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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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sábado, 18 de abril de 2015

CASA GUILHERME DE ALMEIDA







Um cantinho só para Mário

Espaço reúne doações do escritor Mário de Andrade, patrono da Biblioteca Municipal, ao acervo local na década de 40.

A relação do escritor Mário de Andrade com Araraquara vai muito além do romance “Macunaíma”, marco do modernismo no Brasil, que ele escreveu em seis dias durante férias na Chácara Sapucaia, de seu tio Pio Lourenço Corrêa, em 1926.

Por ser um grande incentivador e colaborador da ideia, ele também batiza a Biblioteca Municipal, que começou a funcionar em 1945.

E lá, a supervisora técnica Fátima Aparecida Zampiero Ramos resolveu criar um espacinho especial para coroar toda a colaboração cultural de Mário para com a cidade, afinal, na década de 40, ele doou seu acervo para a Biblioteca, à época formado por cerca 600 livros. Além de textos autorais, muitos romances, alguns em inglês e francês.

Mas como Fátima conseguiu separar tudo isso em meio a cerca de 55 mil obras? É simples. Desde do fim da década de 1990, quando a Biblioteca Municipal começou a digitalizar o cadastro das obras, ela passou a separar tais livros automaticamente, porém com muito zelo e dedicação.

“Pedi autorização a minha gerente na época para, aos poucos, começar a separá-las, e, assim, fomos deixando algumas separadas para futuramente reuni-las para algo especial, pois são históricas”, diz a supervisora.

Dito e feito. Há quatro meses, efetivamente, Fátima organizou 430 obras e as deixou para visitação em um cantinho especial dentro da Sala “Pio Lourenço Corrêa”. Esse espaço tem visitação gratuita, porém é limitado apenas para pesquisa.
Marcos Leandro
Espaço reúne acervo doado por Mário de Andrade à Biblioteca Municipal
Vale dizer que, com o tempo, alguns livros sumiram, por motivos diversos. “Era fácil identificar alguma peça da coleção dele, pois algumas tinham um selinho. Em algumas situações, ele já havia caído, porém o espaço ainda está ali”, revela.

AMIGOS FAMOSOS - Outra maneira de identificar algum livro pertencente a Mário de Andrade é pelas dedicatórias mais que especiais, assinadas por outros nomes da literatura brasileira, como Cecília Meireles e Vinícius de Moraes, por exemplo. Alguns, inclusive, foram dados como presente à Biblioteca.

“Mário foi um grande incentivador da criação da biblioteca. À época, inclusive, além de defender a ideia junto ao prefeito de Araraquara, ele fez até um pedido oficial em um folhetim da Imprensa do Estado de São Paulo requisitando doações para o acervo. Vale dizer ele que só veio a batizar a Biblioteca pouco depois de sua morte, como uma homenagem póstuma a sua contribuição cultural para a cidade”, finaliza Fátima Aparecida Zampiero Ramos.

A Biblioteca Municipal “Mário de Andrade” está entre as 33 bibliotecas de todo o Estado de São Paulo a ter em seu acervo uma coleção de livros raros. A informação consta na última publicação do Guia do Patrimônio Bibliográfico Nacional de Acervo Raro, da Biblioteca Nacional.
Marcos Leandro
Livro doado por Cecília Meireles a Mario para que este a entregasse à Biblioteca de Araraquara
QUEM FOI MARIO - Mário Raul de Morais Andrade nasceu em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Sua influência foi decisiva para o modernismo se fixar definitivamente no Brasil. Estudou música, escreveu sobre folclore, pintura e também foi crítico de arte em jornais e revistas. Em 1917, escreveu seu primeiro romance sob o pseudônimo de Mário Sobral: “Há uma gota de sangue em cada poema”.

Nela, defendia a paz e criticava a Primeira Guerra Mundial e todas as consequências que ela causou. “Macunaíma”, sua mais célebre obra com o famoso anti-herói, teve suas linhas escritas em Araraquara. Muitos pensam que ele e Oswald de Andrade tinham algum parentesco; porém, não é verdade. Mário de Andrade morreu em São Paulo em 1945, aos 51 anos.


domingo, 9 de novembro de 2014

O ATO DE LER : O PODER DE TRANSFORMAÇÃO DA LEITURA

Produção textual do ENEM 2006: O poder de transformação da leitura. Trata-se de um tema de cunho educacional e, assim, também social, pois sabemos que, infelizmente, a questão da educação brasileira é complexa, pois enfrenta vários desafios, inúmeras ordens e a leitura tem um papel muito importante neste cenário, já que através dela e da escrita nos alfabetizamos e nos tornamos cidadãos protagonistas e autônomos.
Este tema afirma que a leitura é transformadora, que possui o poder de mudar pessoas e, consequentemente, comunidades, organizações e até países e é este caminho que o candidato deveria tomar ao redigir seu texto.
A proposta colocava-se do seguinte modo:

1)

Uma vez que nos tornamos leitores da palavra, invariavelmente estaremos lendo o mundo sob a influência dela, tenhamos consciência disso ou não. A partir de então, mundo e palavra permearão constantemente nossa leitura e inevitáveis serão as correlações, de modo intertextual, simbiótico, entre realidade e ficção.
Lemos porque a necessidade de desvendar caracteres, letreiros, números faz com que passemos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido. Antes mesmo de ler a palavra, já lemos o universo que nos permeia: um cartaz, uma imagem, um som, um olhar, um gesto.
São muitas as razões para a leitura. Cada leitor tem a sua maneira de perceber e de atribuir significado ao que lê.
Inajá Martins de Almeida. O ato de ler. Internet: (com adaptações).


2)


Minha mãe muito cedo me introduziu aos livros. Embora nos faltassem móveis e roupas, livros não poderiam faltar. E estava absolutamente certa. Entrei na universidade e tornei-me escritor. Posso garantir: todo escritor é, antes de tudo, um leitor.
Moacyr Scliar. O poder das letras. In: TAM Magazine, jul./2006, p. 70 (com adaptações).

3)

Existem inúmeros universos coexistindo com o nosso, neste exato instante, e todos bem perto de nós. Eles são bidimensionais e, em geral, neles imperam o branco e o negro.
Estes universos bidimensionais que nos rodeiam guardam surpresas incríveis e inimagináveis! Viajamos instantaneamente aos mais remotos pontos da Terra ou do Universo; ficamos sabendo os segredos mais ocultos de vidas humanas e da natureza; atravessamos eras num piscar de olhos; conhecemos civilizações desaparecidas e outras que nunca foram vistas por olhos humanos.
Estou falando dos universos a que chamamos de livros. Por uns poucos reais podemos nos transportar a esses universos e sair deles muito mais ricos do que quando entramos.
Internet: (com adaptações).

Considerando que os textos acima têm caráter apenas motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema:
O PODER DE TRANSFORMAÇÃO DA LEITURA.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
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Análise de : 

*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada em Letras/Português pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP – Atua na área de Educação exercendo funções relativas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação na 1ª fase e de Língua Portuguesa na 2ª fase do vestibular 2013 da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Participou de avaliações e produções de diversos materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação.

Todos os três textos motivadores da coletânea da proposta de redação do ENEM 2006 abordam o que a leitura é capaz de fazer em nós, leitores e em nossas vidas. 

O primeiro texto, de autoria de Inajá Martins de Almeida, fala a respeito da mudança de olhar que a leitura proporciona àquele que aprender a ler por meio de sua influência, já que tudo o que lemos possui significado (o signo é ideológico, portanto, nada é neutro) e isso estará presente, conscientemente ou não, ao longo de todas as nossas vidas. A autora também afirma que a leitura é uma necessidade humana porque somos curiosos, queremos desvendar mistérios, queremos questionar e que somos leitores antes mesmo de aprendermos a ler, pois desde crianças aprendemos a ler olhares, gestos, sons, imagens etc.
O segundo texto, um depoimento biográfico do escritor falecido em 2011 Moacyr Scliar, fala da importância e da prioridade necessária à leitura na infância e no convívio familiar contando que, em sua casa, faltavam móveis e roupas, mas nunca faltavam livros e, assim, corrobora a importância da influência e da motivação dos pais na leitura de seus filhos, o quanto é fundamental a família proporcionar à criança momentos de iniciação à leitura, mesmo que esta ainda não saiba ler. E, realmente, os exemplos vindos de pais, de irmãos mais velhos, primos, tios, amigos etc são imprescindíveis para que a criança assimile, desde pequena, o quanto a leitura é importante. Não adianta cobrar que seu filho leia se você não lê e aqui não nos referimos apenas aos livros, mas também a jornais, revistas de todos os tipos e tantos outros meios.
O terceiro e último texto aborda o quanto a leitura pode nos fazer viajar através da nossa imaginação, já que nos mostra universos diferentes, as mais variadas histórias, os mais diversos personagens, com seus segredos e fantasias. Este texto trata, mais especificamente, dos livros de ficção, biográficos, ou seja, com histórias mais voltadas ao entretenimento e afirma que, por poucos reais, podemos nos transportar para estes universos e sairmos mais ricos do que entramos e esta questão do preço do livro, no Brasil, pode ser uma brecha para a elaboração da proposta de intervenção social, já que todos sabemos que há uma incidência muito grande de impostos nos valores dos livros vendidos aqui, o que os encarece e, assim, dificulta o acesso, principalmente da camada mais pobre da população, a eles.
Mas, além do preço, podemos discutir outras questões acerca da leitura no nosso país, já que sabe-se que o brasileiro lê pouco em comparação aos leitores de outros países. O brasileiro não possui muito o hábito de ler e isto deve ser transformado através da própria leitura, antes mesmo ou ao mesmo tempo do governo diminuir a taxação de livros no Brasil. Há pessoas que reclamam que livros são caros, mas não se importam de pagar o mesmo valor ou até mais em outro item; o problema é, realmente, o preço do livro ou as prioridades destas pessoas? Livros são caros, mas e as bibliotecas públicas, por exemplo? Por que não frequentá-las? Temos também os sebos, as bibliotecas escolares…
Falando em escola, esta, juntamente com as famílias, tem papel fundamental na formação de leitores, já que é nela em que as crianças são alfabetizadas e passam mais de dez anos de suas vidas. Os professores são leitores? A obrigatoriedade das leituras é positiva? Como escola, aliada aos pais, podem incentivar, motivar e influência que crianças e jovens tornem-se leitores proficientes? Projetos que busquem responder a esta pergunta são, certamente, ótimas opções para uma proposta de intervenção social.
O candidato pode basear todo o seu texto na diferença que a leitura pode fazer na vida das pessoas, socialmente e profissionalmente, já que ler não é importante apenas na escola, mas sim para toda a vida, já que lemos todos os dias, em todos os lugares, em inúmeras situações. Ler e escrever vão além do vestibular e do ENEM; na faculdade vocês, leitores, terão de ler, e muito, e terão de aprender a ler gêneros não lidos antes por vocês (artigos acadêmicos, resenhas, dissertações de mestrado, teses, relatórios etc), ou seja, estamos sempre aprendendo a ler e a escrever.

http://www.infoenem.com.br/analise-de-tema-de-redacao-enem-2006/

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AS PALAVRAS NOS ESCREVEM

Ao olharmos para uma palavra, 
podemos encontrar tantas outras 
as quais poderão falar de nós e nos escrever!

Inajá Martins de Almeida 



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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FALANDO FORA DE HORA

- por Inajá Martins de Almeida



Falavam. Riam. Caminhavam. Amigos, mãos dadas a observar a paisagem, incansáveis.




Sonhos presente – presentes – teciam as linhas imaginárias no horizonte azul. Grossas nuvens escuras caminhavam... Não se davam conta.





Falavam. Riam. Caminhavam. 


Ao que falavam ao menos conta faziam. Quantas vezes, fora de hora falavam. Não se calavam quando exaltados os ânimos a língua, furiosa, divagava caminhos adversos.



E se magoavam sem sentido. Sem sentir se distanciavam. O amor desvanecia. Olhos choviam lágrimas. Coração brotava mágoas. Sonhos compartilhados por entre os dedos escorregavam.


O abraço apertado ansiava hora de calar.

Aos pedaços, coração sufocava pranto doído. Malas desorganizadas. Partida iminente sufocava o ar. Faltava o ar. Ou será que era A m o R demais que sufocava o ar.

Amor que sufocava o ar? Ar que faltava ao amor?

E quando se pensava que o amor viera para ficar, lá estava ele, mesmo aos pedaços escorregando entre os dedos. Falando fora de hora. Palavras desconexas. Impensadas palavras.




Soubesse agora que o falar fora de hora pudesse falar agora, na hora. 





Soubesse agora o falar fora de hora alcançar o brilho do olhar distante. 





Soubesse agora o falar fora de hora chorar o choro dos que, mesmo sem querer escorregar sonhos por entre os dedos,  conseguem enxergar, nas mãos cerradas, o coração a pulsar.   


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Linda melodia nesta manhã de sábado 22 de fevereiro de 2014. 
Manhã chuvosa. Parece que a chuva inspira. Aspira. Respira. Ah! Chuva. Fina chuva. Pingos a pingar coração doído. 
Eis que a tela traz a chuva a chorar lágrimas, na melodia, na canção, na letra. Tudo compactua saudade. Tudo inspira lembrança. Tudo aspira memória e tece. E registra. 
Será que o amigo distante iria adorar se soubesse?

Compactuo o vídeo. Linda mensagem. Linda melodia. 






     

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

MÚSICA TRANSFORMA VIDAS - 1º Festival Musiclin

MÚSICA TRANSFORMA VIDAS!

Com esse tema, Musiclin - Musicoterapia Clínica - promoveu na noite de sábado - dia 7 de dezembro de 2013 - o seu primeiro festival.


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Cativar - palavra que exprime poema
Responsável se torna todo aquele que cativa.

 Assim, somos responsáveis por aquilo que cativamos. 
Cativar é amar
Cativar é também carregar
Cativar - laços fortes criar

David e Patrícia são responsáveis são pelos que cativam.

E como sabem C a t i v a r !



POEMA DA BAILARINA

A ternura da bailarina
rodopia no ar
encanta, faz a todos sonhar

Pesinhos de fada
deslizam, flutuam suave    
quem as pode tocar...

É a música 
que transforma a Bailarina em Poema




A Viagem continua no mundo encantado da música. 
Música que transforma vidas.
Música que aproxima Amigos, numa verdadeira Greensleaves, meiga e abusada.
Música - Minha primeira valsa
Como minha primeira canção
Música que pede o brilho do Sol.








Música.
Ruflar de tambores.
Címbalos suaves invadem todo o espaço
Passos precisos - preciosos
Delicadeza em cada gesto.

Kung fu Panda
representa fielmente movimentos delicados.

É a magia da música a envolver a singeleza da criança.

Por todos os lados veem-se olhos marejados.
Clímax entre luzes que cintilam
e iluminam 
o espaço e os corações.


Música a transformar vidas!



Música que almeja abraços
Como abraço de pai.
Que eleva a voz:
Amigo estou aqui.

Música és tu minha primeira valsa.








Música que toda criança quer
Música que inspira 
Que a terra faz descer 
Um anjo do céu.








Música...

Eu caçador de mim
Fico assim sem você
Tal qual todos os loucos do mundo.






Música...
Transforma.
Alegra.
Envolve.

Aproxima corpos, almas e corações, 
num verdadeiro balé.










Música...
Divina Música!
Transforma vidas!


Musiclin



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Alguns momentos compartilhados no facebook

É A MÚSICA QUE PODE TRANSFORMAR VIDAS!




FOTOS QUE PODEM REGISTRAR E MARCAR FATOS



LUZES - REFLETORES - MÚSICA QUE TRANSFORMA VIDAS!


BRILHO DO NATAL - A VERDADEIRA ALEGRIA - VERUM GAUDIUM


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Fotos, postagens, textos Inajá Martins de Almeida

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O que a música pode fazer para melhorar a saúde de uma criança? Os resultados são surpreendentes.

O menino frágil e doente só pensava em percussão. “Eu era louco para tocar tarol, caixa. O maestro da banda: ‘não, vai para o trompete’, ‘vai para a corneta’”, conta o musicoterapeuta Cláudio Vinicius Froes Fialho.
Sem se dar conta, o garoto sem fôlego dava fim à bronquite. “Só vim perceber que eu fui curado pela música muito mais tarde”, conta Cláudio.
Anos depois, ao se apresentar em uma enfermaria, já músico profissional, Cláudio ouviria a frase desconcertante: “Você já é musicoterapeuta, só que você não sabe”, lembra.
Foi o bastante para trocar os palcos pelos corredores do hospital. O flautista encantador de meninos vai puxando um cordão de alegria no Hospital da Criança de Brasília. São como pílulas de música contra o estresse provocado por doenças graves.
“Ela consegue, muitas vezes, colocar a criança em estado de relaxamento, onde a criança sai, às vezes, de uma agitação e passa para um estado de tranquilidade”, revela a psiquiatra Eliane Prado.
A musicoterapia é parte da estratégia de tratamento do hospital.
Fantástico: Qual é o efeito que a música tem em você?
Carolina Pessoa, de 15 anos: Eu não fico triste. Não me traz tristeza, fico alegre e canto todo dia.

“Esse problema que eles estão passando, todos aqui, precisam desse suporte para a alma também. Porque a quimioterapia dá o suporte para o corpo físico. E a música dá suporte para a alma”, destaca Tânia Pessoa, mãe de Carolina.
“Em momentos de crise, a gente já percebeu que ela funciona”, explica Cláudio.
O consultório de musicoterapia é como um parque de diversões cheio de instrumentos.
“Estou trazendo ela para um ambiente sonoro. Ela está se suspendendo do ambiente do hospital, de alguma maneira. A partir daí, eu sinto que o trabalho já está sendo feito”, revela Cláudio.
Jonatas é autista.
“Você sabe que uma das características do autista é não olhar nos olhos das pessoas”, diz Julcemar Guilardi, pai de Jonatas.
O menino que nunca olhava diretamente para ninguém, fixa o olhar por um instante até para a câmera. E passa a se comunicar por notas musicais.
“Eu estava na cozinha, aí uma colher caiu no chão e fez um som. E o mesmo som, tipo um mi, ele repetiu vocalizando”, conta Rosemir Guilardi, mãe do Jonatas.
Cláudio foi percebendo que toda criança chega com uma identidade musical. “É como se elas tivessem, na sua vida, sido magnetizadas com algum repertório”, explica.
E a partir de seu repertório íntimo, a criança vira letrista da música que Cláudio inventa na hora.

Ao virar compositora, Tainara combateu o déficit de atenção.

Além das consultas individuais, agendadas, com hora marcada, há também intervenções breves nas outras alas do hospital. A ideia é criar um campo sonoro, um ambiente musical, que permita aos outros profissionais da área da saúde também utilizar a música como ferramenta de tratamento.
Ian tem paralisia cerebral. Enquanto faz os exercícios de fisioterapia, se concentra nos movimentos de Cláudio. E o que era apenas silêncio, vira entendimento profundo.
“Às vezes ela olha para uma coisa que você está tentando fazer ela olhar e ela não olha. E aí quando ele começa a tocar eles entram em um alerta. É muito bonito o que tem acontecido, e as crianças mudam”, diz a fisioterapeuta Patrícia Pinheiro.
O hospital vê resultado até no combate à dor. Os médicos já não acham mais que é apenas melhora subjetiva.
“Tem estudos muito bem montados para tirar, para tentar delimitar essa subjetividade. Esses estudos mostram que melhora, sim, a dor. Diminui dor”, explica o neurologista infantil Christian Müller.
“A gente coloca a criança na mesa lira, o corpo dela todo vai entrar em consonância com essa mesa. Ela vai atingir um estágio que a gente chama de oceânico”, mostra Cláudio.
A mesa lira é a estrela da musicoterapia. Quando deitou nela pela primeira vez, Bianca tinha um gravíssimo problema de pele.
“Causa uma sensação de bem estar, ela possibilita um relaxamento profundo”, avalia Cláudio.
Bastaram algumas sessões para que a alergia de pele, de fundo emocional, desaparecesse. “Me salvou. Me curou totalmente”, comemora a menina.
Para a musicoterapia de Cláudio, a cura é algo contínuo. Como a música, está sempre em andamento. “Um processo de cura foi estabelecido. Não tem uma cura que é um estado de ser saudável, perfeito. Estamos em processo de cura”, ele diz.
Além da cura, a musicoterapia pode ter libertado um dom. Porque ninguém esperava que Bianca, a garota tímida e retraída, tivesse uma voz tão poderosa. Nem ela própria.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

BANDA DE TODAS AS BANDAS - Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo




Magnífico espetáculo. A Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, a cada apresentação se destaca, inova-se, transforma-se. Jamais deixa de fazer jus ao slogan de "BANDA DE TODAS AS BANDAS", a ela conferida quando Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta no ano de 1977, conquista o prêmio nacional de melhor banda do Brasil.

Repertório eclético. Do clássico ao popular, traz ao palco do Teatro Estadual de Araras a performance do rock através dos seus maiores vultos.

Maestro Marco Antonio Meliscki surpreende e arranca risos acalorados da platéia em êxtase pelo brilhante espetáculo. 


A MÚSICA ALIVIA A ALMA DA GENTE - assim definia o sr. Carlos e nessa trajetória como músico, encontrou muitos momentos felizes e outros de muita tristeza.

Nunca fez da música um meio para a sua sobrevivência, e sim, uma distração, porém um compromisso, mas acima de tudo, um prazer.

Carlos Viganó, mais conhecido pelos amigos como "Lico", nasceu em Araras, a 17 de novembro de 1913. 

Filho de imigrantes italiano e alemão, faleceu em 03 de julho de 1998.

Quase 85 anos de vida sempre vividos em Araras.  

Sessenta e sete anos dedicados a música.  

Matilde ao ler o texto homenageia o pai e emociona a platéia presente. Momento singular marcou o momento regado a lembranças e lágrimas saudosas. 


Matilde Aparecida Salviato Viganó, filha do seu Lico (Carlos Viganó) faz entrega de significativa lembrança ao maestro Marco Antonio Miliscki - uma partitura transcrita pelas mãos do homenageado da noite "seu Lico".




Família reunida: sobrinhos, netos, amigos de todos os cantos. Autoridades locais.

Seu "Lico" incansável.
Músico que soube tão bem engrandecer a música e elevar o nome da tão querida e amada cidade que o viu nascer - Araras. 
Homenagem merecida.

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foto de Marcelo Torales de Gismenes
Comentários e postagem de Inajá Martins de Almeida

terça-feira, 19 de novembro de 2013

QUANDO AS PALAVRAS NOS ENCONTRAM

Poeta, filósofo, atributos tais.
As palavras transbordam e alcançam almas sensíveis. 

A idade, os anos percorridos não traem a criança que permanece. 

Emocionei-me a esse encontro. 

Novamente elas - as palavras - foram responsáveis pelo encontro nesta manhã, através do facebook.

Em outra ocasião já o houvera encontrado - poeta único em estilo. 

Agora se me apresenta a questionar a palavra amor, a se encontrar vazia - "não tem gente dentro dela". 

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Porém, percebi que 

Foram as palavras que nos encontraram!
Elas sempre encontram jeito de nos encontrar... 

Foram as palavras que nos encantaram!
Elas tem seus meandros para nos encantar...

"Se a palavra amor está vazia" 
Ela encontrará forma para encher - de amor.

Inajá Martins de Almeida

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Incrível. Ao passar por uma das ruas do centro da cidade de São Carlos, vários livros na calçada deixados ao lixo. 


Estanco perplexa. Obras clássicas abandonadas ao léu. 


Uma delas distribuição gratuita da Secretaria da Educação de São Paulo. Seu autor Manoel de Barros. 


Não pensei duas vezes, imediatamente me apossei dos livros e seu destino, minha própria biblioteca. 


As Memórias Inventadas foram tomando forma dentro de mim. 


E é Manoel de Barros que me chama atenção em suas linhas quando me questionava o desprezo para uma obra, mas se "tudo o que o homem fabrica vira sucata" (pág. 36), porque a estranheza.


Manoel de Barros menino que "queria ser fraseador". Que não gostava de palavras "engavetadas. Aquela que não pode mudar de lugar".    


Menino que aprendeu "a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam". (pág. 41)


Menino que nos fala:  " uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Só uso a palavra para compor meus silêncios... Tenho abundância de ser feliz... Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdício. Amo os restos..."

Todas as suas 160 páginas nos convidam aos devaneios. Tira-nos do convencional. Leva-nos a resgatar a simplicidade de um pássaro, o som de um grilo "que podia desmontar os silêncios de uma noite porque quem se aproxima das origens se renova". (pág.109)  


A jovem que deixou o livro a mercê da sucata um dia, quem sabe, poderá se lembrar de que fugidias as mãos deixaram voar o pássaro que a levaria a jamais se apartar da sua infância.


Encontrei Manoel de Barros. Ou fora Manoel de Barros que me quisera encontrar!


Para mim, isto é a verdadeira felicidade. 


Sonho de uma sonhadora, que sonha sonhos de realizar. 


Inajá Martins de Almeida

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