comentários de Inajá Martins de Almeida
________________________________________
"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".
Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”
"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".
Inajá Martins de Almeida
assim...
"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)
________________________________________________________________
“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”
Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)
____________________________________________________________________
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O PROFETA - Kahlil Gibran
comentários de Inajá Martins de Almeida
domingo, 16 de maio de 2010
COLHEITA DOS VENTOS - Alfredo Rossetti
comentários de Inajá Martins de Almeida
PONTO A PONTO - Ana Maria Machado
comentários de Inajá Martins de Almeida
OS CONTOS - Giuseppe Tomasi di Lampedusa
Passo então almejar o registro das cenas presentes com mais assiduidade e tento resgatar o passado que, gradativamente, vem falar de mim.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O ATO DE LER - Inajá Martins de Almeida
O livro nos fala, nos tira da inércia, da ignorância verbal: torna-nos partícipes da criação, tanto do autor, quanto da sociedade em constante mudança. Assim, é imperativo formar uma nação de leitores, a qual começa em nós.
As quatro frases iniciais me vieram a mente, quando a escrever estava, pois as lãs e as linhas sempre fizeram parte integrante de minha vida. Jamais me aparto das lãs, tampouco das linhas. Enquanto umas me tecem - as lãs - as outras me escrevem - as linhas.
E agora, porque não dizer: as duas também me lêem!
Em seguida recebeu sua edição na revista Leitura em Revista, publicação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
Tal fato somente fora possível após anos de dedicação à leitura e uma predisposição em se colocar no papel a importância da busca pelo auto aperfeiçoamento através dos livros - enfim da leitura.
Realmente gratificante quando se pode associar leitura e escrita, no intúito de contribuir com o vasto universo literário, e ver o quanto a leitura pode encurtar caminhos e encontrar afins.
comentários de Inajá Martins de Almeida
leia o texto em sua íntegra
____________________________
O MONGE E O EXECUTIVO - James C.Hunter
comentários de Inajá Martins de Almeida
O FAXINEIRO E O EXECUTIVO - Todd Hopkins e Ray Hilbert
comentários de Inajá Martins de Almeida
FLORESÇA ONDE ESTÁ PLANTADO
comentários de Inajá Martins de Almeida
FEITO À MÃO - Lygia Bojunga
comentários de Inajá Martins de Almeida
quinta-feira, 13 de maio de 2010
COMO VIVER ACIMA DA MEDIOCRIDADE - Charles Swindoll
comentários de Inajá Martins de Almeida
O SENHOR DO IMPOSSÍVEL - Lloyd John Ogilvie
comentários de Inajá Martins de Almeida
SER COMO O RIO QUE FLUI - Paulo Coelho
comentários de Inajá Martins de Almeida
A BOA SORTE - Álex Rovira Celma e Fernando Trías de Bes
comentários de Inajá Martins de Almeida
A LUMINOSA HISTÓRIA DO PRÍNCIPE QUE SENTIA FALTA DE TUDO - Jacques Schecroun
comentários de Inajá Martins de Almeida
TRINTA E UM SEGREDOS DE UMA MULHER INESQUECÍVEL - Mike Murdock
comentários de Inajá Martins de Almeida
VOCÊ PODE SER QUEM DESEJA - Robert H.Schuller
Bem, eu separei doze pontos - deste pequeno livro, mas de gigante conteúdo - entretanto, existem outros. Cada qual tece sua colcha segundo seu ponto de vista, segundo seus retalhos. E a vista alcança o infinito. Assim, vejamos:
comentários de Inajá Martins de Almeida
_____________________
domingo, 9 de maio de 2010
MINHA MÃE
Algumas até me fazem chorar. Outras gargalhar. Entretanto, são minhas lembranças. Meus retalhos que ao longo do caminho fui recortando e montando colcha que, inacabada, continua sendo tecida.
Pedacinhos aqui, pedacinhos acolá. Pessoas. Frases soltas. Lugares. Passeios pela Internet. Recantos jamais visitados. Pessoas jamais pessoalmente encontradas.
Amigos virtuais, que se tornaram reais. Amigos reais que se tornaram virtuais.
Minha mãe. Que orgulho de ti.
O sorriso franco de minha mãe.
A segurança das mãos dadas.
Essa era minha mãe. Meu pai fotógrafo, quem o pode imaginar.
Lembranças... Bairro Jaçanã - sim aquele que se eternizara no Trem das Onze de Adoniran Barbosa.
Perdas sentidas - pais, irmãos, filhos, amigos - foram agregando marcas num coração sofrido. Num coração, que ao ver da ciência, era disritmado. Era grande, enfim ... Era doente. Ah! coração. A levara!
Não me parecia, esse coração, possuir defeitos de fabricação.
Ele, a si traia. Deixava-se resplandecer através do luzeiro frontal.
Seus olhos de cor indefinida - ora esverdeado, como águas límpidas de um riacho, ora cor de mel - resplandeciam a saltarem-lhe o rosto. Coração afora.
Como podia ser doente, se sua vitalidade era infinita. Se seu gosto pela vida resplandecia nos seus trabalhos - crochês, tricôs, bordados, costuras, sem contar sua culinária deliciosa.
Incansável. Jamais ociosa. Dizia não saber deixar as mãos inertes. Precisava mantê-las ocupadas.
Feliz manifestava:
- Trabalhos executados pelas minhas próprias mãos.
Ah! Quantos espalhados por aí. Quantos ainda os guardo.
Para comigo manifestava prazer desmedido, quando eu elogiava seus trabalhos e os vestia - blusas, vestidos, quer bordados, quer em crochê, quer em tricô, quer cortados, montados e costurados em sua máquina de costura (adorava costurar também).
Dizia às pessoas o gosto de fazer as coisas para minha filha, porque
- "Ela está sempre a me elogiar. Ela gosta de tudo o que faço".
Ainda outro dia, ouvi um comentário de uma vizinha minha, que me disse que quando me vê, logo vem à lembrança minha mãe. Inseparáveis éramos aos olhos de todos.
Jamais nos separávamos. Boas lembranças essas.
Ah! Voltando... Com a ciência. Claro, devo concordar... Ele (o coração) era grande, maior do que o convencional. Claro! Para caber tantos amigos, tantos sonhos, tantas lembranças, só mesmo um coração enorme, que jamais rejeitava o que quer que fosse.
Araras - julho de 1982.
O bebê ao colo. Meu filho David.
Alexandre neto primogênito a abraça,
Juliana, a irmã, ao lado registra o momento.
Três netos a vida lhe proporcionara.
Dois filhos -esta que escreve (Inajá) e o filho Itabajara (que nos deixa em tenra idade (44 anos) em 1996.
Não pudera conhecer os 5 binestos destes 3 netos
Hoje essas raridades estão
Sabia entrar em qualquer lugar. Sabia sair. Sabia agradar. Sabia cativar. Sabia ser mulher. Filha. Irmã. Esposa. Mãe. Avó. Amiga.
Vestia-se com aprumo. Vaidosa como deve ser uma mulher que gosta de si e da vida. Cabelos sempre aprumados - nenhum fio fora do lugar. A pele alva, sem pintura. Nos lábios o batom não podia faltar - dava um colorido especial ao rosto rosado, dizia.
Porte altivo. Corpo elegante, de belas formas, altura ideal para uma mulher. O tom de voz suave, mas firme, encantava a todos.
Sua ausência se faz sentir em cada canto.
A cada qual sempre algo a dizer. Não ministrava conselhos. O exemplo a denunciava.
O olhar, sempre sereno, deixava transparecer a alma que sorria, mesmo estando chorando.
Sabia esconder as tristezas. Eram delas. Não as compartilhava. Sabia sofrer calada, jamais dividia com quem quer que fosse suas dores.
Ah! Quantas vezes a vi chorando em silêncio, quando perdeu seu filho - meu irmão. Mas, quando eu dela me aproximava, logo dissimulava e a conversa tomava outros rumos. Chegávamos até a rir de nossas próprias dores. E podíamos trazer nossas boas memórias em família. Voltávamos a ser criança.
Era a São Paulo, calma e serena, dos lampiões de gás, dos bondes. Do quarto centenário. Flâmulas pelo ar. Festa. Desfile pelas avenidas.
Tantas dificuldades que ela tão sabiamente soube transpor.
Dizer que não sinto sua falta ... mentira. Sinto e muita.
Dizer que não choro vez ou outra? Não posso confessar. Choro sim. Choro e muito, como criança que necessita de um afago, de um carinho, de um colo.
Quantas vezes choro por esse colo quentinho, aconchegante que já não me embala mais. Esse colo que me dava alento, que me dava descanso. Esse colo que tão bem me compreendia. Esse colo que perdoava minhas faltas. Que me levava para cima quando eu queria cair.
Ah! Mãe querida, que distância nos separa. Nós que éramos tão próximas, agora um abismo se formou. Já não ouço sua voz. Não sinto seu toque.
Mas, o choro cessa. As lágrimas param de correr rosto abaixo, e do fundo de minha alma, um sussurro sopra baixinho em meus ouvidos, dando completo alívio para minha dor, falando-me:
- "Vinde a mim você que está cansada e sobrecarregada, que eu te aliviarei, porque suave é meu jugo, leve é meu fardo".
Mãos generosas seguram as minhas e me levam às águas tranquilas. Sara minha dor e me dá novo alento.
É a mão misericordiosa do nosso Senhor Jesus Cristo.
_______________________________
Que há no mundo, meus senhores?
Será uma senhorita
Cheia de prendas e primores?
Será a loira ou a morena?
A de olhos azuis ou pretos?
Será a grande ou a pequena?
Ou a de modos discretos?
Das distintas e elegantes,
Das de faces cor de rosa,
Das de sorrisos brilhantes,
Qual será a mais formosa?
Sem medo de errar eu digo:
Cheias de amor mais profundo,
As mais belas, meu amigo,
São as mães de todo mundo!



