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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

O PROFETA - Kahlil Gibran

"Por que buscar o inalcançável?" 

Ao cair da tarde, a profetisa agradece pelo lugar, pelo dia, pelo que ouvira... 
Mas será que ao falar também não somos ouvintes? repica o profeta. 

Se pararmos para uma breve e sensata reflexão, percebemos que ao falar somos mais ouvintes do que àqueles a quem falamos. Primeiro para nós falamos, para depois atingir o outro, porque, em outro momento se encontra escrito:

"Homem nenhum lhes pode revelar nada, senão aquilo que já queda meio adormecido no alvorecer de seu conhecimento", 
e faz surpreendente conjectura, quando lhe propõem a falar sobre o ensino.

Um livro que fala aos corações de geração em geração. Leitura primeira e releituras várias. A mim tocou o âmago e continua tocando, quando na década de 70 me coloquei à caminhada em busca do meu eu interior. 
Incansável tecelã, das linhas, dia e noite o tempo tecia uma jornada a recolher retalhos por onde passava, que pudessem falar de mim. Entre lãs, linhas e livros, recolhendo retalhos, 
Gibran foi, então,  parte dessa colcha. Influenciou parte da minha jornada espiritual.

"É na troca das dádivas da terra que encontrarão abundância e satisfação" ... Pois 
"se vago e nebuloso é o começo de todas as coisas, mas não seu final"... 
"Não foi acaso essa preocupação afetuosa com meus dias e noites que tornou o alimento doce em minha boca e povoou meu sono de visões? 

Se sua jornada neste universo fora breve - apenas 48 anos (1883-1931) - sua obra-prima O Profeta, tornaria seu nome internacionalmente conhecido, levando o leitor a compreender e refletir sobre assuntos, até corriqueiros, do nosso dia a dia, mas que se vestem de nova roupagem, dado o talento do grande escritor, filósofo - Filho do Líbano. 




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Gibran, Kahlil.  O profeta  / Kahlil Gibran; tradução de Eduardo Pereira e Ferreira: posfácio e biografia de Safa Alferd Abou Chahla Jubran. - São Paulo : Editora Nova Alexandrina Ltda., 2002.

domingo, 16 de maio de 2010

COLHEITA DOS VENTOS - Alfredo Rossetti

"A poesia não entra dentro da vala;
a poesia resvala.
A poesia não preenche a ausência. A poesia é tangência"...

"Alfredo Rossetti, o poeta da feira. 
Colheita dos Ventos é uma inesgotável fonte do mais puro lirismo, alicerçado na realidade, no sonho e na arte". comenta a escritora Ely Vieitez Lisoba

E o vento inspira a colheita - Colheita dos ventos e premia o leitor com o mais puro e doce lirismo que brota da alma do poeta que confessa:

"Eu sou a soma do que tentei ser...
Sou sempre busca.
Sou sempre nova etapa.
Sou sempre o que nunca concluo.
Mas, látego, 
um poeta habita em mim como um grito".  


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Rossetti, Alfredo.  Colheita dos ventos. - Alfredo Rossetti.  Ribeirão Preto: Legis Summa, 2008. 

PONTO A PONTO - Ana Maria Machado

"Era uma vez uma voz
Um fiozinho à toa. Fiapo de voz"
que se juntava a outros fiozinhos e tecia histórias: de rainhas, de príncipes e princesas e quem conta um conto aumenta um ponto e assim o fiozinho de voz tecia.
Até o dia em que a dona do fiozinho de voz não mais quis aquela vida de ponto a ponto e quis que algo fosse diferente. 
Formou outros pontos, foi notícia de jornal e num livro foi parar.  
É o prazer da poesia entre lãs e linhas a se fazer presente. Os fios que tecem a alma da artesã escritora e se encontrava na leitora/bibliotecária que escreve.


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Machado, Ana Maria.  Ponto a ponto  /  Ana Maria Machado : coordenação Donatella Berlendis: fotos de Michelângelo Princiotta. - São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 1998  -  (Coleção andorinha).    


OS CONTOS - Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor siciliano, nascido em Palermo em 1896, em sua obra, Os Contos, chama-me atenção quando diz ser imprescindível que nossas memórias sejam registradas.
A partir desse momento, torno minhas suas palavras, e percebo e dou importância maior aos fatos cotidianos, que muitas vezes fortuitos foram ao meu olhar. 
Passo então almejar o registro das cenas presentes com mais assiduidade e tento resgatar o passado que, gradativamente, vem falar de mim.
Percorrendo locais de sua infância, a casa natal, por ele desenhada, busca levar o leitor a um cenário bucólico. A aristocracia em que nascera, a qual lhe outorgara o título de conde, já não lhe era mais permitida, posto perdas várias, mas o registro é marcado por uma narrativa contagiante que nos remete a uma época e lugar não desconhecidos de nós – a velha Europa.
Quantos de nós não percorremos vales e montanhas, rios e desertos áridos em nossas vidas? A diferença é que uns deixam registros outros não. 
Penso até que Lampedusa estivesse num momento de pura amargura ao escrever as palavras iniciais, com uma frase forte : “ao encontrarmo-nos no declínio da vida”
Talvez até estivesse em sua fase derradeira; entretanto, penso sim que o declínio não seja o término de sua existência, posto que vem a falecer em 1957 e o livro fora escrito, quiçá,  antes.
Bem, este é o leitor/bibliotecário. Quer adentrar as entrelinhas, os pensamentos do próprio autor. 
Triste ou não, amargurado pelas adversidades, ou quem sabe... lega-nos uma máxima de uma veracidade inigualável.      
Também imagino o quão benéfico seriam nossas memórias escritas, para que gerações futuras, aquelas que não puderam nos ver, nos conhecer pessoalmente, pudessem saber de nós através das linhas: 
“o material acumulado...  teria valor inestimável”
 Assim, não posso deixar de colocar mais um retalho que me fora tão significativo, naquela tarde na biblioteca em que executava meu trabalho:

"Ao encontrarmo-nos no declínio da vida , é preciso procurar reunir a maior parte das sensações que perpassaram esse nosso organismo. Poucos conseguirão construir assim uma obra prima (Rousseau, Stendhall, Proust), mas todos deveriam poder preservar, desse modo, algo que sem esse pequeno esforço perderia-se para sempre. Manter um diário ou escrever, em certa idade, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”. (Tomasi di Lampedusa - Os Contos)




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Tomasi di Lampedusa, Giuseppe – Os contos  /  Giuseppe Tomasi di Lampedusa; tradução de Loredana de Stauber, ilustrações de Gustavo Rezende.   - São Paulo: Berlinds e Vertecchia Editores.   

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O ATO DE LER - Inajá Martins de Almeida

Dê-me  uma meada de lã e eu teço um agasalho.
Dê-me uma palavra e eu formulo uma frase.
Dê-me uma frase e eu escrevo um texto.
Dê-me um texto e eu componho um livro.

É o ato de ler que nos envolve, quer seja para satisfazer um desejo apenas, ou uma necessidade. 
O livro nos fala, nos tira da inércia, da ignorância verbal: torna-nos partícipes da criação, tanto do autor, quanto da sociedade em constante mudança. Assim, é imperativo formar uma nação de leitores, a qual começa em nós.
Ao escrever o ato de ler, minha idéia central fora mostrar que a leitura é prazerosa quando percebemos que o tempo a ela dedicado, torna-nos melhores, tanto no fluir da palavra, quanto no relacionamento interpessoal. 
As quatro frases iniciais me vieram a mente, quando a escrever estava, pois as lãs e as linhas sempre fizeram parte integrante de minha vida. Jamais me aparto das lãs, tampouco das linhas. Enquanto umas me tecem - as lãs - as outras me escrevem - as linhas. 
E agora, porque não dizer: as duas também me lêem!
O texto, então, publicado no Site Amigos do Livro, fora encontrado e indicado pelo ENEM/2006, como motivador para a prova de redação daquele ano, figurando ao lado dos escritores Moacyr Scliar e João Scortecci autor e mantenedor do site supracitado.
Em seguida recebeu sua edição na revista Leitura em Revista, publicação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
Tal fato somente fora possível após anos de dedicação à leitura  e uma predisposição em se colocar no papel a importância da busca pelo auto aperfeiçoamento através dos livros - enfim da leitura. 
Realmente gratificante quando se pode associar leitura e escrita, no intúito de contribuir com o vasto universo literário, e ver o quanto a leitura pode encurtar caminhos e encontrar afins.
comentários de Inajá Martins de Almeida 


  leia o texto em sua íntegra
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Almeida, Inajá Martins de.  O ato de ler  in  Leitura em Revista  / Associação Internacional de Leitura  -  Ijuí. Rio Grande do Sul, 2007  -  nºs 10, 11 e 12 / jul/dez 2005; jan/jun 2006; jul/dez 2007.  

O MONGE E O EXECUTIVO - James C.Hunter


"A escolha foi minha. Ninguém mais é responsável por minha partida".  
Como pensar naquelas pessoas que ocupam cargos irrelevantes na vida, que no profissional, quer no pessoal e, em dado momento, abandonam tudo e se internam num mosteiro para desfrutar de um aprendizado que mudaria completamente suas vidas. Não só a vida daquele grupo, mas a minha vida também fora impactada pela contagiante leitura.  
Todos nós de alguma forma exercemos liderança, assim, é imperativo que conheçamos sua base, a qual, não "é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício".
Todos nós, em algum momento, precisamos fazer escolhas. Leitura é uma escolha também. Optamos por dedicar tempo a nos aperfeiçoar, a nos tornar melhores, ou continuamos levando a mesma vida de sempre.
 Os personagens saíram da sua área de atuação por uma semana mas, quando regressaram já não eram mais aqueles que partiram dias antes. Envolvente leitura. Grato encontro, somente possível através das linhas. 




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Hunter, James C. - O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança.  / James C.Hunter; tradução Maria da Conceição Fornos de Magalhães. - Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

O FAXINEIRO E O EXECUTIVO - Todd Hopkins e Ray Hilbert

Será que uma amizade inesperada poderia mudar nossa vida? É a proposta dos autores, quando nos apresenta um faxineiro influenciando um alto executivo. 
Do começo ao fim, embora não sendo executiva, me encontrei nas entrelinhas do livro. Nas seis diretrizes apresentadas, pude declinar minhas próprias impressões. 
- recarga x descarga
- a família é benção, não apenas responsabilidade
- ore, não piore
- passe adiante
- não gaste, invista
- deixe um legado para o futuro
Que maravilhoso plano de vida. Em cada tópico há uma mensagem para nosso viver diário, o que faz com que nossa vida, nosso relacionamento conosco e com os demais venha a fazer sentido. Daqueles encontros maravilhosos que todos almejamos na vida. Se não possível no dia a dia, possível através dessas páginas. 




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Hopkins, Todd.  O faxineiro e o executivo: como uma amizade inesperada pode mudar a vida das pessoas  / Todd Hopkins e Ray Hilbert; tradução de Rafael Mantovani. -  Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008..         

FLORESÇA ONDE ESTÁ PLANTADO

"Deus tem um modo de espalhar sementes, fazendo com que elas floresçam nos lugares menos prováveis", porque é a pessoa que faz o lugar..."
O autor conseguiu, em um livro pequeno, poucas palavras, tocar fundo meu ser. Acostumada a lugares vários, diversas mudanças, trabalhos, casas, agora questionando o porquê estar aqui nesta cidade, o autor me mostra que é possível florescer, ainda que no segundo tempo da existência.
Contagiante leitura, quando nos evoca a tirar o melhor proveito de tudo, para que o futuro seja melhor. Exorta-nos inclusive a não avaliarmos nossas circunstâncias pelas aparências, dando o exemplo de um livro, que não se pode apreciá-lo apenas observando sua capa. Mais ainda, fala-nos que toda situação pode ser boa, se Deus estiver nela. 
Deus quer que cada semente germine. 
Ao término da leitura, que não demorou mais do que uma hora, eu já me via envolvida em trabalhos vários: meus blogs, meus textos, meus poemas, fotos, crochês, casa, plantas, animais. 
Este foi um presente inesquecível que Elvio me presenteou no meu aniversário - 2010. Na dedicatória, almejou que esta década que se inicia, venha ser a florescência em minha vida... Não tenho a menor dúvida de que será,  principalmente se este meu companheiro continuar fazendo parte.  


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Schuller, Robert H.   Floresça onde está plantado.   / Robert H.Schuller.   3ª ed.  Belo Horizonte: Betânia, 2008.

FEITO À MÃO - Lygia Bojunga

Não sei exatamente se encontrei o livro, em meio a tantos que se apresentaram em minha mesa de trabalho para ser catalogado, classificado e colocado na estante, ou se ele veio ao meu encontro, querendo ressaltar as similaridades entre esta bibliotecária e a escritora. 
Este é o universo do livro: autores e leitores se mesclam, confundem-se, mesmo não se conhecendo, não se encontrando pessoalmente. 
Por um momento, parei tudo que estava fazendo; já não mais me via em meu trabalho; já não era mais a bibliotecária ali presente, mas a leitora que adentrava o livro e se via em suas linhas. Rememorava minha mãe, também falando com seus botões, sempre envolvida com suas agulhas, linhas e lãs, o que tempo antes me motivara a escrever muitos poemas entre lãs e linhas. 
 Fantástico encontro:

"... a mão que continua experimentando:
a palavra no papel,
a linha no pano,
a lã na tela." 

Assim é Lygia Bojunga, assim sou eu.


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Bojunga, Lygia.  Feito à mão; capa Miriam Lerner.   2ª ed., 2ª impr.   Rio de Janeiro: Agir, 2001.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

COMO VIVER ACIMA DA MEDIOCRIDADE - Charles Swindoll

Tudo começa em nossa mente, diz o autor. É ela que mantém cativos nossos pensamentos, assim, torna-se imperativo que mantenhamos a perspectiva correta.

"Voar em alturas sublimes não é coisa que advém naturalmente, tampouco é fácil. Contudo, pode acontecer..." 


comentários de Inajá Martins de Almeida
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Swindoll, Charles.  Como viver acima da mediocridade: levando a sério seu compromisso com a excelência.  / Charles Swindoll; tradução Oswaldo Ramos.   3ª ed.  São Paulo: Editora Vida, 2009. 


O SENHOR DO IMPOSSÍVEL - Lloyd John Ogilvie

Apresentando heróis da fé como Moisés, Abraão, Jacó, José, Josué, Rute, Oséis, dentre outros, o autor procura demonstrar que o Senhor é especialista em transformar fracassos aparentes, em sucessos e realizar o que parecia impossível. Uma verdadeira aventura através da história de grandes personagens bíblicos que tanto nos vem inspirar. 

"Quando a vida nos desafia e declaramos - "ora, isso é impossível", precisamos fazer da liberadora afirmação do anjo de Deus o nosso lema: 

"Para Deus nada é impossível". 




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Ogilvie, Lloyd John.  O senhor do impossível  /  Lloyd John Ogilvie; tradução João Batista -  2ª ed. - São Paulo: Editora Vida, 2009.  

SER COMO O RIO QUE FLUI - Paulo Coelho

"Diante de mim havia duas estradas
Eu escolhi a estrada menos percorrida
E isso fez toda a diferença".
Robert Frost 

Na livraria , percorrendo pilhas e mais pilhas de títulos, chama-me atenção o autor Paulo Coelho. Separo alguns títulos, folheio seu conteúdo e logo me deparo com a frase acima registrada. Não resisto, levo o livro para casa, após perceber que havia uma mensagem que ele - o livro - queria me falar.

Escrito num período de dez anos - 1998 - 2008 - "para dar conta, conforme o autor explica,  de reflexões que fiz enquanto percorria determinada etapa do rio de minha vida".

"Decidi manter apenas 400 livros em minha biblioteca".

"É preciso ter serenidade e elegância para dar os passos mais importantes na vida... A serenidade vem do coração... A elegância é atingida quando todo o supérfluo é descartado, e o ser humano descobre a simplicidade e a concentração: quanto mais simples e mais sóbria a postura, mais bela ela será".

São relatos de momentos vividos, histórias que lhe foram contadas, reflexões enquanto percoria determinadas etapas do rio da sua vida. Trechos curtos, assuntos interessantes que se mesclam com esta leitora que, em muitas linhas se encontrou como protagonista, até como a que escrevia.




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Coelho, Paulo.  Ser como o rio que flui: pensamentos e reflexões.   / Paulo Coelho.  - Rio de Janeiro: Agir, 2009.

A BOA SORTE - Álex Rovira Celma e Fernando Trías de Bes




"A história da boa sorte nunca chega às suas mãos por acaso".


A Boa Sorte começa com o reencontro de dois amigos de infância, que não se viam há 50 anos. Tempo suficiente para que um fosse bem sucedido, enquanto o outro apenas colhera fracassos em sua vida. 

Surpreendentes revelações envolvem o leitor numa trama bem formatada. Revelações extraordinárias apontam que "criar a boa sorte consiste unicamente em criar as condições favoráveis". 



comentários de Inajá Martins de Almeida
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Celma, Álex Rovira e Bes, Fernando Trías. A boa sorte  / Álex Rovira Celma e Fernando Trías Bes; tradução de Davina Moscoso de Araújo.  - 
Rio de Janeiro, Sextante, 2004.

A LUMINOSA HISTÓRIA DO PRÍNCIPE QUE SENTIA FALTA DE TUDO - Jacques Schecroun



Sob a aparência de um conto tradicional, terno e emotivo, dotado de um finíssimo sentido de humor, descobrimos um texto cativante que, ao explorar as razões da falta de sentido existencial, o vazio permanente que somos incapazes de preencher com bens materiais, nos conduz com delicadeza e extrema lucidez à essência do que pode constituir uma vida plena.

Revela o autor que não há falta maior do que a de Deus, através da voz do humilde e sábio servidor do Rei, que também nos ensina que a plenitude serena pode nascer unicamente do encontro íntimo consigo mesmo.

"O que falta não é tempo, mas saber apreciá-lo".

A partir da leitura, passamos a ter uma nova visão da vida, das situações adversas que nos cercaram e nos cercam. Simplesmente surpreendente. O mais lindo e maravilhoso para mim, foi que o recebi de presente no Dia das Mães - 09 de maio de 2010 - por meu filho. Posso dizer com todas as letras, que foi o presente que mais gostei ter recebido em toda minha existência, claro dele, pois para uma mãe um filho como o meu não pode ser maior presente.   




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Schecroun, Jacques. A luminosa história do príncipe que sentia falta de tudo: um relato fascinante sobre a carência essencial / Jacques Schecroun; tradução de Giselle Unti. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2010

TRINTA E UM SEGREDOS DE UMA MULHER INESQUECÍVEL - Mike Murdock

O autor nos fala que quando desejamos algo que nunca tivemos, devemos fazer algo que nunca fizemos, assim poderemos nos tornar inesquecíveis. Belas palavras, retalhos que fazem muita diferença, para quem vive além da vista. 

Ao tecer trinta e um segredos - realmente surpreendentes - inspira, a mim, leitora, separar alguns, para poder perceber o que torna uma mulher inesquecível:

Saber exatamente o que quer.
Deixar o passado para obter sucesso no presente.
Saber a quem foi designada.
Estar disposta a pagar qualquer preço para permanecer na presença de uma pessoa extraordinária.
Ser persistente.
Trabalhar com seriedade.
Confiar que Deus pode enviar-lhe alguém, onde quer que esteja.
Ser grata e apreciadora.
Reconhecer um bom homem quando o vê.
Construir uma reputação de integridade, compaixão e pureza.
Proteger a reputação do próximo, em vez de destruí-la.
Jamais permitir que seu passado decida seu futuro.

"Quando Deus quer abençoar um homem, Ele coloca uma mulher na sua vida. Quando Satanás quer destruir um homem, ele também coloca uma mulher em sua vida. Todo homem de sucesso deu ouvidos a uma mulher: a mulher certa".




comentários de Inajá Martins de Almeida


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Murdock, Mike. Trinta e um segredos de uma mulher inesquecível: segredos-chave da vida   de Rute. Rio de Janeiro, Editora Central Gospel, 2009. 152 pág.


VOCÊ PODE SER QUEM DESEJA - Robert H.Schuller

Ao pensarmos nas possibilidades, poderemos ser aquilo que desejarmos, como?
Bem, eu separei doze pontos - deste pequeno livro, mas de gigante conteúdo - entretanto, existem outros. Cada qual tece sua colcha segundo seu ponto de vista, segundo seus retalhos. E a vista alcança o infinito. Assim, vejamos: 


Decidindo por liberar nosso potencial adormecido.
Jamais entregando a liderança de nossa vida a problemas reais ou imaginários.
Colocando Deus nos nossos sonhos - grande suficiente para que Ele caiba dentro deles.
Determinando e fixando nossas metas.
Explorando nossos interesses latentes.
Procurando amizade de pessoas que construam nossa auto-estima, apegando-nos a elas com determinação. 
Começando pequeno para obter sucesso, no local em que nos encontrarmos.
Produzindo um clima mental que nos leve à criatividade.
Anulando o temor do fracasso e prosseguindo.
Sendo entusiasta, buscando jamais desistir.
Treinando.
Orando...

Afinal!
"Seus sonhos nascem para depois morrer?
Há uma chave - há um segredo - há um modo de transformar sonhos impossíveis em realizações fantásticas"




comentários de Inajá Martins de Almeida
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Schuller, Robert H.  Você pode ser quem deseja. São Paulo, Editora Vida, 2008. 227 pág.

domingo, 9 de maio de 2010

MINHA MÃE

“Montou num querubim e voou;
sim, levada pelas asas do vento”. (Sl 18:50)


O tempo me fez profundas cicatrizes: umas pelos próprios rompantes avalassadores da juventude, outras tantas, nem ao menos sei explicá-las, mas estão aí e volta e meia me remetem a lembranças.

Umas quisera esquecê-las. Outras já não me incomodam e vão para a lixeira. Outras me tornam alegres. Outras tristes.

Algumas até me fazem chorar. Outras gargalhar. Entretanto, são minhas lembranças. Meus retalhos que ao longo do caminho fui recortando e montando colcha que, inacabada, continua sendo tecida.

Pedacinhos aqui, pedacinhos acolá. Pessoas. Frases soltas. Lugares. Passeios pela Internet. Recantos jamais visitados. Pessoas jamais pessoalmente encontradas. 

Amigos virtuais, que se tornaram reais. Amigos reais que se tornaram virtuais.






Minha mãe. Que orgulho de ti. 
Chegávamos da escola - meu irmão e eu. O momento registra. Meu pai, orgulhoso, fotografa-nos. Amava-nos sobremodo especial. Podia demonstrar. 
O sorriso franco de minha mãe. 
A segurança das mãos dadas.
Essa era minha mãe. Meu pai fotógrafo, quem o pode imaginar.
Lembranças...  Bairro Jaçanã - sim aquele que se eternizara no Trem das Onze de Adoniran Barbosa. 
Boas lembranças guardo de ti. Minha mãe. Meu pai que a mim deixou ano passado (2012) aos 94 anos.
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Minha mãe. Meu melhor e maior retalho. Não mais está mais comigo. Partira. Para onde fora, não me pudera levar... 

Perdas sentidas - pais, irmãos, filhos, amigos - foram agregando marcas num coração sofrido. Num coração, que ao ver da ciência, era disritmado. Era grande, enfim ... Era doente. Ah! coração. A levara!

Não me parecia, esse coração, possuir defeitos de fabricação.


Ele, a si traia. Deixava-se resplandecer através do luzeiro frontal. 

Seus olhos de cor indefinida - ora esverdeado, como águas límpidas de um riacho, ora cor de mel - resplandeciam a saltarem-lhe o rosto. Coração afora. 
Como podia ser disritmado, se batia compassivamente como uma melodiosa canção, através das palavras de sabedoria que sabia espargir em cada situação! 

Como podia ser doente, se sua vitalidade era infinita. Se seu gosto pela vida resplandecia nos seus trabalhos - crochês, tricôs, bordados, costuras, sem contar sua culinária deliciosa. 

Incansável. Jamais ociosa. Dizia não saber deixar as mãos inertes. Precisava mantê-las ocupadas.

Seu gosto estava em tecer toalhas coloridas. Presenteá-las a amigos, parentes. Com que orgulho entregava-as esperando elogios. Aguardando serem colocadas nas mesas para adorná-las, nas cômodas, aonde quer que seu destino fosse dado. 

Feliz manifestava: 

- Trabalhos executados pelas minhas próprias mãos.  

Ah! Quantos espalhados por aí. Quantos ainda os guardo.


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Para comigo manifestava prazer desmedido, quando eu elogiava seus trabalhos e os vestia - blusas, vestidos, quer bordados, quer em crochê, quer em tricô, quer cortados, montados e costurados em sua máquina de costura (adorava costurar também). 

Dizia às pessoas o gosto de fazer as coisas para minha filha, porque 

- "Ela está sempre a me elogiar. Ela gosta de tudo o que faço".

Ainda outro dia, ouvi um comentário de uma vizinha minha, que me disse que quando me vê, logo vem à lembrança minha mãe. Inseparáveis éramos aos olhos de todos. 


Jamais nos separávamos. Boas lembranças essas.

Ah! Voltando... Com a ciência. Claro, devo concordar... Ele (o coração) era grande, maior do que o convencional. Claro! Para caber tantos amigos, tantos sonhos, tantas lembranças, só mesmo um coração enorme, que jamais rejeitava o que quer que fosse.








Araras - julho de 1982. 
O bebê ao colo. Meu filho David. 
Alexandre neto primogênito a abraça, 
Juliana, a irmã, ao lado registra o momento. 
Três netos a vida lhe proporcionara. 
Dois filhos -esta que escreve (Inajá) e o filho Itabajara (que nos deixa em tenra idade (44 anos) em 1996. 
Não pudera conhecer os 5 binestos destes 3 netos
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Mãe, mulher, dona de casa completa. Tinha todos os atributos que uma mulher do seu tempo podia ter. 

Hoje essas raridades estão em extinção. 

Era uma autêntica dama, como já não mais se vê. Mulher virtuosa. Onde a poderemos encontrar? Eu, com certeza, tive o privilégio de encontrá-la, conhecê-la e manter uma convivência por mais de cinqüenta anos.

Sabia entrar em qualquer lugar. Sabia sair. Sabia agradar. Sabia cativar. Sabia ser mulher. Filha. Irmã. Esposa. Mãe. Avó. Amiga.


Vestia-se com aprumo. Vaidosa como deve ser uma mulher que gosta de si e da vida. Cabelos sempre aprumados - nenhum fio fora do lugar. A pele alva, sem pintura. Nos lábios o batom não podia faltar - dava um colorido especial ao rosto rosado, dizia. 

Porte altivo. Corpo elegante, de belas formas, altura ideal para uma mulher. O tom de voz suave, mas firme, encantava a todos.

Sua ausência se faz sentir em cada canto.


A cada qual sempre algo a dizer. Não ministrava conselhos. O exemplo a denunciava. 

O olhar, sempre sereno, deixava transparecer a alma que sorria, mesmo estando chorando. 


Sabia esconder as tristezas. Eram delas. Não as compartilhava. Sabia sofrer calada, jamais dividia com quem quer que fosse suas dores. 

Ah! Quantas vezes a vi chorando em silêncio, quando perdeu seu filho - meu irmão. Mas, quando eu dela me aproximava, logo dissimulava e a conversa tomava outros rumos. Chegávamos até a rir de nossas próprias dores. E podíamos trazer nossas boas memórias em família. Voltávamos a ser criança. 

Falávamos então de nossa infância, de nossas brincadeiras e a tristeza se tornava festa, pois éramos - os três, como costumava dizer - felizes, mesmo em meio a tantos dissabores que a vida pode nos proporcionar, numa época em que a doença a queria, prematuramente, levar. 

Era a São Paulo, calma e serena, dos lampiões de gás, dos bondes. Do quarto centenário. Flâmulas pelo ar. Festa. Desfile pelas avenidas.    

Tantas dificuldades que ela tão sabiamente soube transpor.


Três netos: David, Alexandre e Juliana
Cinco bisnetos: Rafaela, Ana Clara, Sofia, João Victor e Ana Júlia (calmamente dorme no aconchego da mamãe) - abril 2012  
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Dizer que não sinto sua falta ... mentira. Sinto e muita. 

Dizer que não choro vez ou outra? Não posso confessar. Choro sim. Choro e muito, como criança que necessita de um afago, de um carinho, de um colo. 

Quantas vezes choro por esse colo quentinho, aconchegante que já não me embala mais. Esse colo que me dava alento, que me dava descanso. Esse colo que tão bem me compreendia. Esse colo que perdoava minhas faltas. Que me levava para cima quando eu queria cair.

Ah! Mãe querida, que distância nos separa. Nós que éramos tão próximas, agora um abismo se formou. Já não ouço sua voz. Não sinto seu toque.

Mas, o choro cessa. As lágrimas param de correr rosto abaixo, e do fundo de minha alma, um sussurro sopra baixinho em meus ouvidos, dando completo alívio para minha dor, falando-me: 


- "Vinde a mim você que está cansada e sobrecarregada, que eu te aliviarei, porque suave é meu jugo, leve é meu fardo".

Recosto minha cabeça em seu regaço. Em seu colo me aconchego e um sopro divino penetra meu ser, e me faz adormecer. 

Mãos generosas seguram as minhas e me levam às águas tranquilas. Sara minha dor e me dá novo alento. 

É a mão misericordiosa do nosso Senhor Jesus Cristo.


Ele dá grandes vitórias...
e usa de benignidade...
para com [Inajá] e sua posteridade, para sempre" Sl 18:10 




Texto de Inajá Martins de Almeida


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As Mais Belas:

Mário Barreto França


Qual a mulher mais bonita

Que há no mundo, meus senhores?

Será uma senhorita

Cheia de prendas e primores?



Será a loira ou a morena?

A de olhos azuis ou pretos?

Será a grande ou a pequena?

Ou a de modos discretos?



Das distintas e elegantes,

Das de faces cor de rosa,

Das de sorrisos brilhantes,

Qual será a mais formosa?



Sem medo de errar eu digo:

Cheias de amor mais profundo,

As mais belas, meu amigo,

São as mães de todo mundo!