Irene Coimbra Poemas mais que especiais do nosso querido poeta, Élvio Antunes de Arruda. Élvio, além de talentoso poeta, era um gentleman! Sempre me lembrarei dele com saudade e muito carinho.
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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".
Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”
"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".
Inajá Martins de Almeida
assim...
"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)
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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”
Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)
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sábado, 10 de agosto de 2019
APRENDIZADO
"Acontecimentos desagradáveis, transformam-se em aprendizado, quando se almeja aprender."
por Inajá Martins de Almeida
Este fora o desafio deste dia - 10/08/2091 - "Café do Escritor" - Mestre Robertson Frizero.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
NOITE DE INSÔNIA
por Inajá Martins de Almeida
Noite de insônia
torna-me viajante no tempo.
Distante de ti, de mim, vejo
se apartarem teus olhos;
- quiçá, no horizonte,
saudade de mim, permaneça.
Vazias, minhas mãos, saboreiam
a ardência das tuas
a me buscar, frenéticas,
na noite que se vai insone.
E, ao sentir tua presença,
em sonho, tão real
a linha divisória, que nos distancia,
jamais conseguirá, de mim levar
a tênue lembrança do amor
- aquele que nos fora tão intenso -
e, ainda que a brutal enfermidade
o tenha apartado do nosso convívio,
o cheiro agradável do teu toque
se fará sentir, eternamente,
na distância que nos aproxima, visceral,
em cada noite de insônia.
em cada noite de insônia.
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O desafio que o mestre, escritor, poeta e professor nos traz neste dia 31 de julho, com seu desafio criativo, inspirou-me as linhas, tendo como pano de fundo os belíssimos poemas do poeta e a lembrança do marido que me faz companhia no virtual e que tão real a mim.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
AH! NÃO FORA O TEMPO
por Inajá Martins de Almeida
O tempo insiste em passar...
Passa
Passado passou.
Lembranças deixou:
afáveis
amáveis
adoráveis
vulneráveis.
Passa... Passa... Passado...
Insiste
Persiste
passar.
Quem há de te apagar!
Tempo que leva tempo
Tempo que marca o tempo
Tempo que o tempo registra...
Ah! Se não fora esse tempo
De lembranças passadas
Não haveria registro em tempo.
E, se a memória que o tempo apaga
o registro permanece
eternamente no tempo
o tempo, esse tempo em registro
há de resgatar
e, em tempo irá contar.
o registro permanece
eternamente no tempo
o tempo, esse tempo em registro
há de resgatar
e, em tempo irá contar.
INSPIRAÇÃO
por Inajá Martins de Almeida
Recordar
Recordações
Recordam-me.
Lembrar
Lembranças
Lembram-me.
Saudade
Saudosa
Sauda-me.
Tempo
Passado
Resgata-me
Tempo
Presente
Presenteia-me
Tempo
Futuro
A me inspirar.
foto Elvio - inverno 2010 - Jd.Paulistano (São Carlos)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
LUA CHEIA a NOS PREMIAR
por Inajá Martins de Almeida
A brisa suave da noite
desce com seu manto azulado
e a lua que se apresenta magnífica
preenche de brilho e luz
o espaço que se abre a mim.
Olho o firmamento
procuro aquele que me dá sentido à vida
e o gosto da existência
me faz quedar ante a beleza
da natureza que se apresenta toda a mim.
É o momento do encontro
como seres enamorados
a lua me chama e me envolve
na mais tênue paz
momento em que a percebo só para mim.
E a foto que marca a cena
numa noite que se faz serena,
o verde do jardim,
a mescla ouro prata do luar
reflete no exterior o que sai de dentro de mim...
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Primeira lua cheia neste espaço que está se tornando tão familiar a mim...
Há pouco tempo me transferi para esta casa e já me sinto tão tranquila, num local que Deus preparou para mim.
Minha primeira noite nesta casa aconteceu no dia 30/01/2019.
Inajá Martins de Almeida - 18/02/2019
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Não pude me apartar das aparições da lua nesta noite - 19/02/2019 - em que ela vem me premiar em espanto, ao abrir a porta da sala e me deparar com aquele cena que me visitava; adentrava o pequeno espaço, mas se agigantava dentro de mim.
Deixei-me quedar maravilhada. Tentei registrar o momento em foto, muito embora a beleza era ímpar, singular, ciumenta...
Era a mim que ela se apresentava...
Era a mim que dividia sua exuberância...
Era a mim que preenchia de êxtase meu sentir poético...
Eis-me aqui neste instante, a registrar o impacto que a lua sempre me promove.
Era para ser uma noite como tantas outras...
Entretanto... Não o fora!!!
19/02/2019
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Não pude me apartar das aparições da lua nesta noite - 19/02/2019 - em que ela vem me premiar em espanto, ao abrir a porta da sala e me deparar com aquele cena que me visitava; adentrava o pequeno espaço, mas se agigantava dentro de mim.
Deixei-me quedar maravilhada. Tentei registrar o momento em foto, muito embora a beleza era ímpar, singular, ciumenta...
Era a mim que ela se apresentava...
Era a mim que dividia sua exuberância...
Era a mim que preenchia de êxtase meu sentir poético...
Eis-me aqui neste instante, a registrar o impacto que a lua sempre me promove.
Era para ser uma noite como tantas outras...
Entretanto... Não o fora!!!
19/02/2019
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
DESPONTA UMA POETISA NO CENÁRIO LITERÁRIO
Eis que uma adolescente escreve como gente grande.
Ganha o cenário literário a poetisa que nos seus treze anos manifesta a madureza do poeta que já nasceu pronto para as linhas e para as letras.
Ganha o cenário literário a poetisa que nos seus treze anos manifesta a madureza do poeta que já nasceu pronto para as linhas e para as letras.
Ana Clara Martins de Almeida dentro de si carrega o DNA do bisavô, Nelson Martins de Almeida, que pautara sua vida a escrever, retratar a história em suas inúmeras obras editadas.
Ana Clara em seu primeiro aniversário com o bisavô Nelson e a tia avó Inajá
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Agora neste espaço, criado pela tia avó Inajá, eis que os poemas se apresentam magistrais em composição de pura inspiração, lirismo e profundidade poética.
Surpreendeu-me sobremaneira a rica expressão da adolescente que desponta em poemas
Surpreendeu-me sobremaneira a rica expressão da adolescente que desponta em poemas
ELA
Ela como as borboletas,
Tão linda e delicada
Mal sabe, Ela,
De sua beleza inexplicada.
Ela
Um oceano inteiro
Tão profunda e complicada
Todos que tentam entende-la
Saem de cabeça rachada.
Ela
Não é qualquer garota
Ela é forte e dedicada
Não sabe abaixar a cabeça
Não gosta de ser rebaixada.
Ela é uma bagunça interna
Que nem ela mesma sabe desfazer
Pois, para isso acontecer
Primeiro precisa se entender.
Ela é insana.
Em suas veias está a correr
Uma leve pitada de loucura,
Engrenagem de todo seu viver.
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VIDA
No começo somos como um livro em branco
Prontos para escrever nossa história,
Nesta longa jornada chamada “vida”
Na qual cada passo é uma subida ou uma descida.
Cada pessoa vive diferente,
Com seu jeito especial
Pois, de uma forma ou de outra
Não existe ninguém igual.
Ana Clara, Inajá e Maris Ester - Casa do Poeta
Ana Clara, Inajá e Maris Ester - Casa do Poeta
Ribeirão Preto novembro 2018
Cada qual segue o próprio caminho,
Colhendo flores, separando espinho
Com um vasto mar de sentimentos
A criar grandes momentos.
O que será então o envelhecer?
Será o bem viver?
Penso eu
seja uma vida marcada por altos e baixos,
emoções e superações.
É a memória repleta de história,
Vasta sabedoria,
que a outros pode ajudar;
que a outros pode ajudar;
Pés que já trilharam caminhos
Onde jovens terão de passar.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
PAPÉIS AMARELECIDOS TRANSFORMAM-SE
por Inajá Martins de Almeida
O que foi feito daquele sonho?
Silêncio...
Pausa...
E pensa...
E sonha...
E a mente traz o poeta fingidor
A fingir a própria dor.
Quem vai acreditar na dor do poeta?
O silêncio a tudo silencia...
O reflexo do vento a balouçar
Folhas ao vento
Adentra o quarto
Sombreia espaços
Reflete alma de artesã.
Mãos que tecem sonhos
Esperança futura!
Cada ponto guarda lembranças
Aguarda novos pontos...
Passado... Presente...
Futuro incerto...
Papéis velhos clamam presença
Linhas, aos poucos, os tornam ausentes.
Representados ao longo dos dias.
Décadas – mais de nove transcorridas -
O quarto busca se transformar
E se transforma.
Agora, papéis velhos
não mais papéis amarelecidos pelo tempo.
Na via cibernética transformam-se.
Arrolam-se a outros tantos fios
que se perdem no emaranhado
da informação que informa a tantos mais.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
NOITE NAZARENA
por Inajá Martins de Almeida
Uma mulher - retalhos de lembrança
Do natal, noite fria.
O céu azul, raios de luar, a poesia
Traz para seu coração, bonança.
De vazias mãos se lança ao verso.
Quer para o papel transportar
A memória, já quase a se apagar,
Na contramão do metro, adverso.
E o soneto busca as rimas, enquanto a pena
Vacila e rodopia, entre a inspiração
Do momento e a saudade que sente
Daquele frio natal - noite nazarena!
E, do passado, a buscar a criança - em vão -
No presente, encontra a mulher - seu melhor presente!
______________________
É Natal
Tempo de renovo
Tempo do Menino Jesus.
Que em nossa casa
e em nossos corações
Ele possa preencher
todos os espaços...
Quer para o papel transportar
A memória, já quase a se apagar,
Na contramão do metro, adverso.
E o soneto busca as rimas, enquanto a pena
Vacila e rodopia, entre a inspiração
Do momento e a saudade que sente
Daquele frio natal - noite nazarena!
E, do passado, a buscar a criança - em vão -
No presente, encontra a mulher - seu melhor presente!
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É Natal
Tempo de renovo
Tempo do Menino Jesus.
Que em nossa casa
e em nossos corações
Ele possa preencher
todos os espaços...
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sábado, 22 de dezembro de 2018
RETALHOS PARA REMEMORAR
Revendo a imagem percebo minha mãe a sorrir para mim, embora seja eu que ali estou.
Será que nesse instante ela veio me visitar?
Que doce lembrança, minha mãe me traz.
O tempo passou e eis que em outubro de 2018 esta majestosa areca foi para a Clínica do David.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
NOSSA PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS - Élvio e Inajá
Este ano de 2018, Élvio e eu resolvemos que participaríamos da Antologia Ponto e Virgula, publicação assinada pela escritora Irene Coimbra.
Os textos escolhidos, não inéditos, eram-nos familiares, disseminados em blogs, tanto nossos quanto de terceiros, agora ocupariam páginas da publicação. Assim foram direcionados para a finalidade que se cumpriria ainda ao final deste ano de 2018.
As fotos foram capturadas do video em movimento, razão pela qual a não nitidez - acompanhe os momentos através do link https://www.youtube.com/watch?v=_0ZrqFP2LM4&fbclid=IwAR0bgIwDBnpRt6L0ObV6U2AM4UAP5hWVnX-YdW5f9aJvqMymoSASqYA_avA
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As fotos foram capturadas do video em movimento, razão pela qual a não nitidez - acompanhe os momentos através do link https://www.youtube.com/watch?v=_0ZrqFP2LM4&fbclid=IwAR0bgIwDBnpRt6L0ObV6U2AM4UAP5hWVnX-YdW5f9aJvqMymoSASqYA_avA
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Contudo, não programado fora o desenlace que em breve nos acometeria. Os textos, a escolha e encaminhamento para sua editoração aconteceram em meados do ano 2018, o desenlace de Élvio, viria em setembro. Não alcançaria a confecção em papel.
Eis que três meses se passaram desde aquela tarde de sábado - 15 de setembro - e eis que a noite de 15 de dezembro chegara a nos brindar com os livros, agora em nossas mãos.
As páginas retratam aqui, um pouco do nosso envolvimento literário durante esses anos todos de convivência literária - doze anos que não puderam se completar - 12 de outubro 2006, 15 de setembro de 2018.
Se meu companheiro não compartilha comigo de sua presença, a ausência me faz perceber que não é a distância que nos distancia, ou que pode nos distanciar, mas sim o desejo de se querer esquecer. O que será impossível.
Élvio desfila palavras...
Suas orlas prateadas
a soltar palavras ao vento
me estanca a introver.
E, se ao reler os poemas,
as palavras me atraem
e me destraem
sigo meu caminho rumo ao vento
Indo e vindo
chorando e sorrindo
chorando e sorrindo
seguindo lembrando
sentindo partindo.
sentindo partindo.
Quando a mirar Orlas Prateadas
Palavras ao Vento
se soltam dentro do peito a Introver,
a seduzir a imaginação nesse Desfilamento
Refaço caminho
e, se desfeitas histórias
me trazem lembranças
sigo na lida e me apoeto:
porque
não há como não se apoetar...
Inajá Martins de Almeida
23/12/2018
Em comentários a postagem facebook, 18/12/2018, os amigos expressam :
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- Inajá Martins de Almeida Sim Irene Coimbra. Você sempre carinhosa e delicada em suas palavras. Também fomos gratos pelos momentos compartilhados entre livros. Elvio sempre se referia a você com muito carinho. Ansiava por esse momento, o que infelizmente o ceifou. Mas estou eu aqui para contar e continuar rememorando. Grata amiga literata.
- Irene Coimbra Inajá Martins de Almeida, você já faz parte de nosso grupo, amiga, não se esqueça! A partir de fevereiro continuaremos com nossos "Encontro de Escritores e Leitores" todo segundo sábado do mês e "Sarau Ponto & Vírgula" no final de cada bimestre! Deixa anotado na sua agenda pra não esquecer e aguarde mais detalhes por e-mail, tá?

- Matilde Aparecida Salviato Viganó Q experiência única poder participar desse evento.
Obrigado Inaja pelo convite.
Parabéns a todos os envolvidos.- Inajá Martins de Almeida Matilde Aparecida Salviato Viganó... Você me fez muito feliz mesmo ao aceitar o convite. Vamos ter muitas outras oportunidades, que, com certeza serão melhores ainda. Este fora apenas o coquetel... Grata pela companhia...
- Irene Coimbra Foi uma alegria e uma honra recebê-la aqui, Matilde! Infelizmente não pude dar a você e a Inajá toda a atenção que merecem. Mas seu nome já está acrescentado ao nosso grupo do Ponto & Vírgula e esperamos vocês no próximo também, tá?

- Ivani Araujo de Almeida Fiquei muito feliz de reencontrar vc e a Matilde
Beijos- Inajá Martins de Almeida Nós também Ivani Araujo de Almeida. Ficamos muitos felizes mesmo... Foi um breve momento mas muito prazeroso.
- Matilde Aparecida Salviato Viganó Foi ótimo rever vc tb.
Espero q a gente se encontre em breve.
Abraço.
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