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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

FLORESCEM OS HIBISCOS ROSA


                                          Há uma história

que há tempo
se quer contar.
Engavetada na memória
eis agora, o momento.!
Vamos lá...



Era uma vez
num jardim qualquer
uma bela florzinha
branca, ao sol, reluzia.

Um homem, uma mala
um gesto de carinho
uma saudade distante
peito ofegante,
suspirava sozinho.


Um galho pequenino 
daquele arbusto altaneiro
seguiu longa viagem 
sem saber a que paradeiro
o destino o levava.

Horas naquela mala
pareciam infindáveis
o silêncio sufocava
aquele que acostumado fora
ser admirado fora.

Eis que o peregrino
encontra seu novo lar.
De imediato
naquele olhar que observava
fez-se breve hiato.

O olhar, que o galho ofertado
a branca flor não via,
admirado, interrogativo:

Como saber  se bela a flor 
se o galho pequenino
por traz de seu amarelado
a escondia?

Mas eis que num dia 
qualquer como outro
ei-la vibrante
ao sol brilhante
brindava com suas brancas 
e se dosas pétalas 
aquele que ofertara de tão longe.


O tempo passara
um galho se apresentava diferente
em cor rosa se transformara
Logo seria replantado.


Hoje, decorrido o tempo
o homem se não pode contemplar 
a façanha do replantio
pois fora de hora partira
nessas linhas e nestas fotos
o registro  permanecerá
para que outros possam apreciar
a natureza bela
que nos premia com dádivas mutantes

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Élvio trouxera esse hibisco branco, que nos premiara com galhos de cor rosa. Hoje a frondosa e majestosa planta está a se extinguir, mas a de cor rosa, ocupa destaque em nossa área.
Belo presente que o tempo eternizará. 









quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

7 ANOS DE FACEBOOK

Sempre a caixinha de surpresas Facebook. 
Desta vez o vídeo pelos 7 anos... 






Este nos fora um dia muito especial - para minha prima Matilde e eu
O Álbum das Bandas de Araras acontecia em sua noite de autógrafos
Autoria do Historiador Nelson Martins de Almeida - era o Álbum que brilhava em todas as dimensões... 20 de agosto de 2017 - Biblioteca Municipal Martinico Prado na cidade de Araras.

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Outro momento marcante... Eleições 2018 ...
Novamente o facebook soube conciliar nosso desejo de mudanças... 


Não poderia de figurar a profissão que tão bem me soube escolher e confesso que soube retribuir minha formação acadêmica com
Opção
Paixão
Convicção



É Natal...
Tempo de alegria
toda a magia 
paira no ar.

Tempo de fantasia
quanta harmonia...
podemos amar

Além do mais... Podemos ansiar pelo ano vindouro com muita fé, esperança... Que a harmonia seja multiplicada pelos dias a nós disponíveis. Que o amor seja uma constância diária, sempre renovável...
Que nossos corações possam compartilhar muita alegria, que possa alcançar horizonte inimaginável, quebrando barreiras, correntes de ferro e muros...
Que possamos sim criar laços e pontes inimagináveis em todos os momentos...

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Leitura que aparece nesse botão
é a homenagem que fiz para a edição de meu texto
O Ato de Ler
na edição nºs 10, 11 e 12
da Revista em questão - Leitura em Revista -
da Associação Internacional de Leitura Conselho Brasil-Sul Regional do Noroeste do RS 

O texto mencionado fora o escolhido para ser referência ao tema da redação do ENEM no ano de 2005.

Assim, as homenagens me puderam ser computadas e organizadas belamente pela equipe Facebook.
t
https://www.facebook.com/inaja.martinsdealmeida/videos/473852236472014/


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

CASA VAZIA

Chove lá fora. O peito chuva chora. Espaços vazios anseiam presença. E observo. Revisito compartimentos físicos e, dentro de mim, abrem-se brechas ao sentir melancólico e saudoso de momentos que requerem outros momentos. 

O passado se distancia. A memória se turva e apaga algumas lembranças; outras tantas vivas e presente se fazem sentir, na mesma intensidade dos pingos que batem: - toque, toque, toque num ritmar frenético, interminável e incansável.

Mural da Saudade Facebook - 06/11/2018
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Eu permaneço chuva, a revirar apontamentos que  logo me encontram no calabouço do meu ser. Outros tantos me escrevem e me transportam às linhas, num frenético frenesi de linhas e letras. 

E, se fora a chuva, os pingos ou os apontamentos que me trouxeram lembranças saudosas, não sei exatamente, apenas sei que ao estar aqui, neste bailar de dedos entre o som harmonioso do tic tic do teclado, posso me encontrar tantas forem as vezes que voltar a me ler, pois, não fora esta tarde, as minhas memórias mais memoráveis, jamais haveria esse possível encontro e essa sensação de ocupar o tempo que me fora permitido. 

Deixei de olhar para a casa vazia, para os compartimentos que se tornaram enormes, para buscar o grande espaço que pode se abrir dentro de meu ser, quando o escrever me pode aproximar das minhas mais queridas e belas lembranças; dos meus mais amados e queridos ausentes, os quais se tornaram tão presentes ao ocuparem espaços dentro de mim, antes vazios, ante o meu olhar melancólico e saudoso. 

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Interessante que este texto me traz lembranças tantas que, a cada releitura me aproximo mais das minhas memórias e lembranças, não com aquele sentir saudoso, melancólico, mas como um momento que foi benéfico, para a construção de um presente repleto de novas perspectivas ante o amanhã que poderá me proporcionar olhar para a casa vazia e me sentir completa de informações, as quais puderam preencher meus dias passados, ao mesmo tempo em que me transportar para um futuro totalmente aberto à novos planos e projetos, os quais, sem dúvida, não me abandonam jamais.

Ao reler o texto, ao visualizar a imagem, encontro no meu agora, espaços que me representaram, mas que a mudança necessária, me fez distanciar da casa vazia de companheirismo, do cafezinho na cama, nas manhãs, de leituras compartilhadas a dois, das plantas, dos móveis.

A casa vazia, abriu-me a possibilidade da mudança. O agora me conduziu ao apartamento, que, se não dos sonhos, consigo traz conforto, aconchego, por meio dos espaços configurados para nossos afazeres diários - leitura, escrita, prática do piano.

Ademais, o condomínio pode me envolver num cenário deslumbrante entre flores, árvores, muito verde, donde a cada manhã, tarde ou noite, posso estar entre cores, luzes, vizinhos que, aos poucos vão se tornando familiares às conversas, aos encontros, sem contar os animais que se confraternizam, conversam, cada qual a seu modo. 

Posso assim me expressar que a casa se tornou enorme, ante o conjunto de prédios que a compõe, os novos amigos que, a cada dia se acrescenta. Um condomínio aconchegante,   a proporcionar paisagem singular.

Sim... A casa vazia tornou-se um apartamento harmonioso e aconchegante;  a mudança de novos ares, assim o permitiu. 

A companhia da prima irmã, amiga, companheira de trabalho, passeios, conversas infindáveis, passou a ocupar os espaços convívio este formatado ao nosso gosto pessoal.

Assim, nesta manhã de outono - 23 de maio de 2024 - decorridos anos, percebo o quanto é possível se reinventar, quando nos propomos abertos às novas descobertas, às possíveis e necessárias mudanças, a fim de seguir avante até que a eternidade nos requeira o retorno à casa. 



terça-feira, 23 de outubro de 2018

MÚSICA QUE INSPIRA POEMA

Ouço o som do silêncio em mim...
Ao fundo, o instrumental emana paz
que necessito para me entronizar. 

O Pai me clama
O Pai me chama

O fogo arde em mim:
corpo, mente e alma
pulsam, num pulsar sem fim,
e me levam para além do som
a percorrer o silêncio de mim.







O som me evoca
O som me provoca







O clamor de anjos no céu
me levam a cidade ditosa
e saio do viver diário
e me transporto ao imaginário
do concreto dentro de mim.

É quando suspiro
E muito me inspiro

Ao clamor e chamar do Pai
Ao som que me vem evocar e provocar
o suspiro que me sai d'alma
me eleva acima do cotidiano
à inspiração que me torna poema.

 Música que me inspira a rima
logo me expõe ao poema
que se eleva acima de mim
no silêncio profundo
além do mundo, para dentro de mim.

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por Inajá Martins de Almeida

PARQUE ECOLÓGICO DE ARARAS

Uma tarde... Um parque... Sol e muito verde!
Revoada de pássaros
prenunciavam o entardecer:
momento de se recolher.

Encantadas com o bailar das aves
a se alinharem em seus espaços
buscávamos o melhor ângulo
para o registro que se fizera convidativo.



As aves que sem o perceber
forneciam belo espetáculo, graciosamente,
aos que puderam observar a leveza da cena
dançavam ao crepúsculo em constante agradecer.

Enquanto prima Matilde registrava em foto
em mim a lembrança mágica e serena
traria no sono tranquilo  
o despertar das linhas que pediam registro.

A foto logo se fez presente neste espaço
e se o poema pudera contar
eis que o registro permanecerá
na rede - enredada a outras redes.

Assim fora que, numa tarde encantada,
o sol a se despedir do dia quente
em nós deixou a lembrança da gratidão
daquelas pequenas criaturas em regorgeio ao Criador.

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Parque Ecológico de Araras - 21/10/2018
Matilde e Inajá - primas

sábado, 20 de outubro de 2018

EU E MINHAS MEMÓRIAS... RETALHOS DE MIM



Manhã fria e nublada!
Meu sentir distante
requer às linhas que logo me sobrevém.





Num emaranhado de fotos e fatos
percorro meus escritos:
Trabalhos em blogs
e textos que se perdem vários
nas páginas escritas
contadas - tantas.


Lembranças que se querem presente...
Ausente – o tempo
não irá apagar!









Presentes legados sem o saber
agora podem contar...
minhas memórias resgatar.


E nesta manhã,
em que o sol amanhece tímido
o vento frio adentra janela entreaberta,
meu coração se abre
ao poema que não quer calar
pois, se assim o fora
onde minhas memórias
poderiam ser revisitadas
e recontadas?

Pois não fora o verso que me escreve,
o reverso apenas o branco
do esquecimento poderiam deixar
memórias apagadas
com o tempo, logo esquecidas...

Percebo tão somente que, 
retalhos de mim, 
ainda podem me escrever.

Fotos podem marcar
fatos - retalhos que não tem fim...

Neste distante de ti,
na ausência que se faz presente,
meus olhos choram
minha alma pulsa
meu pensar invade palavras
que se escrevem
e me fazem companhia.

E são as memórias,
retalhos em mim,
na distante lembrança
que meus olhos sentem saudade,
tão presente,
quando resgato:

"distante de ti em meu pensamento, vejo teus olhos criarem saudade em mim"... (Elanklever)


Por Inajá Martins de Almeida - sábado 20/10/2018 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O BANCO DA PRAÇA VIROU MEMÓRIA

Éramos dois a compartilhar sonhos...
Ríamos
Curtíamos a natureza: - 
as flores nos alegravam,
davam-nos o frescor das manhãs.

Fotos registravam momentos.
Em fatos marcavam nossos dias, 
que seguiam entre risos e flores.





Onze anos
que não se completaram.
Presença constante
necessária em nossas leituras
e nas muitas reflexões diárias.

Agora os bancos da pequena praça
corroídos pelo tempo
vazios aguardam...

Revendo esses momentos
neste instante
longínquos no tempo,
e que não retornarão a mim
Choro a lembrança tua
e a saudade que bate no peito
anseia pelo reencontro.

Quem sabe
a eternidade poderá nos premiar!?

porque 
se escreves a mim :

"distante de ti em meus pensamentos
vejo teus olhos
criarem saudade em mim"...

Eu a ti escrevo:

"meus pensamentos nesse 
distante de ti, 
choram meus olhos - saudade ..."
_____

Hoje - 03/03/2019 - passei defronte nossos bancos. A chuva dera breve trégua e saímos  para absorver a brisa da manhã - Lilica e eu.
O local familiar a ela, que ia a frente cheirando o caminho. Eis que os bancos, motivo de tantos momentos e fotos, corroídos pelo tempo e vândalos denotam que tudo cumpre sua jornada. A estes em breve a madeira apodrecida deixará de ocupar o espaço.
A amoreira, generosa, num outono que se aproxima, começa a renovar suas folhas.
O chão se tinge de amarelo, a umidade do chão traz para dentro de mim a saudade que insiste permanecer. 
A chuva chora, mas em mim chora a ausência tua.
    

1º mês sem você... - Quantos mais os poderei contar??? (15/09/2018 - 15/10/2018)

2º mês sem você - A CHUVA - enquanto chove lá fora, os pingos d´água escorrem meu rosto ... a saudade aperta o peito e choro incontida... (15/09/2018 - 15/11/2018)

3º mês sem você - A ANTOLOGIA - neste que deveria ser um dia para nós recebo nossa antologia, a primeira, num sarau promovido pela Irene, que você também conhecer. (15/09/2018 - 15/12/2018) 

4º mês sem você - O SONHO - distante de dia a perspectiva da mudança de residência é cada dia mais próxima. Nesta manhã em sonho veio me acalentar o peito choroso de saudade e, minhas palavras a ti puderam me reconfortar, quando naquele último encontro na UTI, agora em nosso quarto, em nossa cama você com os sintomas da doença que o levaria, posso dirigir-lhe as palavras do "eu te amo, realmente eu te amo e muito".  

5º mês sem você - A MUDANÇA -  mais um mês se passou, a transição de um local para outro fora premente. A saudade aperta. O luto permanece.  Neste fevereiro difícil passar sem marcas - teu  aniversário no dia 13, você completaria 66 anos, todavia o dia 15 marcaria o 5º mês da sua partida. Optou por não envelhecermos juntos... Sabia que partiria antes de mim, entretanto, eu não julgara tão prematuramente.

6º mês sem você

7º mês sem você -

8º mês sem você -

9º mês sem você -

10º mês sem você -

11º mês sem você -

12º mês sem você -


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

ÉLVIO e INAJÁ NA LINHA DO TEMPO

"Viva cada dia como se fosse hoje" 
Elanklever (Élvio Antunes de Arruda)



Agora somos lembranças:
Memórias 
em livros
que se podem escrever.

Agora somos memórias
daquilo
que nos fora memorável.

Somos fotos...
Somos fatos...

Somos livros...
Somos livres...

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Dois momentos

A foto registra o momento da confraternização... As palavras o momento da despedida ao Élvio. Como não se emocionar ao toque de tal acolhimento.
Este fora o último momento de Élvio. A doença em breve o ceifaria do convívio e o levaria ao Pai Eterno em 15/09/2018. 

Confraternização de despedida das jovens Josiane Cristina e Heloisa em 31/07/2018, momento em que professores e jovens compartilham a alegria dos momentos decorridos em 2 anos.

Na foto:

Josiane Cristina (fotógrafa em primeiro plano)
sequencialmente - Inajá (professora), Alanis, Heloisa, Eliane, Ana Carolina, Fernanda, Jacqueline, Élvio (professor) Thiago, Bianca, Luciele Caroline, Luana, José Carlos, Wanderson Davi, Gabriel Dias,Eduardo Mathias e João Pedro



quarta-feira, 11 de julho de 2018

INFÂNCIA E MEMÓRIA ...

Encontros nos calam profundamente... Noite de domingo; maio 2018... Café Filosófico nos premia com as memórias de infância... A psicanalista dra. Julieta Jerusalinski traz a baila o escritor Antonio Prata e disseca seu livro "Trinta e Pouco".

A voz suave toca-me profundamente quando estanco...:

"Um escritor... por favor... tragam-me um escritor..." 

Quem se preocupa com o tal escritor... O que ele nos diz? O que ele nos constitui enquanto leitor, observador e quiçá, escritor a partir da leitura...

E encontro mais:

- "Se você não houve a criança, você perde a criança...

e mais ... 

"se mudarmos o começo de nossa história, mudamos a história toda... 

porque 

"... as memórias nos constituem: revisitá-las é como olhar para nossa própria arqueologia; traz a compreensão de que somos, nos faz ver a possibilidade de transformação... Como estamos nos apropriando das coisas vividas? Corremos o risco de criar uma galeria de falsas memórias. Que autobiografia é esta que estamos revivendo?"

Pois é... Pensei e me coloquei a pensar e a ruminar palavra por palavra. A matéria tenho oportunidade de apreciá-la mais vezes, através do video que também compartilho.

E percebo o quanto há por fazer; o quanto por escrever, sem me importar ou pensar quem lera essas linhas, mas o desejo latente pelos registros calam forte dentro de mim: as leituras que leio, os livros que me encontram, as reflexões que me levam os escritores e penso no que há pouco ouvi novamente: - "um escritor, por favor ... um escritor".

Como é bom tê-los por perto. Abreviamos muitas consultas médicas, muitos remédios que podem ser remediados, por meio da leitura...

Voltarei a completar este texto, mas por ora é o que me vem a mente nesta tarde fria de julho.



sábado, 7 de julho de 2018

MÃOS COM VIDA

Sábado... 
Leituras nos remetem a outras tantas... 
Escritores nos auxiliam a caminhada; abrem-nos horizontes; fazem-nos encontrar e desvendar mundos desconhecidos dentro de nós...

É quando ...

"...a beleza nasce do ato lúdico, enquanto se brinca..." (Schiller in "Minha busca da Beleza - Rollo May, p.49)

Brinca-se de tecer, criar, projetar para fora a vida que pulsa no interior dos anos que se podem contar em tantos...

Brinca-se e, quando se brinca os encontros se fazem presentes, num presente incontido de mãos que tecem, mentes que sonham, ideais que se irmanam em mãos que pulsam vida...

Quatro avós... Quatro vidas distantes, separadas por mares e oceanos, adentram o pequeno espaço do meu reduto de trabalho e posso sonhar... quando o autor me diz que:

"O ato lúdico é a única atividade em que a fusão interior e dos fatos objetivos se realiza. 
Dessa fusão procede a forma viva que é a beleza. 
Essa forma vivente é vital, animada, dinâmica; e ao mesmo tempo ela dá serenidade, sossego, como, por exemplo, na música... 
O ato lúdico une o mundo interior de nosso devaneio pessoal ao mundo exterior das pessoas e da natureza".  ("Minha busca da Beleza - Rollo May, p.49) 


O livro do dr. Rollo May - "Minha busca da Beleza - 
inspira-me; eleva-me aos meus devaneios concretos, porque os posso exteriorizar por meio destas linhas que se tornam presentes ao meu sentir e futuro a quem vier encontrá-las.

Encontros que se fazem sentir tão profundamente, ao ponto de declinar estas linhas quando do encontro das avós, tão próximas do meu querer sentir e pulsar, entre herança e saudade - das avós ausentes, legado de uma existência entre lãs, linhas e projetos.

Novelos tecidos - 500 a se encontrarem entre tons harmoniosos. Quadros multicores, 1.290, puderam avolumar entre os meses que se seguiram - dois meses. 

O projeto ainda reservava participação de outras tantas mãos, que emprestavam suas vidas ao projeto que se agigantava e ganhava mais colorido.

Cubos gigantes, em número de doze, puderam ser guarnecidos pelos quadros, que se entregavam ao ornamento... 
Mãos trabalhavam incansáveis unindo, ponto a ponto, os multicores quadradinhos, adentrando a noite no espaço comercial que se abriria a visitação.
O projeto, em área aberta de um centro comercial, traria a arte das artesãs em cubos que bailavam, pulsavam, pelo ar.
Era o belo que se podia externar através das visões várias:


do encontro das avós; do espaço aconchegante; da criatividade de quatro senhoras a tecer as cores do universo em pontos de croche; do olhar que, nos bastidores puderam unir quadro a quadro, numa harmonia uniforme, a transformar em autêntica obra de arte, o projeto que se pretendia levar a lume - encontro de quatro avós envolvida num projeto de vida. 

Gerações que se não se tornam indiferentes a se entregarem a abraços ternos. 

Netos que encontram suas avós em outras avós. 

Mensagens que se escrevem e se deixam registram em grandes painéis entre os espaços livres.

Parque Nascente... Onde os sonhos podem se tornar a realização de projetos engavetados...



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capturas de imagens e postagem para este blog
Inajá Martins de Almeida 
7/7/2018 - sábado - São Carlos

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A BATALHA NOSSA DE CADA DIA

As manhãs, quantos momentos, desvendam-nos em caixinhas que, ao serem abertas vem ao nosso encontro como bálsamos para nossos ensejos maiores.

Vi Carlos Tampa, durante a Feria do Livro de Ribeirão Preto 2017, rodar a praça com sua bicicleta repleta de livros. 

Momento mágico e poético. A cada visitante do espaço livreiro um gesto amigo, sorriso franco, um livro partilhado ...





Hoje a publicação, a foto, as palavras vieram soar como címbalo em meu sentir maior. 

Através das linhas tecidas, pude tecer outras tantas.

O cenário entre as máquinas de escrever e de costura - registro em foto - pode me levar às memórias, quando as trouxe à minha própria vida: meu pai escrevia textos, artigos e livros, numa - a máquina de escrever - minha costurava noutra - máquina de costura - meus vestidos mais primorosos. 



Máquinas em minhas mais queridas lembranças.

O amigo fala das agulhas de crochê... Ainda as mantenho comigo... Com elas arrisco pontos, teço peças... Herança de família.

A máquina de costura, não me ficou como herança, mas a de escrever, essa sim me acompanha desde tenra idade, até os momentos atuais. 

Essa tal máquina de escrever, mudou sua forma de ser - hoje é o teclado que escrevo e a tela em que me percebo artesã das letras e das linhas - das linhas do texto às linhas das agulha de crochê.

Realmente lembranças de nossos pais que nos forjaram artífices das palavras, das letras, das linhas, dos livros.

Estar aqui neste momento, em que o amigo me calou tão profundamente, fora um encontro dos mais agradáveis.

Este é o universo a que nos temos adentrado nos últimos anos. 

Universo que aproxima pessoas distantes. Adentra nossos lares e nos tornam partícipes da mesma obra.


Grata pelo belíssimo texto e pela imagem que me fez viajar ao túnel das minhas mais significativas lembranças - memórias que se perpetuam através de outros tantos retalhos de memórias, que o tempo jamais se distancia, ainda que distante.


Inajá Martins de Almeida

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Ademais, outra indicação me chamou atenção. Fora através de pesquisa sobre a foto que me encantou. Logo aos primeiros dados lá estava ela... Sorrindo para mim... Abrindo-se em encantos ...  
Aquela imagem registrava uma história real ... Adentrei suas linhas; aos poucos encontrei-me em seu enredo... Ainda não alcancei o desfecho, mas quero registrar aqui meu primeiro contato, logo mais postarei outros... Confira você também meu leitor em Livro de Lírios...   https://lymurat.wordpress.com/2014/08/30/um-anel-uma-maquina-de-costura-e-uma-historia-de-amor-parte-01/