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"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, paixão e convicção".

Lemos porque a necessidade de desvendar e questionar o desconhecido é muito forte em nós”

"O universo literário é sempre uma caixinha de surpresas, em que o leitor aos poucos vai recolhendo retalhos. Livros, textos, frases, poemas, enfim, variadas formas de expressão que vão compondo a colcha de retalhos de uma vida entre livros. É o que se propõe".

Inajá Martins de Almeida

assim...

"Quem me dera fossem minhas palavras escritas. Que fossem gravadas num livro, com pena de ferro e com chumbo. Para sempre fossem esculpidas na rocha! (Jó 19:23/24)

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância.”

Fernando Pessoa - Poeta e escritor português (1888 - 1935)

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terça-feira, 19 de junho de 2012

ZABÉ DA LOCA

  "Em um mundo globalizado repleto de falsos valores artísticos, glorificados pela mídia, Zabé da Loca é uma figura excelsa. Fisicamente miúda, o rosto, um mar de rugas. E seu pífano,  instrumento mágico,  é um semeador de esperança. De onde virá tanta força e beleza,  dessa criaturinha iluminada? Ela é um poema de Deus". 
Ely Vieitiz Lisboa - http://replantiodeoutono.blogspot.com.br/



Belíssima reportagem. Desses encontros possíveis apenas quando se tem a alma inquiridora. Ávida por novidade.
Replantio de outono. Sementes que buscam por solos que possam germinar.
A semente fertiliza. Brota. Produz novas sementes.
Rica nossa cultura. Basta apenas termos olhar para sair das nossas quatro paredes.
Percebemos, então, a urgência em nos despir de falsos ornamentos. Esvaziarmo-nos de nós e deixar fluir o "poema de Deus" em nós.
É nesta manhã de outono que as lágrimas puderam se render à leveza suave de um rosto enrugado, olhos azuis esmaecidos. Mãos trêmulas mas que sabem elevar as notas em trinos exuberantes, como pássaros que gorjeiam livres no espaço.
Som da pedra. Melodia perceptível a alma voltada a natureza divina.

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postagem e comentários de Inajá Martins de Almeida

O ATO DE LER EM COMENTÁRIOS

Quantos encontros magníficos. Desta vez a professora Adriane despertou em mim o grato prazer da disseminação. Disseminar palavras. Letras nas linhas cibernéticas.
Grato prazer a leitura nos leva.



clique sobre a foto para visualizá-la em imagem nítida


segunda-feira, agosto 28, 2006

O poder de transformação da leitura



Esse foi o tema da redação das provas do Enem, neste domingo, quando fui aplicadora.
Como base havia três textos pequenos, sendo que o primeiro era de Inajá Martins de Almeida. O ato de ler - www.amigosdolivro.com.br Quero resgatar parte do texto, pois o mesmo reportou-me ao projeto do meu grupo. Reforçando a idéia da significação das imagens...."Lemos porque a necessidade de desvendar caracteres, letreiros, números, faz com que passemos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido. Antes mesmo de ler a palavra já lemos o universo que nos permeia: um cartaz, uma imagem, um som, um olhar, um gesto."
As imagens foram a nossa primeira leitura e conseqüentemente serviram como base do nosso desenvolvimento intelectual.
As vezes algo simples, que parece pequeno na realidade contribui e muito para nossa formação integral.
Assim também é o ato de brincar. Que não é uma simples brincadeira é algo muito mais complexo. O ato de ler tão pouco utilizado em nossa civilização muda a postura dos seres. Quanto mais se lê, mais se quer ler e quanto menos se lê... Para ser um leitor não basta ser alfabetizado, decodificação mecânica não nos ajuuda a crescer, mas a assimilação, sim!
Em nossa especialização também vemos a importância que se dá para leitura e pela universalização dela, através de diversas sugestões e pela própria atividade da ficha de leitura onde disponibilizamos a quem interessar possa, o que lemos e onde encontramos as mesmas.
Temos medo do que não conhecemos e o ato de ler pode nos ajudar a vencer esses medos.

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http://adrischmidt.blogspot.com.br/

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http://books.google.com.br/books?id=WD9hkIJrdEYC&pg=PA57&lpg=PA57&dq=inaj%C3%A1+martins+de+almeida&source=bl&ots=ltusZXzesl&sig=R4EeCgFRnvl2fNb-I4OqpqJtH9o&hl=pt-BR&sa=X&ei=tawTUuTAOYPc9ASnooHYAg&ved=0CD0Q6AEwBTgy#v=onepage&q=inaj%C3%A1%20martins%20de%20almeida&f=false

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sábado, 16 de junho de 2012

ADAGIO - Tomaso Albinoni

A letra me fala do encontro, mas também do desencontro.
E a música, num compasso ritmado, continuado, ininterrupto, toca o mais profundo do meu ser.
Passo a passo. Num compasso ritmado, lento, continuado. É o adágio que me cala alma. 
Poderia ser a minha própria história a melancolia que o autor nos transmite? 
Poderia ser a paz que o encontro lhe traz? 
Um... Dois... Três...
O bater do compasso ritmado me leva ao som do vento.
Posso então sentir o silêncio num cicio suave e doce.
Retorno o questionar: 
- seria esta a minha própria história adágio? 
Quem sabe a sua história se misture com a minha. Com a tua. Com a nossa.
Mas, quando for o tempo certo... Eu sei... Poderei fechar os olhos.
Saber um pasto verdejante... o caminho.
Uma música. Um piano. Uma alma que vibra, que descansa ao som de um adágio... 

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Lara Fabian  - versão em inglês


Eu não sei onde encontrar você
Eu não sei como procurar você
Eu ouço sua voz no vento
Eu sinto você sobre minha pele
Dentro do meu coração e da minha alma
Eu espero por você

Adágio

Todas essas noites sem você
Todos os meus sonhos envolvem você
Eu vejo e toco seu rosto
Eu caio nos seus braços
Quando for o tempo certo eu sei
Você estará em meus braços.

Adágio

Eu fecho meus olhos e acho um caminho
Não precisa rezar por mim
Eu sei que tudo o que restará
É um piano que toca.

Se você sabe onde me encontrar
Se você sabe como me procurar
Antes que as luzes se apaguem
Antes que eu perca minha fé

Seja o único homem a dizer
Que você ouvirá meu coração
Que você me dará sua vida
Que você ficará para sempre.

Não deixe que as luzes se apaguem
Não não não não não não 
Não deixe que eu perca a fé
Seja o único homem a dizer
Que você acredita
Me faça acreditar
Que você não vai embora

Adágio  

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Dua versão simplesmente divinas. Bons sonhos.

sábado, 19 de maio de 2012

O TERCEIRO ATO DA VIDA


por Inajá Martins de Almeida

Manhã fria nesta cidade de São Carlos. Como todas as manhãs, inicio minha rotina. Abro a caixa de mensagens. Verifico as postagens no facebook. Algumas vezes encontro amigos. Pausa para uma boa conversa. Eis que matéria interessante encaminha-me ao vídeo. Logo a mente inquiridora, leva-me às pesquisas. Estas me motivam aos alinhavos.

Ontem, ao conversar com os jovens em sala de aula, falávamos sobre o tempo e como este pode influenciar nosso caminhar. Nossos sonhos. Nossas expectativas. Nossas metas. Milênios percorridos pelo homem sem que grandes transformações se tornassem visíveis no seu viver, no seu fazer.

Entretanto, pouco mais de dois séculos foram suficientes para que nosso conhecimento caminhasse a passos galopantes. Da agricultura, à revolução industrial, à era da tecnologia. Sabe-se lá o que nos aguarda o futuro próximo.

O fazer cedeu lugar ao ser. E o mundo não mais se encontrou o mesmo. Nós não somos mais os mesmos.  O diferencial, contudo, está no que fazemos para minimizar o estresse que todo esse avanço tem causado à humanidade.

Dizia-lhes que jamais me imaginara estar à frente, numa sala de aula. Em minha adolescência abrira mão do curso “Normal”. Incomodava-me o pensar professora. Partira apenas para o “Clássico”.

Todavia, não abri mão dos livros e a opção veio. Bibliotecária. Acostumara-me aos livros. Os mesmos iriam me levar aos conhecimentos técnicos para a carreira profissional. Salas de leituras. Projetos de implantação de bibliotecas. Jamais as salas de aula. Entretanto, abro parêntesis, para confessar ser gratificante este momento.

Enquanto notícias alarmantes. Professores que abdicam à profissão, convidada sou a participar de ousado projeto de trabalho e capacitação para jovens adolescentes - RASC. De pronto vibro com a perspectiva de mais um desafio, entre tantos que forjaram minha escalada profissional. Decorridos dois anos escrevo com satisfação inimaginável mais um ato em minha história.

Percebi que adentrei o terceiro ato de minha existência com garra inexplicável. Desejo imenso de fazer. De participar. De contar. De transmitir meus retalhos. Minhas lembranças. Minhas experiências. De registrar em blogs, em artigos, em leituras, em imagens, encontros vários.

Relatar que fascinante se torna a revolução da longevidade. Saber que podemos ter qualidade de vida, quando a ciência nos propicia anos acrescentados a mais. Quando a gama de informação nos leva a criar em nós expectativa para um viver saudável, no corpo, na mente e, principalmente, no espírito.

Não percebo tanto a matemática. Os jovens na faixa etária dos quinze anos. Eu a multiplica-la por quatro. Risadas múltiplas pela observação. Eu a transmitir experiências vividas e vivenciadas. Motivando aos alinhavos dos temas propostos. Eles a compactuarem a juventude e a expectativa pelo futuro que estão a escrever. É a história que está sendo registrada. São as bagagens encontradas nas mochilas.   
 
E os retalhos me encontram. São eles que passam a me escrever dia após dia. Assim fora esta manhã.

Confesso, contudo, que sou resistente, em parte, as inovações tecnológicas. Computador. Internet. Salas de bate-papo. Orkut. Facebook. Todavia, muito tem me valido às pesquisas. A criação de meus blogs – cada qual com sua abrangência. Não saberia mais ver meus dias passarem sem aquela visita diária. Alguma postagem. Assim, comentara ser o tempo abreviado quando nossas atividades se multiplicam.

Nesta manhã, é a postagem no Facebook, efetuada por Heitor Augusto que me chama ao tema que tanto me fascina e envolve - longevidade. 


Uma atriz – Jane Fonda. Há muito acompanho seu trabalho. Mulher linda. Talentosa. Família de artistas. Escritora. Palestrante. Motivadora. A mim pode me levar a novas pesquisas. Às linhas.

Ela que, aos setenta e quatro anos, chama-me atenção especial, quando envolta às metáforas do envelhecimento vale-se da escada para a ascensão do “espírito humano”, leva-me a questionar a escalada de minha existência.  Gostei imensamente do que ouvi. Do que li.

Há poucos dias presenciei o desenlace de meu pai aos noventa e quatro anos. Embora seu corpo mostrasse a fragilidade dos anos, sua mente mantinha-se intacta.   Pude então abstrair de que na atualidade o tempo que nos propicia o terceiro ato da existência pode ser melhor do que os vividos em quantidade maior de números.

Com certeza não terei outros sessenta e dois anos para desfrutar nesta terra. Porém, posso imaginar que poderei ter qualidade melhor se aproveitar os anos que a mim forem dispensados. Vibro com essa perspectiva.

Transmito aos jovens essa experiência. A eles um vasto horizonte aberto. Os anos multiplicados em número. A mim números somados a qualidade que venha agregar aos anos restantes. Fantástica matemática.

Como então viver nossos últimos anos com sucesso?

E de Jane Fonda, posso compactuar as palavras: - valendo-nos da escada para nossa ascensão espiritual. Reavaliando nossa existência. Servindo como exemplo do viver bem para gerações vindouras. Sentindo a idade como potencial não como patologia.

Magnífica manhã. Inspiradora mensagem. Encontros motivadores. Alinhavos profícuos entretecem nosso existir.

veja mais:




*Jane Fonda: o novo livro, Prime Time: Love, Health, Sex, Fitness, fala sobre o que ela chama de terceiro ato de sua vida. Jane admite no texto que ainda se preocupa com a aparência e que sua idade a obrigou a diminuir o ritmo da rotina de exercícios físicos. A atriz foi uma das pioneiras nos vídeos que ensinavam e estimulavam as mulheres a malharem, mas depois admitiu recorrer a cirurgias plásticas. 
A filha do lendário ator, Henry Fonda, Jane nasceu e cresceu na cidade de Nova Iorque. Depois de ter estudado arte no Vassar College, voltou-se para a moda e o estudo da arte de representar. Depois do primeiro êxito no filme “Até os Fortes Vacilam” (Tall Story), em 1960, a sua carreira seguiu o rumo do sucesso. 
Nome completo: Jane Seymour Fonda, atriz e escritora. Sua história tem final feliz: na terceira idade, Jane venceu a batalha contra um câncer no seio, voltou ao cristianismo, continua a escrever livros e a promovê-los na mídia. Reaproximou-se dos filhos e tornou-se avó amorosa.

Aos 75 anos de idade observou: "Ainda vivemos sob o antigo modelo, no qual a idade é vista como uma patologia, uma doença”. .. leia toda a matéria em  

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Dra. Rita Levi-Montalcini - professora, cientista, exemplo de determinação, longevidade. Aos 100 anos demonstra a jovialidade dos 20 anos, demonstrando que o cérebro pode se manter ativo enquanto o corpo enruga. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

NELSON MARTINS DE ALMEIDA: quase um século de história


"Há pessoas que partem. Apenas partem. Há pessoas que partem e se vão. Mas há pessoas que se vão e não partem".  Inajá Martins de Almeida



Já com idade avançada, nos seus noventa e quatro anos, vejo meu pai. Quieto, absorto nas leituras, sempre concentrado em seus pensamentos.
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Ora lê. Ora escreve. Pouco fala. A audição e os passos lentos, lhe dão sinais da longevidade, mas a mente, mostra lucidez aguçada, que o tempo não corrompe.
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Leitor perspicaz, a memória não o condena. O passado, no presente, está sempre a colocar na pauta do dia. Nem ao menos uma vista além de um ponto lhe passa despercebida. 


Os livros - paixão sempre presente. Interessado pela leitura e pelo transmitir o gosto e o saber de sua importância, tem no interesse da nova geração o galardão maior. Ademais

São poucos os que se sentam para ouvir histórias.
São poucos os que se dedicam a contar histórias.
Por serem poucos, são raros e necessários. 

continue lendo em Historiador

MEDALHA DE OURO AOS VISITANTES



Sincera homenagem aos visitantes. 
O carinho dispensado às suas postagens. 
Comentários enriquecedores. 
Agradecimento ímpar a todos os que tornaram vivos os retalhos. 
O universo virtual, real em cada encontro. 
Leituras alinhavadas de retalhos recolhidos. 
Retalhos de leituras que entretecem o meu recolher retalhos. 
O meu alinhavar leituras neste universo internet. 
Meu carinho. 
Meu agradecimento. 
Meu retalho em leituras.
Meus leitores virtuais, mas tão reais.   




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captura de tela, montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida
blog criado em 03 de fevereiro de 2010

domingo, 29 de abril de 2012

CERTO OU ERRADO - Carminda Nogueira de Castro Ferreira


"Entre os anos 2003 e 2010, Mattos Filho Advogados contou com a assessoria da Professora Carminda Nogueira de Castro Ferreira – Dona Carminda, como era conhecida aqui – que elaborou mais de 100 edições do boletim Certo ou Errado, no qual dava dicas sobre gramática e uso correto da língua portuguesa. Esses boletins se transformaram em um livro, lançado em agosto de 2010, pouco tempo antes de Dona Carminda falecer.

Aproveitando que 2012 é o ano oficial da adoção das novas regras gramaticais, passaremos a publicar as dicas de Dona Carminda aqui na nossa página. Além de homenageá-la, as dicas certamente serão úteis a todos! 

Confira, periodicamente, rápidas notas sobre o correto uso da língua portuguesa na página de MF!"

Fonte:

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Na apresentação João Ricardo de Azevedo Ribeiro escreve: 

"Este livro reproduz todas as edições do Boletim Certo ou Errado?, preparado e distribuído internamente para os integrantes do Escritório...
A responsável pela preparação do Boletim Certo ou Errado? é dona Carminda [a qual] realiza um trabalho um trabalho de consultoria para o Escritório na revisão da redação de textos desde o início da década...
Dona Carminda é um sucesso! Com conhecimento técnico imbatível da língua portuguesa, sensibilidade, bom humor, didática e perspicácia, conquistou um público cativo que alimentou com dúvidas e interesse a produção do nosso rico Boletim ao longo dos anos..."

clique sobre a imagem
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Ao longo dos seus oitenta e nove anos, dona Carminda amealhou amigos e fãs incondicionais. A mim como aluna na EBDESC (Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos) levou-me ao amplo conhecimento das letras, assim como o gosto maior pela área da biblioteconomia. Mostrou-me que, ao recolher retalhos das suas várias matérias, alargasse os horizontes além daquelas aulas, orientação esta que ávida introjetei ao meu viver diário.
Os retalhos puderam acompanhar meu viver bibliotecária. Levar minha opção à paixão e convicção.
Agora com o livro Certo ou errado? em mãos, ofertado por Solange Simões, percebo mais um retalho recolhido. Mais um retalho alinhavado na colcha que não tem fim.
Exemplo de professora - mestra das mestras - amiga, conselheira. Dessas pessoas que entram em nossas vidas e se tornam inesquecíveis.
O livro traz indicações magníficas para nosso dia a dia. Palavras empregadas de várias formas e significados. Um manual prático da nossa gramática.
Muito bem elaborado. Muito bem formatado. Guia prático dos mais valiosos.
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Ferreira, Carminda Nogueira de Castro.  Certo ou errado?  / Carminda Nogueira de Castro Ferreira:  São Paulo, 2010.       

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ECOS DE OUTONO - Jair Yanni

"O mundo não envelhece.
Os homens morrem".

Jair Yanni.


"Mulher, mãe, avó, artista plástica, ativista cultural, acadêmica, poetisa.
Nenhuma surgiu de repente.
Foi-se cristalizando com o tempo, aperfeiçoando-se.
Desafia e acha uma saída: "e resolvi ser poeta".
Felizes são os leitores assinalados com o sal do batismo da poeta Jair Yanni.
Eles sairão também mais puros, humanos e fortes após a leitura do belo livro que é Ecos no Outono".


Ely Vieitez Lanez




Sou uma dessas leitoras contempladas com a obra de Jair Yanni, a qual há anos me faz companhia constante. Leio. Releio. Encontro-me nas entrelinhas. Compactuo o tempo e posso perceber que ...     "o tempo igual coexiste
                            e se sucede em toda parte".
E quem de nós poetas, não nos encontramos a refletir sobre o mais profundo do nosso eu. E nas conjecturas que faço, adentro seus versos, pois não sou única. Encontro ecos... Ecos de outono em pleno outono...
"O que eu sinto... Outros já sentiram
O que eu digo... Outros já disseram
Onde eu passo... Gerações passaram
O que eu faço... quantos já fizeram
Quem sou eu afinal?


Sou Jair Yanni, sou Ely, sou Inajá
Sou mulher igual a tantas
que chora, que ri, que encanta
que quer viver a vida por inteiro
entregar-se sem reservas                                                         "num momento
porque em suas palavras                                                                intenso da vida
posso também redizer que                                                                é que se vive tudo".


Poeta das palavras. 
Poeta das cores
Jair Yanni 
deixando-nos legado imensurável 
e a saudade incontida
num dia de outono  


“Montou num querubim e voou; sim, levada pelas asas do vento!”  (Salmos 18:50) 


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"Seus poemas traduzem a riqueza e complexidade da brava mulher, camuflada naquele jeitinho de menina. Culta, lúcida, metafísica...
Jair era dessas raras pessoas que não se entregam pela metade. Era intensa e autêntica em todas as suas facetas, de mulher, de mãe, de avó, de artista e de poeta. Franca, aberta, forte, mas gentil e doce. Dinâmica, participante...Ely Vieitez Lanez - Adeus à Jair Ianni

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captura de tela, montagem, comentários e postagem de Inajá Martins de Almeida


sábado, 21 de abril de 2012

BRASÍLIA 52 ANOS - Oscar Niemeyer


sexta-feira, 13 de abril de 2012

RETALHOS DE LEITURAS




Retalhos de leituras
Pode ser uma palavra que se eterniza
Uma imagem que não se apaga.
Um encontro que não se esquece.
Uma lembrança do passado, 
ainda que longínquo, tão presente.







clique sobre as imagens 



Retalhos de leituras
Pode ser um livro não lido
Apenas referenciado.
Uma foto que registra um momento.
Uma música que toca o coração.
Uma frase que esclarece mais do que mil palavras.







Retalhos de leituras
Pode ser livros que encontram leitores
Leitores que se encontram nos livros.
Retalhos recolhidos através das leituras
Leituras que se transformam em retalhos
De palavras a tecerem textos.












Retalhos de leituras
Pode ser cada um de nós.
Cada qual com seu ponto de vista
Cada qual com sua vista além do ponto.
Retalhos que tecem sonhos e esperanças
Através da vista que o ponto lê.




Inajá Martins de Almeida

terça-feira, 10 de abril de 2012

A HISTÓRIA DE DEUS E A SUA HISTÓRIA - Max Lucado

"Não se envolva de novo com as roupas velhas. "Como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões" (Sl 103.12), portanto, livre-se de seu colete velho. Você fica bem melhor usando o dele".

"Onde você está vazio? Está com fome de atenção, clama por sucesso, deseja intimidade? Tenha consciência das suas fraquezas. Satanás pedirá que você transforme pedras em pães (Mt 4.3). Em outras palavras, satisfaça suas próprias necessidades, cuide do assunto do seu jeito, deixe Deus de fora da conversa. Enquanto Jesus nos ensina a orar por pão (Mt 6.11), Satanás nos diz para trabalhar pelo pão"

"Você pode até considerar motivo de grande alegria o fato de passar por diversas provações, pois você sabe que a prova da sua fé produz perseverança" (Tg 1.2-3).

Este é Max Lucado que, através do seu modo peculiar e suave de escrever, tece linhas, formula capítulos, leva-nos ao encontro do nosso verdadeiro lar. Mostra-nos que jamais seremos abandonados.  Ainda que a jornada seja longa, jamais nos perderemos pelos caminhos adversos. Que sempre encontraremos portas abertas que nos levam ao Pai. E, mesmo que estejamos passando por provas e tribulações todas as coisas cooperam para nosso bem.

Não há como não se envolver. Não há como deixar de acompanhar as orientações que nos são destinadas. Um guia prático de estudos e atividades. Surpreendente. Sempre presente. Atual. Envolvente.


comentários, capturas, montagem de imagens e postagem de Inajá Martins de Almeida
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Lucado, Max.   A história de Deus e a sua história: quando a dele se torna a sua   /  Max Lucado; traduzido por Emirson Justino  -  São Paulo: Mundo Cristão, 2011.

quarta-feira, 28 de março de 2012

AMÉRICA - Monteiro Lobato

Uma frase encontrada em trabalhos escolares. Em classes colegiais. Entradas de bibliotecas. Jornais. Revistas. Livros didáticos inúmeros. Textos vários.

Seu autor o genial José Bento Renato Monteiro Lobato, ou simplesmente Monteiro Lobato nascido em Taubaté interior paulista, talvez jamais pudesse almejar tamanha repercussão.

É na América do Norte que se extasia, ante os monumentos de George Washington e Lincoln, prova concreta de "que a América tinha homens". É a visita a esse país que vem a lume o livro - América. Nada mais compreensível se:

"Um país se faz com homens e livros"... "Nos livros está fixada toda a experiência humana. É por meio deles que os avanços do espírito se perpetuam. Um livro é uma ponta de fio que diz: "Aqui parei; toma-me e continua, leitor"... (p.46)



Sim, o gênio do autor consente que o leitor aponte o norte de uma obra, segundo sua vista. Dê-lhe conotação. É o que digo - eu Inajá - quando fechamos um livro o mesmo acontece na mente do leitor. Leitor que cria e recria as linhas do autor.

Mas o Destino quis levar Lobato a América e sua turnê segue a direção da Biblioteca do Congresso e no diálogo que trava com seu imaginário, vislumbra a magnanimidade daquela arquitetura esplêndida, a ponto de o deixar "tonto".

"Acho que quem vem a esta biblioteca não tem tempo de abrir um livo. Há coisas demais para distraí-lo e ocupar-lhe a atenção. E que é a biblioteca em si senão um livro - e o primeiro a ser consultado?" (p.49)

Percebe-se que o que lhe chama atenção extrema é a arquitetura assombrosa. Consegue ali, ante aquele monumento ler um livro de mármore antes de pensar em consultar os 3.890.096 itens impressos em papel.

"Acho que esta biblioteca foi o primeiro grande livro composto pela América..."  (p.49)

Agora então era a vez da Biblioteca Pública da Quinta Avenida

"Sair da Quinta Avenida, o torvelinho perpetuo, e cair na Biblioteca Pública, corresponde a mudar de planeta. Reina lá um silêncio de recolhimento, e ainda uma constante temperatura de primavera, por mais que fora o verão escalde..." (p.211)

"Não há ali regulamento estragador do prazer do consulente; ou então o regulamento é feito de modo a coincidir com os impulsos naturais da criança que entra: "fossar" na imensidão de livros, sem atender a mais nada além da sua natural curiosidade e irrequietismo... O prazer das crianças é ali intenso, porque podem mexer à vontade. O "não faça isso, não bula nisso" não existe"... (p. 212-213)

Genial Lobato. Olhos atentos, mente aguçada. Pensou em tudo. Mediu as palavras. Lançou-as no livro América. Levou-nos aos homens, grandes mentes pensantes, aos livros, às Bibliotecas através das linhas, sem que nossos pés deslocassem o espaço.

Não há como deixar de se apossar das palavras tais quais o autor as expressa. Poderia transcrever outros tantos trechos inusitados das 312 páginas que compõe América, mas a leitura ficará a critério de cada leitor. Fica aqui apenas o desejo de querer um pouco mais.

A Fernanda Tozzi, futura arquiteta, meu apreço pela consulta e motivo maior destas linhas.

Transcrição e comentários de Inajá Martins de Almeida (bibliotecária)
complemente com algumas indicações interessantes:

http://lazer.hsw.uol.com.br/monteiro-lobato4.htm
http://pt.wikiquote.org/wiki/Monteiro_Lobato
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Lobato, Monteiro -  América   /  Monteiro Lobato.  -  9ª ed. - São Paulo : Editora Brasiliense, [1931]

Outra matéria interessante para ser assistida: https://www.youtube.com/watch?v=FO1up5NKTHo

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Petróleo, prisão e Zé Brasil


Em 1927, já bastante conhecido, Monteiro Lobato é nomeado para o posto de adido comercial em Nova Iorque, para onde se muda com toda a família. A experiência de vida em um país industrialmente desenvolvido o fascina: Lobato conhece novas técnicas de beneficiamento de minério de ferro, as auto-estradas, o metrô, o cinema falado, a indústria automobilística e tudo o que lhe faz reavivar a antiga paixão pelo moderno. Empolgado, sonha em criar no Brasil companhias que viabilizem a aplicação das novas tecnologias para a transformação de ferro em aço, prevendo grandes lucros num futuro próximo.
Mas no auge dos sonhos capitalistas, Monteiro Lobato aplica na Bolsa de Valores de Nova Iorque e, quando ela quebra, deflagrando a grande crise mundial de 1929, ele se vê sem nenhum dinheiro, tendo que regressar ao Brasil em meio a sérias dificuldades econômicas, que o levam a vender suas ações da Companhia Editora Nacional.
A partir de então, já aos 50 anos de idade, Monteiro Lobato passa a viver de seus ganhos como escritor e tradutor, passando horas diante da máquina de escrever, seja rearranjando seus próprios textos, seja criando novas histórias para o “Sítio” ou traduzindo outros autores. Mas sua fé no desenvolvimento do Brasil continua viva. Ele defende uma política que transfira para a iniciativa privada nacional a extração do petróleo e o beneficiamento do minério de ferro, encabeçando uma campanha em prol da formação de companhias de exploração de petróleo e tentando sensibilizar os governantes para a importância da causa.
"América" mostra a visão do escritor sobre a sociedade e a modernidade que ele vivenciou nos tempos em que passou nos Estados Unidos.
Em 1931, funda a Companhia do Petróleo do Brasil e mais três empresas co-irmãs, todas levadas ao fracasso, por motivos que vão de boicote econômico a sabotagem técnica, além das razões políticas apontadas por Lobato: o compromisso do Departamento Nacional de Produção Mineral e do Conselho Nacional de Petróleo com os interesses de grandes conglomerados petrolíferos internacionais.
Perdendo o dinheiro e as ilusões capitalistas, Monteiro Lobato muda sua posição diante do anteriormente admiradoamerican way of life, percebendo as complexas relações internacionais de poder dos monopólios que o sustentam. Essas reflexões o levam a publicar “O escândalo do petróleo” (1936), livro no qual narra as agruras de sua campanha petrolífera. Em 1937, já sob a ditadura de Getúlio Vargas, o livro é proibido de circular e as relações de Monteiro Lobato com o governo tornam-se complicadas. Em 1941, após recusar a assumir a direção do Ministério da Propaganda e enviar uma carta a Getúlio Vargas, responsabilizando-o pela má política nacional de minérios, Monteiro Lobato acaba sendo preso. Fica na cadeia por cerca de três meses e se compadece dos problemas dos detentos. Tenta ensinar um deles a ler, partilha os doces que lhe enviavam e faz-se porta-voz dos presos.
Ao sair do presídio, desencantado com o governo, amargurado pela perda recente de dois de seus filhos, ainda jovens, e pelo suicídio do cunhado, Monteiro Lobato passa a viver de direitos autorais e traduções, até que, em 1946, muda-se para a Argentina, onde funda a editora Acteon. Mas a saudade do Brasil e dos amigos o traz de volta, já no ano seguinte.
Já convicto dos problemas do capitalismo internacional e liberto das ilusões juvenis, Monteiro Lobato retorna à figura do caipira, do Jeca Tatu, mas, dessa vez, sob uma ótica totalmente diferente.
Em vez de usar o caipira para personificar o atraso da agricultura brasileira, Lobato faz uma auto-crítica de suas idéias de 1914, quando ainda não sabia reconhecer a amplitude do problema agrário nacional, lançando “Zé Brasil” (1947). No livro, O Jeca ressurge como Zé Brasil, um sem-terra para quem, a única esperança de salvação está representada no Cavaleiro da Esperança, Luís Carlos Prestes.
Um ano após a publicação de “Zé Brasil”, Monteiro Lobato morre, no auge da consagração como escritor.veja o texto em sua fonte originária




sexta-feira, 23 de março de 2012

JUAN GRIS - pintor espanhol

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Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine11 de maio de 1927)[1], foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.
Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época.
No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume ApollinaireAndré SalmonMax Jacobe, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque.
Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot.
Continuou a expor nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que faleceu, com 40 anos de idade.
Juan Gris foi homenageado com um doodle no dia 23 de março de 2012, na página inicial do Google [2]


Fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Gris)


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Acrylic on canvas by Elvio Antunes de Arruda - clique sobre a imagem
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Extasiados com a beleza das cores, os temas envolvendo música e instrumentos, Inajá e Elvio pesquisam imagens e encontram uma, em especial, que lhes chamam atenção, assim, sob a ótica e as mãos do artista na atualidade, surge uma versão de Juan Gris em acrílico.
 Magnífica tela, ornamenta ricamente com grande maestria nossa sala,  - são as mãos do cubista Juan Gris, nas mãos do contemporâneo Elvio Antunes de Arruda
Obrigada a ambos.


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capturas de imagens, montagem, comentários e postagem de Inajá Martins de Almeida em 23 de março de 2012.