os gregos caos é a ausência de ordem, contrário de cosmos, - universo - a ordem. Assim, a Biblioteconomia distingue-se como estudo científico para ordenar o acervo de bibliotecas, centros de documentação, mesmo particular, valendo-se de instrumentos inerentes, agregados a área em questão: catalogação, classificação e tantos mais.

Interessante frisar que para que haja ordem é necessário a desordem, a partir do que, o autor nos fala que "ordenar o caos das informações é a única possibilidade de dar sentido a um determinado universo informativo".

A utilidade de um documento só fará sentido se estiver devidamente organizado e com orientações para seus usuários, o mesmo ocorrendo para as bibliotecas, centros de documentação, aí ser o bibliotecário elemento facilitador tanto para a organização, quanto para levar o interessado pelo acervo à informação que deseja encontrar. 

Embora estritamente técnico, muitas vezes pessoal, é interessante a leitura para bibliotecários e interessados pela área. 



comentários de Inajá Martins de Almeida

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Milanesi, Luiz.   Ordenar para desordenar: centros de cultura e bibliotecas públicas.   /  Luiz Milanesi.   2ª ed.   São Paulo: Brasiliense; 1989.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A ARTE DE SER MESTRE DE SI MESMO PARA SER LIDER DE PESSOAS - Anselm Grun e Friedrich Asslander

Como pode uma pessoa querer ou almejar liderar pessoas se não consegue liderar a si próprio. 
Em nove tópicos, os autores, um monge - Grun - outro economista - Asslander - abordam temas cruciais para ser líder e liderado, desde determinar metas para o trabalho a ser desenvolvido, como os caminhos para o espírito. Interessante abordagem.    
Como sempre, gosto de ressaltar algo que a mim chamou atenção, muito embora, a leitura acresce do começo ao fim, mas quando ele fala da sabedoria e do sábio, parei tempo demorado, principalmente quando: 

"Sábio é aquele que gosta de si próprio, aquele que está reconciliado consigo mesmo." E se vale da palavra latina "Sapiens" para sábio, cujo significado é "alguém que é capaz de sentir o próprio sabor, de degustar a si próprio, alguém que se reconciliou consigo mesmo e com a história de sua própria vida. Por isso em tudo quanto faz ele transmite um "sabor agradável". Anselm Grun

Se os autores não me apresentasse proposta alguma a mais no livro, só por esta mensagem, já teria valido a pena todo o conjunto. Entretanto, não é o que acontece.  



comentários de Inajá Martins de Almeida

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Grun, Anselm.   A arte de ser mestre de si mesmo para ser líder de pessoas   /  Anselm Grun,  Friedrich Asslander ;  tradução de Carlos Almeida Pereira.   2ª ed. - Petrópolis, RJ : Vozes, 2009.